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13 de janeiro de 2007

Notícias – Encontro debate resina em bolsa de mercadoria

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Publicado por: Marcio Azevedo
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    O portal Petronews realizou, no Rio de Janeiro, o 2º Fórum Internacional Plásticos na Bolsa de Londres (Invest Plastic), com a participação de empresários da petroquímica, transformadores, operadores e especialistas da LME (London Metal Exchange, a Bolsa de Metais de Londres). Os contratos futuros de PP e PEBDL lançados em maio de 2005 apresentaram pequena evolução, mas as informações apresentadas no ciclo de palestras mostram que é necessário mais tempo para caracterizar o sucesso ou fracasso desses derivativos.

    Plástico Moderno, Notícias - Encontro debate resina em bolsa de mercadoriaDezenove meses após o anúncio da oferta dos futuros de plásticos pela LME, mais de 60.000 contratos foram comercializados. Cada um consiste do compromisso da compra ou venda de 24,75 toneladas de um dos quatro grades oferecidos, três de PP e um de PEBDL, em prazo pré-estabelecido de quinze meses após a negociação do papel. Já são treze produtores de PP, com 34 marcas registradas na Bolsa, e 11 os fornecedores de PEBDL, oferecendo 13 marcas. Para comparação, no mercado de alumínio, muito semelhante ao do PP, são 80 produtores, e os registros de marcas somam mais de 100.

    A falta de conhecimento sobre operações de hedge na cadeia de produção de polímeros termoplásticos, um empecilho para a popularização dos contratos, também foi reduzida. “As discussões sobre como a indústria deve utilizar a LME são muito diferentes das iniciais, quando o produto foi lançado”, disse o diretor da área de commodities da Sucden (umas das corretoras habilitadas a operar na LME), Jeremy Goldwyn. Agora o que está atraindo o interesse dos produtores de resinas e transformadores é como operar no mercado futuro.

    As três funções básicas da comercialização dos papéis em bolsa são: estabelecer um preço de referência transparente para o mercado, de preferência, global; oferecer proteção à volatilidade de preços de produtos e matérias-primas (hedging) à cadeia industrial; e a entrega física do polímero quando da liquidação do compromisso. A favor da adoção da referência da LME, Robert Sheldon, responsável pelo desenvolvimento e promoção dos futuros de plástico em Londres, afirmou que é possível elevar a precisão do hedge quando se utiliza o índice inglês para referenciar os contratos comerciais e, ao mesmo tempo, é feita a proteção com os papéis londrinos. Afinal, são posições opostas, que tendem a se anular mutuamente. Com base na experiência que a instituição britânica acumulou com metais, Sheldon também avaliou que o movimento dos estoques nos depósitos da Bolsa constitui um bom indicador do balanço oferta/demanda no mercado físico. Outra assertiva: “o contrato deve ser visto como uma vantagem competitiva, pois se você pode garantir um preço fixo durante longo prazo ao seu cliente, e seus competidores não, é possível atrair mais negócios”, disse.

    O desenvolvimento dos mercados futuros de plástico, no entanto, é um processo lento. Operadores financeiros e a indústria ainda esperam muitas mudanças e melhorias, conforme deixou evidente Goldwyn, da Sucden.

    O que melhorou – Algumas das boas alterações foram lembradas durante o Invest Plastic. O tempo de prateleira (shelf life) inicial dos plásticos estocados pela LME foi conservador ao extremo e estabelecido em seis meses, sendo elevado rapidamente para dez meses. Esse período agora foi estendido para 36 meses, pois há garantia que nas condições de estocagem as resinas durariam entre três e cinco anos. A modificação confere maior confiabilidade aos que negociam o contrato, pois há menor chance de que a validade do material vença antes de uma eventual entrega de produto. Essa ampliação e a criação de contratos para o mercado spot, com liquidação em apenas 48 horas, foram apontadas por Goldwyn como as principais alterações ocorridas nos dezenove meses de operação. O contrato futuro para o mercado spot era desejado pela indústria antes do lançamento do contrato inicial e torna possível um mercado secundário de swaps, que levaria ao crescimento da liquidez e do volume comercializado na LME. Porém, transações de milhares de contratos por dia são necessárias antes do lançamento de outro derivativo relacionado a eles.

    O diretor da Sucden cobrou maior agilidade nas modificações dos contratos e aprovou a desaceleração na promoção de novos produtos (há promessas de opções de PET, PVC e PS), em prioridade do ajuste do funcionamento dos dois contratos iniciais e da criação de liquidez e credibilidade. “As promessas estavam criando mais confusão que clareza”, afirmou Goldwyn. Um dos pontos sensíveis remanescentes é a instalação de depósitos em outras localidades, uma vez que a Bolsa entrega produtos apenas nos Estados Unidos, em Antuérpia-Roterdã e Cingapura-Malásia. Mantendo estoques em apenas três localizações geográficas, o preço da LME não será realmente global como se gostaria, como não será adequada a correlação entre esse preço e o do mercado físico. Além disso, os danos causados pelos furacões de New Orleans à indústria petrolífera dos Estados Unidos, a mudança da produção primária de resinas para o Oriente Médio, e a migração do consumo líquido para o leste asiático distorceram o mercado mundial, piorando a correlação de preços da LME com o mercado físico. O índice está em 80% na Ásia, 50% a 60% na Europa e menos que isso nos EUA, e o nível asiático se aproxima do considerado confiável.


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