Máquinas e Equipamentos

27 de setembro de 2013

Microinjeção: Processo garante exatidão nos parâmetros de peças com peso na casa de milésimos de grama

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Microinjeção: Processo garante exatidão nos parâmetros de peças com peso na casa de milésimos de grama
    O avanço tecnológico, tanto no desenvolvimento das resinas como no dos equipamentos e acessórios para o seu processamento, abriu campo para aplicações inimagináveis utilizando o plástico, como a produção de micropeças extremamente técnicas, com peso na casa de miligramas, e parâmetros justíssimos de precisão. Áreas como a médico-hospitalar, micromecânica, eletroeletrônica, comunicação, informática e outras aquecem a demanda dessas especialidades em mercados mais desenvolvidos, como o europeu e o norte-americano, mas ainda principiam no país, despertando o interesse dos fornecedores de injetoras no seu potencial de investimento.

    Não à toa, quem passou pelos corredores da maior feira nacional da indústria do plástico, a Feiplastic, realizada em São Paulo, em maio deste ano, ficou impressionado com um equipamento que injetava um minúsculo “clip” cirúrgico de poliacetal, com peso de apenas três miligramas (0,003 g), em um molde de quatro cavidades e ciclo de quatro segundos, com 100% de precisão.

    Plástico Moderno, Cardenal estima que o investimento se paga no prazo de um a dois anos

    Cardenal estima que o investimento se paga no prazo de um a dois anos

    Tratava-se de uma célula produtiva da Battenfeld/Wittmann, composta pela injetora Micropower 15/10, maior modelo dessa família de máquinas totalmente elétricas fabricadas pela empresa, com 15 toneladas de força de fechamento; e um robô para remoção das peças, 100% inspecionadas por uma câmara integrada, como detalhou na ocasião o engenheiro de vendas da Battenfeld, Marcos Cardenal.

    A exibição teve a proposta de chamar a atenção de quem opera atualmente no mercado brasileiro com a microinjeção na faixa dos décimos de grama e utiliza máquina convencional. A Battenfeld participa desse segmento com o modelo HM 35, de 35 toneladas de força de fechamento. Contudo, acredita oferecer mais vantagens a esses transformadores em sua Micropower de 15 toneladas de força de fechamento, desenhada com a mesma tecnologia dispensada ao modelo mais antigo da linha, o de 5 toneladas de força de fechamento, projetado especificamente para injetar peças com peso da ordem de milésimos de grama. Ambos os equipamentos são portadores de atributos como maior precisão e repetibilidade, possibilidade de galhos menores (sinônimo de ciclos mais rápidos), e redução de custos.

    Segundo relata Cardenal, a Battenfeld atua com a microinjeção há vinte anos. Há três incorporou o modelo de 15 toneladas à linha, justamente com a intenção de agregar o segmento de décimos de grama. Ele foi acrescido à série com a intenção de promover a migração dos usuários da injetora convencional para a Micropower, desenvolvida com o foco nas micropeças.

    A tecnologia, denominada de dois estágios, embutida nessa família de máquinas é explicada por Cardenal: “O primeiro estágio tem uma rosca de diâmetro de 14 mm, posicionada a 45o, com geometria especial de alta plastificação e homogeneização. Uma vez plastificado o material, um sensor especial controla o volume a ser carregado; o segundo estágio utiliza um pistão de injeção que atinge velocidade na casa de 800 mm por segundo, com alta pressão, que empurra o material plastificado para dentro da cavidade, em alta velocidade.” Segundo informa, toda a operação envolve servomotores de alta precisão.

    Plástico Moderno, Micropeças injetadas com tecnologia da Battenfeld

    Micropeças injetadas com tecnologia da Battenfeld

    Ele ainda relata que essa tecnologia oferece uma ampla janela de processamento, permitindo alcançar rapidamente uma alta estabilidade do processo. “E não só as peças pequenas, como também as micropeças e as nanopeças podem ser fabricadas de forma rentável e com repetibilidade, em um mínimo de tempo”, ressalta.

    Cardenal comenta que as micropeças injetadas em máquinas convencionais de pequeno porte apresentam dificuldades para controlar volumes pequenos de injeção, com longos tempos de residência do material dentro do cilindro plastificador, o que pode provocar a degradação do polímero.

    Ele também contraindica o uso de injetoras de laboratório com a finalidade de produzir micropeças técnicas. “Não são projetadas, em geral, para alta produção; e com peças de pequeno porte toda a variação no processo ou no material significaria variação na qualidade da peça e aumento do refugo”, justifica, ponderando que equipamentos apropriados aumentam a produtividade, melhoram a qualidade e reduzem custos. Levantamentos da fabricante apontam que a série Micropower pode gerar entre 30% e 50% de economia, em comparação com as máquinas convencionais.


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