Plástico

29 de dezembro de 2008

Notícias – Evento discute resinas de alto desempenho

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    Por ocasião do Seminário de Atualidades Tecnológicas: Elastômeros, Plásticos e Adesivos, realizado em Porto Alegre, de 2 a 3 de outubro, em sua décima terceira edição, o engenheiro de materiais da Universidade de São Paulo Hélio Wiebeck traçou um panorama dos plásticos de alto desempenho.

    Como explicou, existem os plásticos de engenharia capazes de suportar temperaturas de 200ºC ou mais e os plásticos de alto desempenho, aqueles com propriedades térmicas a partir de 250ºC e altíssima resistência à oxidação, tais como a PPA (poliftalamida). Essa formulação, mais sofisticada entre as poliamidas, apresenta resistência até 280ºC, temperatura de uso contínuo de 170°C, excelente resistência mecânica e resistência química superior à poliamida 6,6. Além disso, tem menor absorção de umidade, se comparada às demais poliamidas, menor coeficiente de expansão térmica do que a PA 6.6, especialmente abaixo de 130°C. É empregada na manufatura de bobinas, conectores, áreas de radiador, tampa da bomba de combustível, tampa do tanque de combustível, entrada de ar do intercooler e gaiola do rolamento.

    O polissulfeto de fenileno (PPS) é um termoplástico semicristalino, com ponto de fusão entre 280ºC e 290ºC. Insolúvel em qualquer solvente, trata-se de um polímero de alto desempenho, com alta condutividade térmica e elétrica, tolerância dimensional, alta viscosidade em grades para extrusão, alta estabilidade térmica, resistência ao fogo (antichama), baixa tendência ao creep em altas temperaturas, excelente resistência química, boa resistência ao desgaste e baixa tendência à formação de rebarbas.

    O PPS tem aplicação ainda em maçanetas exteriores das portas dos automóveis. Funciona bem como cabeça de barbeador elétrico por sua fácil metalização. Permite a injeção de paredes finas, tolerâncias justas, alta resistência mecânica e a químicos como óleos e fluidos utilizados na área automotiva, sendo empregado em regiões de aquecimento do motor, lanternas, componentes elétricos e eletrônicos como processadores de computadores e conectores.

    Já as polissulfonas e polifenilsulfonas (PSU/PPSU) são resinas também de altíssima resistência térmica e mecânica, com 87,9% de transmissão de luz, 850 nanômetros de dimensão molecular, resistência química excepcional, especialmente na presença de fluidos clorados, comportamento isotrópico na contração do molde, baixíssima tendência ao empenamento, excelentes propriedades mecânicas, estabilidade à hidrólise, possibilidade em várias cores e acabamento superficial excepcional. São empregadas na área médica, interior de aeronaves, mercado alimentício, automotivo, gaiolas para animais de laboratório e cabos de transmissão de energia.

    A poliamida-imida apresenta alta resistência ao desgaste, boa resistência à fadiga, bom isolante térmico, baixo coeficiente de fricção, moldável em tamanhos complexos. Pode ser reforçada com 30% de fibra de vidro como carga isolante térmica, com 30% de fibra de carbono como carga de rigidez e alta resistência à fadiga. É aplicada em anéis para transmissões automotivas nas pás das turbinas do Boeing 777, fabricado pela Rolls Royce.

    O polietersulfona produz estabilidade dimensional a altas temperaturas, resistência ao fogo, baixa flamabilidade, isolamento elétrico, mas a resistência à tração não é boa. Translúcido de cor âmbar/marrom, pode ser pigmentado com corantes de cores transparentes ou opacas. Trata-se de material resistente a óleos, petróleo, ácidos, hidrocarbonetos alifáticos, álcoois, benzeno, gorduras e agentes desengordurantes. Mas tem baixa tolerância a ácidos minerais concentrados, cetonas, hidrocarbonetos aromáticos clorados e muitos outros materiais orgânicos (clorofórmio, acetona, ciclohexanona, acetato de etila etc.). Tem excelente resistência à hidrólise, pode ser esterilizado e oferece resistência ao stress cracking e a intempéries.

    Na indústria, o polietersulfona pode ser empregado em sistemas de ventiladores de refrigeração e outras aplicações que envolvem altas temperaturas. Em engenharia elétrica, é adequado a interruptores, quadros de circuitos, refletores, medidores de água quente e válvulas. Na medicina: centrífugas de laboratório, lâmpadas e refletores e equipamento odontológico. Em componentes elétricos de aviação, componentes de sistemas de armas, gaiolas, jaulas de plástico, cúpulas de radar e componentes de forno.

    O LCD, ou polímero de cristal líquido, é um excelente retardante à chama e isolante elétrico. Sua resistência química inclui ácidos, hidrocarbonetos, solventes, água em ponto de ebulição, operação em picos de temperatura acima de 280°C e uso contínuo acima de 220°C. Aplicado em vela automotiva, oferece isolamento elétrico em diferentes temperaturas, moldabilidade e fácil processamento, aplicação em conectores para PCs portáteis e alojamento da lente do leitor de CD-ROM.


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