Máquinas e Equipamentos

22 de outubro de 2009

Moinhos – Fabricantes aperfeiçoam processo com redução de ruídos e maior segurança

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Publicado por: Domingos Zaparolli
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    Plástico, Moinhos - Fabricantes aperfeiçoam processo com redução de ruídos e maior segurança

    Moinhos – Fabricantes aperfeiçoam processo com redução de ruídos e maior segurança

    Moinhos e trituradores para plásticos são equipamentos com tecnologia consolidada e bastante difundida. Nem por isso os fabricantes destes equipamentos deixam de buscar inovações. No momento, a indústria especializada nestes periféricos busca introduzir melhorias relacionadas ao aumento da segurança para o operador, redução de ruídos e maior produtividade. Inovações que geram aumento de custos. A crise internacional atrapalhou os negócios em 2009 e reduziu o interesse por equipamentos com maior valor agregado. Mas os fabricantes de moinhos e trituradores relatam uma retomada dos negócios, agora a expectativa no setor é de um aumento do interesse dos clientes por inovação.

    Não existem dados oficiais sobre o tamanho do mercado brasileiro de moinhos e os fabricantes destes equipamentos confessam que é difícil estabelecer a dimensão do mercado. Alguns fabricantes arriscam uma estimativa: por volta de dois mil equipamentos por ano, mas com ressalvas. Entre o último trimestre de 2008 e o primeiro semestre de 2009, as vendas caíram significativamente, por volta de 30% a 40%. Mas praticamente todos os fabricantes consultados para esta reportagem relatam que os negócios já estão se normalizando. É o que diz, por exemplo, Dante Casarotti, diretor de vendas da Primotécnica, que relata vendas na casa de 30 máquinas por mês desde maio deste ano, após amargar queda nas vendas de 30%. “Voltamos ao patamar pré-crise”, afirma. Ronaldo Cerri, diretor da Rone, também informa que as vendas já estão superando a meta da empresa, de 30 máquinas mensais. Adão Braga Pinto, gerente-comercial da Seibt, é outro a situar a recuperação dos negócios no mesmo patamar de 2008. Já Rosilene Rosanelli, diretora da Mecanofar, diz que, apesar da crise, a empresa projeta crescimento nas vendas de 12% para este ano. E Carol Oliveira, executiva de vendas técnicas da Ineal, prevê 10% de crescimento. “Nossa meta era crescer 15%, mas diante do cenário mundial, estamos muito contentes”, afirma. Segundo os executivos do setor, os segmentos que têm puxado a demanda são os de injeção, sopro e extrusão.

    As opiniões se dividem quando o assunto é o aumento da concorrência de produtos importados por causa da valorização do real. Rosanelli e Carol relatam que a oferta de equipamentos cresceu muito, contribuindo para acirrar as negociações. Mas a qualidade, assistência técnica e disponibilidade de peças de reposição são fatores determinantes que, por enquanto, desequilibram as negociações a favor dos fabricantes brasileiros. Casarotti, da Primotécnica, afirma que o segmento de máquinas de pequeno porte e mais simples, com preço inferior a R$ 8 mil, sofre concorrência pesada de produtos chineses, que chegam a ser 40% mais baratos.

    “Comprador que olha só preço, já opta pelo chinês. Depois muitos se arrependem, uma vez que estes ainda são produtos com menos tecnologia, que exigem mais manutenção e há menor disponibilidade de assistência técnica, e voltam a comprar do fabricante nacional”, afirma. Segundo Casarotti, entre os equipamentos mais sofisticados o câmbio “camarada” aos produtos estrangeiros ainda não motiva a importação de equipamentos alemães e norte-americanos, os mais avançados. Cerri, da Rone, e Braga, da Seibt, porém, afirmam que ainda não sentiram nenhum aumento da concorrência de produtos importados, nem mesmo chineses, em consequência da valorização cambial.

    O diretor da Rone, porém, afirma que o câmbio já afeta as exportações. “Como moinhos possuem preço relativamente baixo, qualquer variação do dólar afeta diretamente no resultado das exportações. Em épocas de real valorizado, as exportações diminuem. Em uma média anual, nossas exportações estão atingindo aproximadamente 5% das vendas”, diz o executivo. Basicamente, os produtores brasileiros destes periféricos exportam seus produtos para países latino-americanos. Segundo os relatos, as vendas ao exterior variam de 5% a 20% do faturamento das empresas ouvidas. Braga tem um ponto de vista diferente em relação ao impacto da valorização da moeda brasileira. Para ele, os importadores da América Latina aceitam absorver a valorização do real na compra de equipamentos brasileiros de qualidade, que ainda são mais competitivos do que os produtos cotados em euro.

    Reciclagem – Na indústria de transformação do plástico, moinhos e trituradores têm a função de processar refugos industriais e peças pós-consumo. Por um lado, a busca por maior eficiência no processo produtivo tende a diminuir a demanda por reprocessamento das peças em moinhos. Por outro, porém, a pressão da sociedade e as vantagens econômicas estimulam a reciclagem do plástico, aumentando a demanda por moinhos. Segundo pesquisa da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, a reciclagem de plásticos no Brasil vem crescendo significativamente nos últimos anos, tendo passado de 702.997 toneladas em 2003 para 962.566 toneladas em 2007. A reciclagem se divide em industrial, 39% do total; e pós-consumo, 61%. “Os números do Brasil já são bons. O índice de reciclagem mecânica do país é de 21,2%, enquanto na Comunidade Europeia é de 18,3%. A reciclagem industrial já está consolidada. Mas ainda há o que avançar na reciclagem pós-consumo. Hoje, somente 7% dos municípios do país contam com serviços de coleta seletiva de lixo”, afirma a executiva Rosanelli, da Mecanofar.


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