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23 de fevereiro de 2009

Notícias – Empresa distribui resinas recicladas

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    Na carona da reciclagem surgem novos nichos de negócios. Esse é o caso da empresa Ambiental, criada em Joinville, cidade ao norte de Santa Catarina, e um dos principais polos de transformação de resinas termoplásticas do Brasil. A firma entrou em operação há um ano e responde pela movimentação de até 60 toneladas por mês de material recuperado. Atende uma carteira diversificada de clientes, que vai do extremo-sul do país até o nordeste.

    A Ambiental surgiu da iniciativa do técnico em processamento de plásticos Adriano Cereja e mais dois sócios. Ex-empregados de uma distribuidora de resinas virgens, eles resolveram concretizar o plano de montar a distribuidora ao perceberem que havia uma demanda reprimida de resinas recicladas no mercado. Ele garante operar com critério porque há muito calote e resinas de baixa qualidade. “Nós separamos o joio do trigo e repassamos o trigo”, garante Cereja.

    Para o empresário, a Ambiental, até segunda ordem, é a única empresa do país especializada em distribuir exclusivamente resinas recicladas, embora ele já tenha colocado em seus planos abrir uma recicladora completa com equipamentos de segregação, limpeza, moagem e extrusão: “Esse é um projeto para mais tarde”, despista Cereja.

     

    Plástico Moderno, Adriano Cereja, técnico em processamento de plásticos, Notícias - Empresa distribui resinas recicladas

    Cereja: setor começa a se abrir para uso do material pós-consumo

    No momento, a distribuidora opera basicamente com polietilenos, ABS, poliestireno, polipropileno e alguns volumes de PVC. Conta com uma carteira de recicladoras com as quais garante o fornecimento de resinas. A filosofia da empresa é encontrar no mercado a encomenda certa para o cliente correto, sem impor limitações logísticas.

    Por conta de sua versatilidade, a Ambiental conquistou a confiança de cinco recicladoras da região de Joinville, comprometidas em garantir à Ambiental o suporte necessário para manter a freguesia em alta. Com isso, o galpão da distribuidora está pronto para abastecer qualquer transformador do país em volumes a partir de 25 quilos até 200 quilos na pronta entrega. Como assinala Cereja, o mercado começa a romper o preconceito com o reciclado, naquelas áreas onde a legislação permite o uso de material pós-consumo.

    Ele acabou de fechar a venda de oito toneladas e meia de PVC pós-uso, que voltou à indústria para ser transformado novamente em tubos e conexões. Segundo Cereja, em boa parte desses processos, a própria Ambiental faz o estudo e especifica em que condições e em quais produtos as resinas recicladas podem ser empregadas em 100%, e ainda se há necessidade de misturá-las a resinas virgens ou reforços, dentro das porcentagens corretas.

    É fundamental conhecer e saber onde aplicar cada resina. Toda resina reciclada contempla perda de propriedade. É preciso garantir padrão e cor e, em certas ocasiões, reforçar e alterar quimicamente o material. Resina reciclada exige desenvolvimento constante de tecnologia.

    As principais aplicações dos polietilenos são sacos de lixo e mangueiras. Neste caso, a mistura irá variar entre 20% e 50% de resina reciclada. O ABS e outros plásticos de engenharia retornam à indústria de solados de calçados. O polipropileno é empregado em injeção de luminárias.

    Na maioria das vezes, o comprador de material reciclado conhece a mistura certa, mas se precisar a Ambiental entra com o suporte técnico necessário. Para embalagens de defensivos agrícolas, o material reciclado dispensa maiores especificações técnicas, desde que não esteja contaminado com substâncias deletérias ou com as propriedades físico-químicas comprometidas, assim como os sacos de lixo.

    Há novos produtos em desenvolvimento, fruto da parceria da Ambiental com transformadores. Em Sergipe, um empresário local desenvolveu chapas de polipropileno, que no futuro deverão substituir a madeira usada na produção de fôrmas para concreto armado na construção civil. De acordo com Cereja, o material é injetado e as peças se encaixam como um quebra-cabeça. O artefato foi aprovado pelo Instituto Falcão Bauer, de São Paulo, segundo informa Cereja.

    Além disso, a Ambiental criou uma estratégia para se aproximar dos transformadores. No seu primeiro ano de atividade, participou da Interplast 2008. Outra iniciativa foi se associar ao Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina (Simpesc). “É um sindicato patronal e você tem o nome lá, o que ajuda a atrair clientes”, acredita Cereja.

    Técnico em plástico formado em 1995, pela Escola Tupi, também de Joinville, e uma das mais renomadas do país na formação de profissionais para a indústria de transformação de plásticos, Cereja explica que boa parte das empresas usuárias de resinas recicladas se encontra em fase de desenvolvimento e nesse momento estão um pouco retraídas com as turbulências da economia. “O mercado está instável”, completa. Em sua opinião, apenas 10% do material de uma cidade é realmente separado corretamente para a reciclagem, o restante tem nos aterros sanitários o destino final.

    Chiller adota fluido ambientalmente aceito

    A decisão do governo norte-americano de banir o freon R22 (monoclorodifluormetano) até 2010 obrigará periféricos de refrigeração comercializados no país a utilizar, em breve, fluidos que não causem dano à camada de ozônio. Para se adequar à demanda que surgirá, a Conair lança modelos de uma nova linha dos chillers portáteis EarthSmart, os primeiros a empregar o refrigerante ambientalmente amigável R410A. A empresa acredita que esse substituto do R22 se tornará o padrão na indústria nos próximos dois anos. O R410A, uma mistura de difluormetano (R32) e pentafluoretano (R125), é isento de cloro e não provoca as temidas reações com o ozônio na atmosfera.

    Inicialmente, a Conair oferece ao mercado chillers refrigerados a ar ou água em seis tamanhos, de 1,5 t a 15 t, com a possibilidade de adição de unidades maiores ou menores que essas. Segundo Wes Sipe, diretor-geral do grupo de transferência de calor da empresa, por volta de 2010 não será mais possível comprar unidades de refrigeração que ainda utilizem a tecnologia antiga, e a manutenção e operação dos equipamentos que empreguem R22 será mais onerosa.

    O R410A apresenta vantagens adicionais, pois não é explosivo e oferece um risco de inalação muito menor para os trabalhadores que o manejam. Ao contrário do freon R22, vendido basicamente pela DuPont, o R410A é manufaturado por diversas empresas, inclusive a Carrier Corp., fornecedora escolhida pela Conair. Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, em inglês), outros substitutos aceitáveis para o R22 são o R134A e o R407C, porém eles são preferidos no continente europeu, onde o R22 já foi banido.

    Em razão da necessidade de modificar seus equipamentos, a Conair reavaliou seu design, tornando a operação e manutenção mais simples. Os novos modelos serão fornecidos com o mesmo sistema de controle microprocessado multifuncional, próprio da companhia e baseado em software de código aberto, que oferece, simultaneamente, controle de temperatura e ações lógicas. Esse tipo de controlador só estava disponível em modelos de alto valor agregado, mas agora faz parte do pacote básico constituinte dos chillers da Conair.

    Márcio Azevedo

     

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