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3 de maio de 2011

Notícias – Basf comemora cem anos de Brasil

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Muitas comemorações povoam a agenda da Basf no Brasil em 2011. A começar pelo centenário das operações no país, iniciadas em 1911, ainda sob a denominação de Badische Anilin & Soda Fabrik. Além disso, o grupo empresarial químico também ressalta os 50 anos da marca de tintas Suvinil, líder no segmento decorativo imobiliário.

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    Complexo químico, em Guaratinguetá-SP foi fundado em 1959

    Desde a fundação da companhia, em 1865, até 1910, as importações de produtos pelo Brasil apresentavam um crescimento contínuo, acompanhando em volume a demanda da Argentina, principalmente de anilina. Em 1911, como a demanda brasileira superava à do vizinho, a Basf decidiu montar um escritório de representação comercial no Rio de Janeiro-RJ. Embora as remessas de produtos da Alemanha tenham sofrido interrupções durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundiais, o relacionamento com o Brasil sempre foi atrativo.

    Pouco antes da Segunda Guerra, aliás, a Basf foi incorporada ao gigante IG Farben, do qual se desligou, como as demais componentes, imediatamente após o encerramento das hostilidades. No imediato pós-guerra, a companhia ficou sob supervisão do governo francês. Passada essa fase, durante a recuperação econômica da Europa, muitos motivos apoiavam a descentralização da produção química alemã: interesse dos demais países em evitar a formação de novos gigantes químicos concentrados em um só país, dificuldades em obter matérias-primas, custos logísticos elevados no pós-guerra, entre outros.

    Na década de 50, a companhia resolveu apostar no desenvolvimento do Brasil, colocado em evidência pelos investimentos em infraestrutura e industrialização efetuados no governo de Juscelino Kubitschek. Como resultado, em 1959, a Basf inaugurou sua primeira fábrica na América do Sul, em Guaratinguetá-SP, para produzir o poliestireno expandido de marca Styropor. O sítio de Guaratinguetá produz atualmente 1,5 mil produtos diferentes, contando com uma capacidade produtiva anual da ordem de 295 mil toneladas, abrangendo desde polímeros estirênicos, pigmentos, plásticos, dispersões, produtos de performance, produtos de proteção de cultivos, acrilato de butila, entre outros, sendo o maior conjunto fabril da companhia na região.
    Incentivada pelos bons resultados e pelo ciclo de investimentos no setor químico apoiado pelo governo federal na década de 70, a Basf investiu para montar, em 1978, uma complexa estrutura fabril em Camaçari-BA, onde são produzidas a linha de aminas e a dimetilformamida (DMF), esta usada na fabricação de solventes e de fibras têxteis.

    A companhia conta também com fábricas em Indaiatuba-SP (catalisadores automotivos), Mauá-SP (sistemas de poliuretano e elastômeros de PU termoplástico e celular), na Vila Prudente (capital paulista, voltada para aditivos para concreto e produtos para construção civil).
    As operações brasileiras da Basf totalizaram vendas de 2,3 bilhões de euros e empregavam 4,1 mil colaboradores em 2010. Fica no país a sede das operações regionais, que incluem outros dez países sul-americanos e também do Oriente Médio e da África. Essa região ampla teve vendas de 3,8 bilhões de euros no mesmo ano, com seis mil colaboradores. No mundo todo, o grupo Basf realizou vendas totais acima de 63,9 bilhões de euros em 2010, com 109 mil profissionais em sua estrutura global.

    Futuro planejado – Os planos da Basf para o futuro já estão traçados. “A Basf no Brasil se insere no planejamento global da companhia, denominado Estratégia 2020”, comentou Gislaine Regina Rossetti, diretora de comunicação corporativa da companhia para a América do Sul e responsável regional pelas áreas de comunicação e sustentabilidade.

    Como explicou, os planos se apoiam em três grandes frentes de negócios. A primeira delas é o fortalecimento da atuação no agronegócio. “Temos uma parceria com a Embrapa para a criação de uma variedade de soja transgênica, com previsão de ingressar no mercado brasileiro em 2012”, afirmou. Essa forma de atuação revela novos conceitos de agricultura sustentável, com a aplicação mais comedida e eficaz de defensivos químicos. A companhia conta com uma ferramenta de avaliação sócio-ambiental, denominada C-Balance, para acompanhar os resultados dessas iniciativas.

    A segunda frente de negócios está ligada à construção civil. “A Suvinil, que já é líder em tintas, vai impulsionar também os negócios em construção, reforçados com a linha de produtos da Ciba, empresa que foi adquirida mundialmente pela Basf”, informou Gislaine. A Suvinil está cuidando no Brasil do projeto Casa-E, uma rede de casas ecoeficientes espalhadas pelo mundo. Todos os produtos Basf que possam apoiar iniciativas de construção sustentável serão incluídos no projeto.

    “Não estamos esperando grandes saltos tecnológicos no campo dos produtos químicos para os próximos anos, mas a Basf pretende alcançar avanços contínuos e graduais, acompanhando as necessidades do mercado”, disse a diretora de comunicação corporativa. O amplo portfólio da companhia permite oferecer soluções mais amigáveis ao meio ambiente, principalmente usando fontes naturais renováveis. “A nova fábrica de metilato de sódio que estamos construindo em Guaratinguetá para catalisar a produção de biodiesel na região conta com essa diretriz”, aduziu. Ela fez questão de salientar que o enfoque da Basf em sustentabilidade contempla toda a cadeia produtiva e não apenas o produto em si. A unidade de metilato no Vale do Paraíba deve entrar em produção ainda este ano. Além dela, a Basf vai construir uma planta similar para 60 mil t/ano em Rosário, na Argentina. Os investimentos são coerentes com a estimativa da companhia de que aproximadamente 20% da demanda global de biodiesel em 2015 (estimada hoje em 30 milhões de t) seja produzida na América do Sul.


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