Notícias

8 de fevereiro de 2011

Notícias – Dirigentes do sul confiam em crescimento sustentado

Mais artigos por »
Publicado por: Fernando C. de Castro
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Dois mil e onze será um ano de crescimento nos dois principais polos de transformação de termoplásticos do sul do país: Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Essa é a perspectiva apontada no âmbito do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS) e do Sindicato da Indústria de Material Plástico de Santa Catarina (Simpesc).

    Plástico Moderno, Alfredo Schmitt, Presidente do Sinplast-RS, Notícias - Dirigentes do sul confiam em crescimento sustentado

    Previsão de Schmitt (ao centro) aponta expansão dos negócios

    No Rio Grande do Sul, o presidente do Sinplast-RS, Alfredo Schmitt, comemora um crescimento de 9,2%. Ele confia num aumento dos negócios com transformação de plásticos de 5% em 2011 sobre o porcentual de 2010, ou seja, crescimento menor sobre base forte.

    De acordo com a pesquisa encomendada pelo Sinplast-RS à consultoria Maxiquim, o crescimento do consumo agrícola foi uma mola propulsora dos negócios no Rio Grande do Sul, pois impulsionou um enorme consumo de embalagens flexíveis de alimentos. A outra indústria responsável pelo forte crescimento foi a da construção civil, por sinal a que mais cresceu no país e também respondeu por uma produção elevada de embalagens para tintas, argamassa, material elétrico, condutos, tubulações de PVC, entre outros.

    Apesar do crescimento, os transformadores gaúchos diminuíram as encomendas de resina da Braskem em Triunfo, em 18%. Na contrapartida, importaram 34% mais resinas.

    O consumo de resinas recicladas subiu 4%. Embora o estado esteja crescendo, o polo exporta muito polietileno; o polipropileno chega de São Paulo. Tem ainda a importação via Santa Catarina, onde muitas matérias-primas foram nacionalizadas e vendidas como produto interestadual.

    Segundo Schmitt, essa ainda é uma tendência para 2011, embora o objetivo do Sinplast-RS seja o de manter mais resina produzida no Rio Grande do Sul dentro do estado. Como complementou o presidente, a exportação de polietileno da Braskem ocorre principalmente para a Argentina, o que obriga os transformadores a buscar alternativas fora do estado e do país.

    “A matéria-prima do polo perdeu competitividade no mercado do Rio Grande do Sul também por uma motivação fiscal, porque o governo não paga os chamados créditos tributários. Conforme o presidente do Sinplast-RS, a recuperação desses créditos é complicada. “Eu sou um exportador e tenho um crédito, mas não posso comprar um carro com créditos”, exemplificou Schmitt.
    Outra questão tributária que incomoda os transformadores gaúchos é a diferença do ICMS cobrada dos transformadores. Eles compravam as resinas pagando 17% do ICMS estadual, enquanto Santa Catarina paga 12%. Nos últimos anos, por conta de acordos provisórios com o governo, eles conseguiram diferimento para alguns segmentos como filmes em geral e embalagens flexíveis.

    Após 30 reuniões, o Sinplast-RS conseguiu no final do ano o diferimento geral para os demais segmentos da cadeia de transformação até o final de 2011, englobando embalagens flexíveis, utilidades domésticas e outros produtos. Por enquanto, o diferimento cria isonomia entre o Rio Grande do Sul e os estados que aplicam 12% de ICMS sobre as resinas termoplásticas. Mas é uma situação precária e provisória. No Rio Grande do Sul, o executivo foi assumido em primeiro de janeiro pelo Partido dos Trabalhadores. Antes estava com o PSDB. São diretrizes de política tributária divergentes em alguns pontos e o diferimento pode ter seus dias contados.

    Outro tema importante de atuação do Sinplast-RS é o aspecto ambiental. Para tanto, o sindicato criou a coordenação de reciclagem energética a cargo do diretor Luiz Hartmann. Em 2011, por conta do novo organismo, será criado o programa Energiplast de reciclagem energética. No ano passado, um primeiro fórum preparatório do projeto reuniu 200 participantes entre técnicos e empresários interessados em debater o assunto. Hartmann explica que o programa da reciclagem energética objetiva a implantação de usinas termelétricas movidas por resíduos sólidos urbanos em que o plástico é o principal combustível.

    De concreto, existe uma proposta encaminhada para o Ministério da Indústria e Comércio solicitando a criação do marco regulatório capaz de atrair investidores por intermédio de incentivos fiscais. Hartmann salienta que foram realizados diversos estudos com base nas experiências da Europa e do Japão.

    O diretor confia no avanço do debate sobre a reciclagem energética diante da adesão de entidades como a Associação Brasileira da Indústria do Plástico, o Instituto Nacional do Plástico, as prefeituras de Porto Alegre e de São Paulo, mais o grupo Braskem. “Queremos tirar as usinas do papel independentemente da cidade ou do estado. As outras começarão a pipocar com a experiência acumulada”, propõe Hartmann.

    Para ele, o objetivo da reciclagem energética não é acabar com a reciclagem mecânica ou química, mas tem o sentido de complementar, usando materiais impróprios para reciclagem ou aqueles que já foram reciclados e não servem mais à recuperação. “São aproveitados 20% dos plásticos descartados. Sobram 80% para queimar como fonte energética de energia. É o que acaba no aterro”, justifica o empresário.

    Outro programa a ser tocado em 2011, em continuidade, é o Sustenplast, projeto que apregoa o uso consciente e sustentável do plástico. O seu coordenador, Júlio Roedel, lembra que o crescimento do uso do plástico per capita vem superando o do PIB de todos os países em escala global. Como o descarte é um problema endêmico, principalmente nos centros urbanos menos desenvolvidos, o Sustenplast tem como objetivo desmanchar a imagem negativa construída contra o plástico.


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *