Compósitos

23 de janeiro de 2009

Notícias – Evento debate compósitos de plástico com madeira

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    Plástico Moderno, Daniel Mathias, da Cincinnati Extrusion de Viena – Áustria, Notícias - Evento debate compósitos de plástico com madeira

    Mathias divulgou máquinas da Cincinnati Extrusion, de Viena

    O mercado de Wood Plasctics Composites (WPC) na América do Norte já atinge a casa das 850 mil toneladas por ano. Em 2000, eram pouco mais de 300 mil. Na Europa e Japão, somadas as duas regiões, os negócios chegam a 200 mil toneladas a cada doze meses. A Cincinnati Extrusion, uma das principais fabricantes de extrusoras para esse tipo de blenda, comercializa 500 máquinas por mês em média, ou seja, seis mil equipamentos por ano.

    O cenário para promover o crescimento das tecnologias de WPC no Brasil foi discutido em 25 de novembro último por ocasião de um evento organizado pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) e denominado “Seminário Internacional sobre Competência Global em Compostos de Madeira e Plástico”. O encontro reuniu mais de 300 pessoas, entre associados do sindicato, empresários, estudantes, professores, técnicos ligados ao setor plástico e demais interessados no assunto.

    Daniel Mathias, da Cincinnati Extrusion de Viena – Áustria, apresentou as tendências de mercado e produtos com WPC, especialmente as diferenças entre o mercado americano, europeu e japonês, e sobre as máquinas de extrusão da Cincinnati, bem como o processo de WPC.

    Já a consultora internacional Irmgard Bergmann, da Kompetenzzentrum Holz GmbH, sinalizou as alternativas de matérias-primas de qualidade para a extrusão em WPC, como a casca de arroz e a cana-de-açúcar, a questão da durabilidade e as misturas de madeira com PVC, PP e PE, entre outros tipos de plástico. O representante da Braskem Antonio Rodolfo Júnior comparou as vantagens do PVC como matriz para o WPC, pois em sua opinião a resina torna o produto menos inflamável, mais resistente e também porque o próprio PVC já é um substituto tradicional da madeira em muitas situações.

    O quarto palestrante do dia, Alceu Lalli, da Pallmann – Alemanha, comentou as formas de preparação da madeira para o WPC e os processos das máquinas de extrusão da Pallmann. Lalli ressaltou que os pinus plantados em grandes volumes no Rio Grande do Sul têm excelentes propriedades para os compostos.

    Plástico Moderno, Felipe Medeiros, da Solvay Indupa do Brasil, Notícias - Evento debate compósitos de plástico com madeira

    Medeiros: PVC grau de madeira resiste ao raio ultravioleta

    Martin David Clemesha, da Quattor, explicou as propriedades e aplicações do WPC e as diferenças que podem existir na escolha dos plásticos e madeiras para a composição. Também apontou que um dos desafios do composto é a diminuição do seu peso, indicando que o caminho do WPC é focar na sustentabilidade, no ecologicamente correto e no mercado competitivo.

    Felipe Medeiros, da Solvay Indupa do Brasil, reforçou na questão do PVC grau de madeira, explicando as vantagens na manutenção da cor em virtude da resistência da resina aos raios ultravioleta e da facilidade de se aplicar à madeira. David Torrents, da Plasmec – Itália, mostrou as tecnologias avançadas de mistura de WPC em máquinas e ferramentas e explicou como esses equipamentos funcionam, dependendo do material utilizado e do tipo de processo desejado. O último palestrante do dia foi Erwin Krumböck, do grupo Gruber & CO Extrusion. Krumböck apresentou o panorama das máquinas para extrusão e aplicações típicas com WPC, como os decks para piscinas.

    O seminário foi uma promoção da Cincinnati Extrusion, HOB GmbH, Braskem, Pallmann, Quattor, Plasmec e Solvay. Segundo o presidente do Simplás, Orlando Marin, trata-se do primeiro grande seminário de transformação de blendas de madeira e termoplásticos promovido na América Latina. Na América do Norte, 75% do WPC é aplicado na construção civil como assoalho, gradil, montagem de portas e cercas.

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