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22 de abril de 2010

Notícias – Empresa eleva produção para atender o setor automotivo

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Em processo acelerado de modernização, a Marfinite, precursora nacional de inúmeros manufaturados plásticos, com cerca de 800 itens em linha, prepara-se para alçar voos mais altos, ao implementar maior produtividade nas duas atuais fábricas, de Itaquaquecetuba-SP e de Mairinque-SP, e concretizar a compra de novas injetoras e sopradoras robotizadas, ingressando em outras áreas de negócios, especialmente no campo de OEM – Original Equipment Manufacturer, com o objetivo de tornar-se parceira de importantes projetos para o setor automotivo.

    Prestes a completar seu primeiro cinquentenário, a ser comemorado no próximo ano, a empresa incrementa investimentos em várias frentes, a fim de tornar-se mais competitiva, sem descontinuar produções concebidas por seus antigos gestores Vital Raiola e Giulio Frascari, mas fazendo jus à experiência empresarial de seus atuais dirigentes, proprietários do grupo paulista A2DP.

    “Concluímos em 2009 a incorporação ao grupo de fábrica de transformação de plástico anteriormente pertencente à Sedna, instalada em Mairinque, a 70 quilômetros de São Paulo, somando mais mil toneladas à nossa capacidade e estamos finalizando a preparação dessa unidade para atender aos padrões exigidos pela certificação ISO/TS, entre outras, para podermos ingressar em novos mercados”, informou Alexandre Pimentel, sócio-diretor do grupo A2DP, empresário egresso do grupo Delga, de Diadema-SP, reconhecido no ramo de autopeças metálicas.

    Plástico Moderno, Alexandre Pimentel, Sócio-diretor do grupo A2DP, Notícias - Empresa eleva produção para atender o setor automotivo

    Pimentel: empresa vai comprar 25 injetoras até junho deste ano

    Assim, definido o objetivo de imprimir maior produtividade às operações, pouco tempo depois de assumir a Marfinite, o grupo A2DP já dotaria seu parque industrial de catorze novas injetoras com forças de fechamento variando entre 600 toneladas e 2.700 toneladas, após a identificação de gargalos na área produtiva.

    “Assumimos o desafio de ampliar a capacidade produtiva da Marfinite e, por conta disso, deveremos adquirir outras 25 novas injetoras até junho de 2010”, informou o diretor. O prazo é considerado limite para a aquisição de bens de capital novos, contando com financiamento a taxas de juros reduzidas, de acordo com programa de estímulo à competitividade do setor industrial em implementação pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Inovações desde o passado – Com histórico de inovações desde a sua fundação, a Marfinite vem colocando em curso amplo programa de expansão, objetivando valorizar marcas e implementar modernizações.

    “A Marfinite sempre foi reconhecida pelo desenvolvimento de móveis para áreas externas e por ter apresentado centenas de soluções inovadoras para a indústria, o comércio e para a área de serviços, mas passa atualmente por uma intensa reestruturação nas áreas administrativa e de negócios, seguindo os nossos métodos de trabalho”, acrescentou Pimentel.

    Os destaques na produção surgem desde o ano de fundação da empresa, em 1961, quando lançaria com grande sucesso os primeiros artefatos plásticos voltados ao segmento de jogos e de lazer.

    Na primeira fábrica, no bairro paulista do Ipiranga – onde se manteve até o ano de 1979, ano em que inaugurou a nova unidade de Itaquaquecetuba –, que abriga até hoje a sua única loja voltada ao comércio varejista, a empresa iniciou suas atividades com a produção de bolas de bilhar e de boliche feitas de poliéster, em substituição às importadas, produzidas em marfim, contribuindo para popularizar essas modalidades esportivas.

    Seis anos após sua fundação, em 1967, a Marfinite conquistaria maior projeção no cenário industrial, ao lançar a primeira linha de contêineres plásticos de polipropileno – na época apenas produzidos em pequenos tamanhos –, compartilhada com suas primeiras cadeiras também de PP, produzidas já naquela época com design valorizando aspectos anatômicos para o maior conforto dos usuários.

    A ideia de projetar os primeiros contêineres plásticos foi bem-sucedida ao longo de todas as décadas de atuação da empresa e sob vários aspectos. Sob o ponto de vista de inovação tecnológica, a criação desses artefatos ofereceu alternativa à utilização da madeira, bem como introduziu o conceito de uso de materiais duráveis e retornáveis.

    O feito, entretanto, também rendeu à empresa benefícios financeiros, pois, até hoje, os contêineres integram área de negócios na qual está concentrada a maior fatia de faturamento (40%), somada à rentabilidade advinda da produção e comercialização de paletes e estrados, itens que integram a linha de produtos para armazenagem, transporte e distribuição logística de centenas de produtos desde alimentícios até industriais.

    Um ano depois do lançamento dos contêineres, em 1968, outra especialidade se transformou em área de negócios bastante rentável, representando de certa forma a continuidade aos projetos de fabricação das primeiras bolas de bilhar e de boliche. Dessa vez, porém, a inovação se voltou à produção de esferas plásticas ocas para atender o setor de higiene pessoal (desodorantes roll-on), incluindo cosméticos (batons e sombras também em embalagens roll-on), tendo por primeira parceira uma das maiores indústrias globais do setor.

    Como consequência do aquecimento nas vendas do setor de higiene pessoal e de cosméticos, a demanda por esferas se mantém em alta há vários anos, apresentando taxas de crescimento que oscilam entre 15% e 20% ao ano. Com esse ritmo, as 18 milhões de esferas fabricadas atualmente com compostos de PP e em vários diâmetros – desde 3,96 mm até 35,56 mm – não estão sendo suficientes para atender aos pedidos e, por isso, o grupo já está alocando novos recursos para investir na reforma e ampliação de antiga unidade instalada no parque de Itaquaquecetuba, tornando-a mais bem equipada e exclusiva para produzir esferas plásticas injetadas e sopradas e com a meta de dobrar a produção atual, ou seja, passar a produzir 36 milhões de unidades/mês, ainda nesse ano, e também fazendo crescer a parcela de representatividade desse segmento no faturamento total atual, hoje em torno de 12%.


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