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8 de outubro de 2014

Notícias: Carro anda 100 mil km para provar resistência de buchas

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Notícias: Carro anda 100 mil km para provar resistência de buchas
    A transformadora alemã Igus, especializada na fabricação de peças de plástico de engenharia autolubrificáveis para aplicações em pontos em que ocorrem movimentos relativos, quer intensificar sua presença no mercado brasileiro. Com escritório próprio de vendas no Brasil, localizado em Jundiaí-SP, a empresa estuda implantar uma fábrica por aqui. O ano previsto para a inauguração do empreendimento é 2016. A confirmação do projeto vai depender das condições da economia do país nos próximos meses. Por enquanto, todas as peças comercializadas no mercado nacional são importadas da Alemanha.

    De acordo com Marcelo Pimenta, CEO do escritório brasileiro, o aumento do interesse local pelos produtos da empresa justifica pensar na construção de uma fábrica. “Estamos no Brasil há dezessete anos. De dois anos para cá nossa equipe de vendas dobrou”, informa. O aumento na estrutura foi consequência do incremento dos negócios. “Nossa taxa de crescimento no ano passado foi de 25% e, neste ano, queremos repetir o resultado”. O faturamento no Brasil em 2013 ficou na casa dos R$ 30 milhões.

    O produto com maior potencial para a empresa no país é a linha de buchas com a marca Iglidur, com grande aceitação na indústria automobilística. Nos veículos, as buchas são usadas em conjuntos de peças nas quais há movimentos relativos entre elas, casos dos ajustes de bancos, reguladores de janela, limpadores de para-brisa, pedais de freio, câmbio e outros. A empresa, no entanto, atende outros segmentos da economia, como o agrícola e o de alimentos, por exemplo. A grande maioria das buchas é injetada em plástico de engenharia reforçado, casos das poliamidas, POM e PTFE, por exemplo. “Nossos laboratórios na Alemanha desenvolvem a formulação mais adequada para cada aplicação”, explicou o CEO.

    Pimenta garante que as buchas substituem os metais com grande vantagem. Ele estima para os usuários que optarem pela linha Iglidur uma redução de custo na casa dos 25% e ganho de vida útil das peças de 50% a 70%. Outra vantagem nada desprezível é a eliminação do uso de lubrificantes nesses conjuntos de peças. “Nossas buchas são dry-tech”, diz. À economia obtida com a ausência de graxas e óleos, soma-se o ganho ambiental. “Por ano são usados 37,3 milhões de toneladas por ano de lubrificantes em todo o mundo, dos quais 18 milhões são descartados na natureza”, comentou.

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    Marketing on tour – Para provar a eficiência das buchas Iglidur aos clientes mundo afora, a Igus lançou projeto de marketing ousado. Tudo começou na Universidade de Ciência Aplicada de Colônia, na Alemanha. Lá, representantes da escola equiparam um carro modelo Smart com 56 buchas localizadas em nove diferentes pontos do automóvel.

    No dia 9 de janeiro, em evento acompanhado por técnicos e jornalistas, o carro foi embarcado direto para Nova Délhi, na Índia. Lá se deu o início de um tour de 100 mil quilômetros, a ser percorrido pelo carro em países da Ásia, no Brasil, Estados Unidos, Canadá e por toda a Europa. Hoje, o Smart já rodou mais de 30 mil quilômetros, dos quais 6 mil no Brasil durante as três semanas de julho que permaneceu por aqui.

    O desafio lançado pela empresa é o de não trocar as buchas do veículo ao longo de toda a viagem. As condições das peças serão auditadas quando o carro voltar para a Alemanha, durante a realização da feira industrial de Hannover, no próximo ano. Entre os pontos visitados com o carro se encontram, não por acaso, as fábricas de vários clientes. No Brasil, ele circulou em boa parte na região Sudeste, a mais industrializada do país. “Os técnicos dos nossos clientes ficaram muito interessados em acompanhar o desempenho do veículo equipado com nossas buchas”, informou Pimenta.



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