Feiras e Eventos

5 de maio de 2012

Mesmo reduzida, área dos insumos traz boas atrações

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Os espaços reservados para as resinas e aditivos passaram a ser nos últimos grandes eventos do setor de plásticos os menores. Muito provavelmente isso pode ser explicado pela concentração do setor, mas também passa pela estratégia das empresas de enxugar suas apresentações em estandes mais acanhados ou até mesmo escondidos em espaços fora dos pavilhões (caso da Dow Chemical). Enfim, pode-se acrescentar também o fato lógico de essas empresas não precisarem do mesmo espaço que os fabricantes de máquinas necessitam para colocar seus equipamentos em exposição.

    Nessa NPE, não foi diferente. Ao entrar no pavilhão sul, dedicado aos materiais, apenas dois grandes estandes se destacavam logo na entrada, mas bastava ultrapassá-los para se notar que as demais empresas, mesmo grandes grupos, optaram por criar espaços menores, mas não por isso menos pródigos em algumas novidades.

    Os dois grandes estandes logo de entrada eram de dois atuais grupos de peso na área de resinas: o da Sabic e, para orgulho tupiniquim, o da Braskem. Mas a semelhança entre os dois acabava por aí, pelo tamanho de cada espaço – se bem que o da Sabic ainda assim era o maior. A diferença mais evidente era a maior fluência de pessoas, de novidades, de produtos transformados em exposição, de especialidades demonstradas; enfim, um aparato de marketing mais ativo e profissional da Sabic. O estande da Braskem era extremamente institucional, com pouca preocupação em atender o público e a imprensa, com um simples cartaz remetendo ao já desgastado marketing sobre o polietileno com eteno derivado de cana-de-açúcar, uma novidade em termos tecnológicos com mais de 40 anos, iniciada quando o polo alcoolquímico de Alagoas naufragou por desinteresse nacional no começo da década de 70.

    Embora seja uma das maiores produtoras de polipropileno do mundo, depois das aquisições dos negócios da Dow e da Sunoco, com cinco plantas de escala mundial, e esteja vendo crescer suas vendas do plástico “verde” produzido em Triunfo-RS, talvez ainda falte um pouco de ousadia para a Braskem se mostrar em eventos do porte da NPE, com uma estratégia mais agressiva para atender e atrair os visitantes ao seu estande. O que se viu por lá foi a fórmula muito usada nas feiras brasileiras, onde estandes de grandes empresas ficam parecendo mais um restaurante com mesas ocupadas e pessoas pouco interessadas em intrusos que por lá entrassem. As tentativas da reportagem de Plástico Moderno para falar com algum executivo da Braskem foram frustradas com a desculpa de que ninguém na feira tinha autorização para falar em nome da empresa.

    Já o estande da Sabic funcionava diferente. Bastava, por exemplo, o visitante se atentar para uma das atrações expostas, e logo ele era assediado por algum representante ou técnico da empresa para prestar esclarecimentos ou colocar o interessado em contato com o responsável da área. Um cavalo mecânico de um grande caminhão da Volvo, por exemplo, chamava a atenção não só por sua beleza, como por representar uma solução ambientalmente correta para a fabricação de suportes do sistema de deflexão de ar lateral em todos os setes modelos da plataforma de caminhões pesados Volvo VN 2012.

    Plástico,  Mesmo reduzida, área dos insumos traz boas atrações

    Caminhão inovou e trouxe uma solução de baixo impacto ambiental ao setor, de acordo com Gilbert

    “Trata-se da primeira aplicação feita com material reciclado em caminhões norte-americanos”, revelou o gerente-geral da divisão Innovative Plastics da Sabic, Michael Gilbert. A resina em questão é o polibutileno tereftalato (PBT) Valox iQ, que incorpora em sua síntese garrafas de PET pós-consumo. A resina pode conter até 60% de conteúdo reciclado e ajuda a reduzir a pegada de carbono em até 49% em relação às resinas de PBT virgem. E ter material reciclado não significa perda de qualidade. “O Valox iQ tem desempenho comparável ou superior ao dos materiais convencionais, com excelente resistência ao impacto, a produtos químicos e à fadiga”, disse Gilbert. Basta lembrar que a Volvo é reconhecida por produzir veículos com alto nível de segurança.

    Além do PBT com material reciclado, também faz parte do projeto ecológico dos caminhões o uso das resinas Noryl GTX (PA + PPE) nos para-lamas e Cycoloy (PC/ABS) para as grades frontais. Ambas as resinas ajudam a economizar combustível ao reduzir o peso em componentes dos veículos grandes, substituindo o metal tradicional e outros materiais mais pesados do que o plástico de engenharia.

    Outro lançamento da Sabic que causou frisson na feira foi o anúncio de que a famosa Canon Electronics selecionou a

    Plástico,  Mesmo reduzida, área dos insumos traz boas atrações Canon produziu


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