Notícias

21 de novembro de 2014

Notícias: DSM avalia investir no Brasil

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Fairbanks
+(reset)-
Compartilhe esta página

    A DSM Engineering Plastics, empresa do grupo internacional de origem holandesa, finaliza os estudos para incluir um projeto de produção local desses materiais no Brasil no seu próximo plano quinquenal, para o período de 2015 a 2020. O potencial de negócios no país continua sendo classificado como elevado, apesar do desempenho tíbio verificado neste ano.

    A unidade de negócios veio ao Brasil com força em 2010, como previsto no plano de 2010 a 2015. Na ocasião, a companhia global decidiu estabelecer estruturas próprias nas economias de alto crescimento econômico, identificadas pelo acrônimo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Infelizmente, o desempenho atual desse grupo de países é lamentável, muito abaixo do esperado.

    Plástico Moderno, Pieters: grandes aplicações no setor automotivo e eletrônico

    Pieters: grandes aplicações no setor automotivo e eletrônico

    Apesar disso, montar uma fábrica local continua sendo mais que uma aposta, pois o potencial de demanda segue elevado, justificado pela presença das mais relevantes montadoras de automóveis no mundo, com produção anual combinada acima de 3 milhões de unidades/ano. “O Brasil é muito grande, um continente que fala a mesma língua e com tradição multicultural, comprovada pela imigração variada ao longo de sua história, refletindo a boa recepção dada aos estrangeiros”, afirmou Richard Pieters, presidente da DSM Engineering Plastics Americas. A presença dos maiores fabricantes globais de peças e partes automotivas (os tiers) também é um fator de atração para investimentos dessa empresa, com faturamento anual de 1,2 bilhão de euros.

    A DSM operou com a mineração de carvão até a década de 1960, tendo desenvolvido uma complexa cadeia de derivados carboquímicos e petroquímicos, incluindo as commodities plásticas (polietilenos e polipropileno), posteriormente vendidas para a Sabic. “O grupo decidiu concentrar seu foco em produtos de alto desempenho e alta tecnologia, com ramificações em biotecnologia, alimentação humana e materiais especiais”, explicou.

    O grupo DSM participa, por exemplo, da primeira fábrica de etanol de segunda geração (2G) dos Estados Unidos, em associação com a Poet, fornecendo as enzimas necessárias para a digestão do material celulósico. No Brasil, ela fornece as enzimas para a unidade da GranBio que está iniciando a produção de etanol 2G em Alagoas.

    No campo dos plásticos de engenharia, o binômio eficiência e sustentabilidade norteia as operações. “Nossos produtos permitem construir motores automotivos mais leves e isso resulta em menor consumo de combustível e, portanto, diminui a poluição do ar”, considerou.

    Embora não seja fácil definir exatamente o que é um plástico de engenharia – a grosso modo, são resinas plásticas que suportam altas temperaturas e esforços mecânicos –, a DSM avalia que um carro moderno carregue entre 6 kg e 12 kg desses materiais avançados, substituindo metais, principalmente. Componentes estruturais feitos com plásticos de engenharia conseguem suportar impactos e solicitações mais elevadas que os metais, com peso muito inferior. Mas a atenção maior é dedicada às aplicações no comportamento do motor (under the hood).

    “A temperatura na região do motor é elevada e os materiais precisam apresentar estabilidade dimensional, ou seja, não podem se deformar com o calor”, comentou. A DSM oferece as poliamidas 6 e 6.6 (linha Akulon) e 4.6 (Stanyl) para esse tipo de aplicação. Durante a feira Fakuma (realizada em outubro, na Alemanha) a empresa apresentou a série Diablo de poliamidas das famílias Akulon e Stanyl, capazes de suportar temperaturas contínuas de 220ºC e 230ºC, respectivamente. Para picos de temperatura de curta duração, avaliados em HDT (temperatura de deflexão sob carga), a Stanyl Diablo chega a 267ºC, enquanto a nova Akulon vai a 245ºC. Isso permite seu uso em sistemas de exaustão de gases, nos quais além da temperatura é preciso resistir à presença de resíduos da queima de hidrocarbonetos.

    Pieters comentou que existem mais homologações internacionais das montadoras para uso da poliamida 6 do que para a 6.6. “A poliamida 6 é mais fácil de injetar e dá um acabamento de qualidade superior às peças”, salientou. O Brasil usa mais a PA 6.6 (também presente no portfólio da companhia) em projetos automotivos, ele reconhece, bem como a maior resistência natural à temperatura desse material. “A PA 6, adequadamente aditivada, consegue acompanhar o desempenho da 6.6”, afirmou, apontando coletores de admissão feitos com aquela resina.

    Na avaliação da DSM, o mercado automotivo brasileiro está sob forte estresse financeiro. “Não queremos brigar por preço de venda, mas oferecer soluções completas com melhor relação de custo/benefício”, explicou. O fato de contar com várias homologações nos países de origem das montadoras aqui instaladas é um trunfo importante para a companhia.

    A DSM também oferece para aplicações automotivas os elastômeros termoplásticos (TPE) da linha Arnitel, com várias possiblidades de emprego em mangueiras, tubos, coifas e também em peças para contato com os ocupantes dos veículos, com efeito soft touch.


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *