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6 de julho de 2017

Não tecidos: Por dentro dos não tecidos

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Plástico Moderno, Fonte: Classificação e Identificação dos Não tecidos – Abint (1999)

    Fonte: Classificação e Identificação dos Não tecidos – Abint (1999)

    Texto: Marcia Mariano

    A necessidade de se fabricar novos tipos de produtos a partir fibras têxteis para uso industrial, bem como a imposição – devido a fatores ecológicos – do reaproveitamento dos resíduos de fibras gerados pela indústria têxtil convencional, levou ao desenvolvimento dos nãotecidos, cujas primeiras estruturas, feitas com fibras celulósicas e látex, foram fabricadas nos Estados Unidos na década de 1930. O processo de consolidação do véu de fibras por agulhagem foi o primeiro método a ser difundido na incipiente indústria de não tecidos norte-americana. Todavia, só a partir dos anos 50 é que começaram a surgir grandes instalações na América do Norte e na Europa, e o emprego de novas tecnologias se expandiu nos anos 1970.

    De modo geral, as tecnologias usadas nas indústrias de manufatura – têxteis, papel, e plástico – e várias combinações dos processos estabelecidos nestas indústrias formam a base para a fabricação dos não tecidos.

    O termo não tecido (do inglês nonwoven fabrics) foi criado para designar um amplo grupo de têxteis produzidos por métodos não convencionais, ou seja, diferentes da tecelagem, tricotagem e feltragem tradicional. A sigla TNT, que virou jargão no mercado para definir “tecido não tecido”, tecnicamente se refere a um tipo de não tecido feito de polipropileno calandrado.

    Segundo a Abint, quanto à gramatura, o não tecido pode ser leve – menos de 25 g/m²; médio, entre 26 e 70 g/m²; pesado, entre 71 e 150 g/m² e muito pesado acima de 150 g/m².

    O processo de fabricação pode ser por filamento contínuo (spunbond); cardado, por via úmida (wet laid), por fluxo de ar (air laid) ou por fiação a sopro (melt blow).

    Quanto à consolidação e acabamento, o não tecido pode ser agulhado, resinado, termoconsolidado, hidroentrelaçado (spunlanced) ou costurado.

    Quanto à transformação para aplicação final em outros produtos pode ser: dublado, adesivado, impresso, tingido ou laminado e, quanto ao tempo de vida do produto final, podem ser duráveis e descartáveis.

    É considerado durável quando incorporado a outros produtos, por exemplo: base de carpetes, geotêxtil, impermeabilização de lajes, componentes automotivos, componentes para calçados, entretelas para confecção etc. O não tecido é descartável quando se caracteriza por ser de uso único, geralmente não renovável, como absorventes higiênicos, fraldas, lenços umedecidos, panos de limpeza, artigos médicos hospitalares, coberturas agrícolas, etc. As aplicações descartáveis têm participação de 60% em valor de consumo global de não tecidos.

    Química – Os ligantes químicos (resinas) realizam a união das fibras ou filamentos do não tecido. Os processos de resinagem mais comuns são por impregnação ou pulverização. Entre os ligantes usados para consolidação, transformação e acabamento dos não tecidos estão as dispersões poliméricas tais como polímero insaturado de butadieno, polímeros de ácido acrílico, polímeros vinílicos (acetato de vinila, éter vinílico, cloreto de vinila), ou copolímeros destes. Também são usadas soluções de poliuretana e borracha silicônica; e ligantes sólidos (pós e pastas): termoplásticos (copoliamidas, polietileno, EVA e PVC) e termofixos (resina fenólica). Pigmentos podem ser usados em não tecidos duráveis para área industrial. Já para os geotêxteis, o ideal são masterbatches, concentrados de cor na fórmula de grânulos.



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