Plástico

20 de janeiro de 2013

Mercado de Máquinas acredita em investimentos na produção

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Publicado por: Wilson Carnevalli
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    As expectativas para 2013 são um pouco melhores em relação a 2012 no âmbito local graças ao esforço do governo em manter as taxas de juros internas em um dígito e também por conta da busca de mecanismos que desonerem a indústria, como a desoneração da folha de pagamento e a prorrogação do PSI-Finame até dezembro de 2013, com juros de 3% ao ano no primeiro semestre, e de 3,5% ao ano no segundo semestre.

    Acreditamos no aumento dos investimentos também em razão da taxa Selic de 7,25% ao ano, que praticamente inviabiliza as aplicações financeiras e mal corrige a inflação, portanto é melhor investir na produção. Acreditamos numa melhora no câmbio, com expectativa em torno de R$ 2,30/2,40, o que ajudaria muito a retomada das exportações. As máquinas para transformação dos plásticos vêm vencendo barreiras tecnológicas, equivalendo-se às melhores ou mais tradicionais do mundo, seja na qualidade, na produtividade ou no custo/benefício.

    Temos o exemplo das injetoras (que foram as mais prejudicadas com as importações do nosso setor). Hoje temos essas máquinas com excelente qualidade de rosca e consequente plastificação, barreira dos ciclos mais rápidos – ciclos de cinco segundos não são mais impossíveis de serem vistos no dia a dia –, e o grande anseio dos fabricantes é em relação ao consumo energético, ou seja, maior quantidade de Kg/h de material transformado e menor quantidade de KW/h consumido.

    Plástico, Mercado de Máquinas acredita em investimentos na produção

    Wilson Carnevalli é presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSMAIP/Abimaq)

    A mesma filosofia está presente nas sopradoras, extrusoras, máquinas de acabamento e nas demais empresas do setor da CSMAIP. Outro exemplo é uma coextrusora de três camadas poliolefínicas para produzir filmes tubulares que, operando com uma matriz de 250 mm de diâmetro, atinge a fantástica produção de aproximadamente 700 Kg/h com praticamente o mesmo consumo energético de uma coextrusora de três camadas convencional. Esta produção, por causa do diâmetro da matriz e da necessidade do resfriamento, há poucos anos era considerada quase impossível. Fora o fabricante brasileiro, há somente de quatro a cinco fabricantes de máquinas no mundo com essa tecnologia.

    Pensar na competitividade da indústria do plástico é pensar na cadeia como um todo para que todos os elos caminhem de uma forma igualitária rumo à consolidação do potencial competitivo. Novos produtos, novos materiais e a busca incansável de melhorias no processo devem ser os pilares da indústria de transformação em 2013. Vislumbramos um crescimento em torno de 1,5% nas indústrias de máquinas da CSMAIP para 2013.

    O ano de 2012 teve um péssimo desempenho para quase todos os fabricantes. Tivemos muitas dificuldades, assim como outros setores da indústria e da economia de uma forma geral, pela falta de investimentos no Brasil e também no contexto internacional, que foi igualmente muito mal, mas temos que resolver nossos problemas internos como a reforma tributária e principalmente a CLT, que nos deixa em uma posição de inferioridade (protecionista com baixa produtividade) perante nossos concorrentes e que, a meu ver, poderia baixar em muito o custo Brasil.

    Os números atuais do setor, compilados de janeiro até setembro deste ano, apontam um faturamento de R$ 534,77 milhões para uma demanda doméstica estimada em R$ 1.370,28 milhões. As importações nesse mesmo período, da ordem de R$ 963,59 milhões, superam de longe as exportações brasileiras, de meros R$ 128,08 milhões.



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