Notícias

10 de abril de 2012

Notícias – Demanda comedida deve conter os preços das resinas

Mais artigos por »
Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
+(reset)-
Compartilhe esta página

    As projeções de um crescimento morno no consumo mundial neste ano indicam também avanços pouco expressivos nos preços das resinas termoplásticas. Mesmo com a perspectiva de valores acima dos registrados no último mês de 2011, as cotações médias das principais commodities tendem a ficar abaixo das registradas no ano passado. Os apontamentos levantados pela Tendências Consultoria Integrada se baseiam em previsões de uma expansão moderada por conta do cenário de cautela envolvendo a economia global.

    O estudo projeta para o PEAD o preço médio de US$ 1.399/t (+3,3%); para o PEBD, US$ 1.431/t (-8,9%); para o PEBDL, US$ 1.334/t (+0,7%); para o PP grade filmes, US$ 1.423/t (-7,9%); para o PP grade injeção, de US$ 1.420/t (-7,3%); para o PS grade geral, de US$ 1.486/t (-2,3%); e para o PS alto impacto, de US$ 1.631/t (-4,1%).

    De acordo com a consultoria, o contexto que intensificou as quedas nos preços foi o pessimismo do mercado detonado pela preocupação com o desdobramento da crise europeia, mola propulsora de uma onda de restrição às compras na indústria e na oferta de crédito nos bancos. Empresas europeias enxugaram as encomendas de transformados plásticos fabricados na China e provocaram nesse país uma reação em cadeia: enfraquecimento ainda maior no mercado de resinas, já combalido pelas políticas internas de combate à inflação, e nas empresas de terceira geração, forçadas a reduzir estoques e limitar a compra de resinas, para reduzir custos e gerar caixa. Como o mercado chinês de resinas tem sido uma peça fundamental no jogo global, a sua debilidade repercutiu negativamente sobre os preços mundiais das commodities.

    Segundo o levantamento da Tendências, o recuo dos preços das resinas a partir de setembro do ano passado só não foi maior por conta do comportamento dos custos, mantidos relativamente estáveis: contra um encolhimento de 3,3% na margem no quarto trimestre nas cotações do petróleo Brent, as resinas despencaram 8,8%, em média.

    A trajetória de queda foi interrompida no início de 2012. Em janeiro os preços das resinas subiram, à exceção do polipropileno (-0,6%). Excluído o PP, as cotações das resinas se elevaram, em média, 2,0%, em relação a dezembro do ano anterior. PP incluso, o crescimento médio fica em 1,2%.

    Além das margens deprimidas dos produtores de resinas, diversos fatores contribuíram para essa alta nos preços, como o aumento da demanda chinesa, por uma recomposição de estoques na sua indústria de transformação e dos tradings. A recuperação da economia americana e as medidas em prol do mercado europeu também contribuíram a favor do restabelecimento das margens de lucro das resinas.

    As projeções da Tendências para 2012, contudo, assinalam um cenário de crescimento moderado na demanda global por resinas, e alertam para o quadro de excesso na oferta, derivado das expansões nas capacidades produtivas empreendidas nos últimos anos, em particular no Oriente Médio e na China.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *