Aditivos e Masterbatches

25 de setembro de 2013

Masterbatch: Setor renova portfólio com fórmulas especiais

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, Masterbatch: Setor renova portfólio com fórmulas especiais
    O mercado de masterbatches passa por um momento de renovação. Ser um mero fornecedor de commodities não faz muito sentido nos dias atuais. A perda da competitividade seria deletéria. Por isso, as empresas buscam ir além do básico, impondo um criterioso padrão de qualidade, com formulações funcionais e altamente técnicas. Os números do setor são imprecisos e dizem pouco sobre o abastecimento de masterbatch no país, porém, mais do que toneladas, os desenvolvimentos das companhias trazem em seu DNA um quê de inovação e refletem a ânsia dos industriais por diferenciação. Na prática, o que se vê são investimentos cada vez mais substanciosos em especialidades, numa tentativa de angariar uma maior fatia do mercado.

    Plástico Moderno, Sérgio Bianchini: brasileiro gosta de produto de alto valor agregado

    Bianchini: brasileiro gosta de produto de alto valor agregado

    A receita para o desenvolvimento de um masterbatch não é das mais complexas. A adição de um conhecimento básico para a composição de agente dispersante, pigmento e resina veículo, em meio a uma infraestrutura mínima de extrusora, peletizadora e periféricos seria o bastante. Até seria, se o produto escolhido fosse commodity. Mas, em geral, não é. Hoje, as empresas buscam complementar o portfólio considerado de combate (aquele no qual o preço predomina), com linhas especiais. “O consumidor brasileiro gosta de produto de valor agregado e quando percebe este valor se torna disposto a pagar pelo mesmo”, destaca Sérgio Bianchini, gerente de negócios, desenvolvimento e marketing da Ampacet.

    Os masterbatches commodities têm como características principais a baixa exigência técnica e a alta escala, enquanto a especialidade exige um amplo conhecimento, e esmero em relação aos componentes – no caso, diferenciados –, à produção e ao controle operacional, além de uma criteriosa atenção à sua correta aplicação. “Os elementos de formulação, tais como pigmentos e aditivos, devem ser escolhidos dentre aqueles de alta performance, observando interações químicas e físicas, para garantir o resultado desejado”, comenta Juelso Ronchini, gerente de produto América Latina da Clariant. Segundo ele, aliás, a diferença entre os dois tipos está basicamente na estrutura adequada de serviços pré e pós-venda, na tecnologia de ponta empregada e no suporte técnico, no caso, imprescindível.

    Apinhado de fornecedores, o setor se envereda justamente por este caminho: o mais difícil, ou melhor: o mais técnico. “Vejo que o grande diferenciador entre os fabricantes de masterbatches é a sua capacidade de desenvolver projetos e aplicações usando as novas moléculas, nanopartículas ou outro componente, de forma que constituam os novos produtos e aplicações”, comenta Bianchini, da Ampacet. Na sua opinião, aliás, somente as companhias munidas de um departamento de pesquisa conseguem capturar essas novas moléculas para desenvolver linhas diferenciadas.

    Plástico Moderno, Brasileiro gosta de produto de alto valor agregado

    Brasileiro gosta de produto de alto valor agregado

    A norte-americana Ampacet se insere nessa categoria e aposta, por exemplo, no mercado de masterbatches para os plásticos de engenharia. “Este é um segmento que cresce e, para uma empresa que está em franco processo de crescimento e expansão global, este mercado claramente não pode ser desconsiderado”, comenta Bianchini. A saber: embora globalmente ofereça este tipo de produto, no momento, não o desenvolve na América do Sul. Do ponto de vista técnico, a sua estrutura local – duas plantas: uma na Bahia e a outra em São Paulo – não apresenta limitações para a formulação de especialidades. Trata-se de uma estratégia, simplesmente.

    Mas, nem por isso, as unidades brasileiras deixam de receber investimentos. Em 2011, a companhia inaugurou um site com capacidade instalada superior a 5.500 toneladas de masterbatches, na planta baiana, e em 2012 ampliou suas instalações de coloridos em São Paulo, dobrando sua capacidade instalada. “Estamos pensando em futuros projetos para a planta em Camaçari”, comenta o gerente, sem revelar detalhes.

    Líder mundial na produção de masterbatches, a Ampacet oferece uma ampla gama de cores e efeitos exclusivos, assim como brancos, negros e aditivos desenvolvidos para atender a diversos tipos de aplicações, como filmes bolha e plano, moldagem por sopro e injeção, e extrusão de tubos, entre outros. Ao todo, são 21 plantas em 15 países e quatro centros de pesquisa e desenvolvimento. Esta infraestrutura dá suporte para lançamentos diferenciados. Os mais recentes são do início do ano.


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