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1 de junho de 2017

Mercado local para máquinas sinaliza melhora – Feira Plástico Brasil

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    O mercado de máquinas e equipamentos não está para amadores. Dentro de um cenário de queda nas vendas internas iniciado há três anos, os empresários do setor esperam que a Plástico Brasil, idealizada pela Abimaq, gere algum alento para os negócios e torcem pelo início de um ciclo de recuperação. “As condições hoje são melhores que o terrível ano de 2016 e esperamos voltar a uma espiral de crescimento moderado. Queremos retornar aos valores de 2015, que já não foi um ano bom”, avalia Newton Zanetti, diretor comercial da Pavan Zanetti.

    Para ele, é importante quebrar essa tendência, voltar a um clima de bons negócios. “Houve melhora nas vendas para America do Sul e México, sinais de aumento de emissão de propostas comerciais, negócios foram fechados na virada do ano, período no qual normalmente não se concretizam muitos negócios. São sinais animadores e a esperança é que não seja mais um voo de galinha”.

    Zanetti avalia que a feira pode atuar como catalisador para a virada, mas sozinha não será capaz de resolver todos os problemas. “Entendemos que a motivação principal da crise é econômica”. Ressalta existirem fatores que colocam o mercado em dúvida, mesmo com o aumento da confiança que as ações de governo do presidente Temer podem trazer aos empresários. “Enquanto não houver ajuste nas dívidas dos Estados, um acordo nacional de pacificação de ânimos e vontade política, o mercado não voltará ao patamar ótimo. Temos que virar a pagina da Lava Jato, ser mais rápidos nas decisões de justiça e tocar a vida”.

    Wilson Carnevalli Filho, diretor comercial da Carnevalli, se mostra bastante otimista. “Acredito que as feiras sempre são uma injeção de ânimo no mercado e o momento é de retomada e, principalmente, de confiança. Nossa percepção é de uma excelente feira, com visitantes compradores locais e de diversos países”. Apesar das dificuldades surgidas em 2016, a empresa apresentou bom desempenho. “Nós fechamos o ano muito bem e com crescimento. As vendas nacionais não foram tão boas, mas as exportações compensaram”. Mesmo no âmbito interno os negócios fluíram e não decepcionaram. “O mercado brasileiro adquiriu máquinas de grande porte, o que elevou nosso faturamento”. Um ponto relevante foi o aumento expressivo na venda de impressoras flexográficas, tanto no mercado local como para o externo.

    Para esse ano, Carnevalli Filho acredita em forte crescimento. “O mercado de extrusoras e coextrusoras começou aquecido e o de impressoras não foi diferente. Nossas vendas para o semestre já estão praticamente tomadas e temos até encomendas para o segundo semestre”. Para 2017, a empresa pretende fazer altos investimentos na divisão de impressoras flexográficas. “Vamos renovar toda engenharia e o corpo técnico”.



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