Economia

22 de novembro de 2011

Notícias – Consumo de resinas cai no mercado global e doméstico

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Publicado por: Renata Pachione
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    O ano deverá ser encerrado com uma desaceleração da demanda global de resinas. Segundo previsões da Braskem, anunciadas em novembro, a indústria petroquímica brasileira deverá registrar nestes últimos três meses de 2011 queda no volume de vendas entre 5% e 6%, na comparação com o trimestre anterior.

    “O quarto trimestre terá uma mensagem de cautela”, estima o presidente da Braskem, Carlos Fadigas. Ele se baseia nas incertezas do cenário econômico mundial e nas características desse período, considerado historicamente fraco. “Essa redução se dará por conta da sazonalidade normal do setor”, reforça.

    Plástico Moderno, Carlos Fadigas, Presidente da Braskem, Notícias - Consumo de resinas cai no mercado global e doméstico

    Desempenho no último trimestre do ano recomenda cautela, diz Fadigas

    De qualquer maneira, a petroquímica antecipou para a segunda quinzena de novembro a parada para manutenção (com duração de 20 dias) de uma das linhas de produção da unidade de Camaçari, na Bahia, programada para o início de 2012. Neste momento, uma das linhas da planta de Triunfo, no Rio Grande do Sul, também está parada para manutenção. A companhia implementou ainda um novo programa de redução de custo fixo. “Visamos neutralizar os efeitos da inflação e assim garantir a competitividade”, declara Fadigas. Os cortes, implantados em julho deste ano, passarão pelas áreas industrial e administrativa e preveem economia de R$ 100 milhões.

    De julho a setembro – No terceiro trimestre deste ano as vendas da companhia cresceram. A Braskem comercializou 857 mil toneladas de resinas termoplásticas no mercado doméstico, o equivalente a um acréscimo de 12% em relação ao trimestre anterior. No mesmo período de comparação, a demanda nacional teve alta de 13%, totalizando 1,3 milhão de t.

    No caso das poliolefinas, o acréscimo foi impulsionado pelo bom desempenho dos setores agrícola, industrial e de alimentos. De julho a setembro, a Braskem vendeu para o mercado interno pouco mais de 721 mil t, e as exportações somaram 389 mil t, o que representou alta de 26% em comparação com o trimestre anterior. Em relação ao PVC, cujas vendas se restringem ao mercado doméstico, a produção chegou a 121 mil t; com esse índice a taxa de operação da companhia alcançou 94%.

    A importação de resinas, neste terceiro trimestre, apresentou índices semelhantes aos verificados nos três meses anteriores. O volume de importados no mercado doméstico foi de 29% para o polipropileno e o polietileno, e de 35% para o PVC. Aliás, os benefícios fiscais oferecidos aos importadores nos portos de alguns estados brasileiros têm sido motivo de preocupação de Fadigas há algum tempo. No entanto, se depender dos esforços da companhia, o fim da chamada “entrada oportunista” de resinas no país é iminente. Marcelo Lyra, vice-presidente de relações institucionais e desenvolvimento sustentável da Braskem, diz que as discussões em âmbito governamental estão avançadas. “O tema é de extrema urgência e tem de entrar na pauta do governo ainda neste ano”, comenta.

    Prejuízo – O câmbio teve um efeito deletério no desempenho da Braskem no terceiro trimestre do ano. Nesse período, a petroquímica registrou prejuízo líquido de R$ 1,046 bilhão ante ao lucro de R$ 420 milhões obtido no trimestre anterior. Mesmo se a comparação for feita entre os meses de julho a setembro do ano passado, há queda. Na ocasião, a companhia obteve ganhos de R$ 532 milhões. O Ebitda também caiu. O indicador alcançou R$ 940 milhões no terceiro trimestre, valor 9% inferior ao do mesmo período de 2010. Já a receita líquida da Braskem cresceu 15% no terceiro trimestre em relação a igual período de 2010, totalizando R$ 8,7 bilhões.

    A principal causa desses resultados é atribuída ao impacto da valorização de 18,8% do dólar ante o real, pois 70% dos custos da companhia estão atrelados à moeda norte-americana. Esse resultado, enfatiza Fadigas, não traz perdas imediatas para o caixa, que só seria afetado no vencimento das dívidas da empresa.

    O executivo também faz questão de ressaltar que os projetos da Braskem seguem em andamento. As novas unidades de PVC, em Alagoas, e de butadieno, no Rio Grande do Sul, devem entrar em operação em maio e julho de 2012, respectivamente. Também está em fase de conclusão o Projeto Etileno XXI no México. Foi antecipado para o primeiro semestre do próximo ano o início da construção do terreno onde o complexo industrial irá operar. A planta deve entrar em funcionamento em meados de 2015.

     

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