Aditivos e Masterbatches

28 de julho de 2011

Masterbatches – As novas pegadas da cor – Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela

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Publicado por: Patricia Rodrigues
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    Plástico Moderno, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela - Foto: Cuca Jorge

    No princípio, era só a cor. Hoje, pode-se dizer que o masterbatche em todos os processos da indústria plástica alcança um status quase tão importante quanto o da própria resina. De acordo com o relatório Masterbatch: A Global Strategic Business Report, lançado em abril deste ano pela Global Industry Analysts, Inc., o mercado mundial desse produto deve chegar a 8,25 bilhões de dólares até 2017. O desempenho desse segmento, assim como o do plástico, está diretamente ligado a outros fatores, como o aumento do PIB, da industrialização e do acesso aos bens de consumo – da construção civil a carros, passando por eletrônicos e embalagens –, especialmente nos países emergentes. “Nas economias e mercados mais desenvolvidos, o consumo de masterbatches acompanha muito de perto o crescimento ou decrescimento da aquisição de plásticos”, explica Roberto Guzmán, diretor de marketing América Latina, divisão BU Masterbatches da Clariant. “Nesses países emergentes, observa-se que o crescimento do consumo de plástico está acima da média da ascensão do PIB. Como esse consumo per capita ainda é baixo, as aplicações que primeiro se desenvolvem são as mais básicas. Aos poucos, tais mercados vão se sofisticando, incorporando mais cores e valor agregado aos produtos finais.”

    Plástico Moderno, Roberto Guzmán, Diretor de marketing da Clariant, Masterbatches - As novas pegadas da cor - Concorrido e pulverizado, o mercado brasileiro de masterbatches é disputado por empresas de todos os portes que oferecem soluções cada vez mais tecnológicas, personalizadas e sustentáveis para fidelizar a clientela

    Guzmán abribui ao masterbatch funcionalidades além das cores

    Com propriedades que melhoram não só a aparência, esses aditivos ganham outras características para aprimorar o desempenho dos termoplásticos em suas diferentes aplicações. “Há uma tendência muito forte em relação à utilidade do masterbatch”, avalia Guzmán. “Além da cor, o produto hoje também deve reunir funcionalidades cada vez mais específicas ao plástico, principalmente por meio de aditivos, como acontece com os antimicrobiais, os antiestáticos e os nucleantes.”

    Além das “proteções” exclusivas, o masterbatch também “vive da aparência”, conferida por efeitos especiais cada vez mais eficazes no produto final – caso dos termocrômicos, fotocrômicos, perolescentes, fluorescentes, com glíter – e também de impressões que capturem a atenção e estimulem o consumidor. “A atração na hora da compra passa por elementos especiais que estimulam os cinco sentidos do consumidor”, explica Sérgio Bianchini, Business Development & Marketing Manager da Ampacet América do Sul. “A evolução do conjunto desses efeitos aplicados ao plástico segue cada vez mais forte e está sempre em movimento, tanto por meio do estudo do estilo de vida das pessoas quanto nas suas formas de consumo e nos diversos gostos”, acrescenta.

    Sustentabilidade – De um lado, a tendência aponta para produtos que sobressaiam pela especificidade. De outro, um mercado que, assim como os demais, precisa se conectar aos temas relacionados à sustentabilidade. “Notamos a crescente presença de não somente materiais feitos de fontes renováveis e biodegradáveis, mas também dos convencionais focados na redução do impacto ambiental”, explica Guzmán.

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    Concentrados especiais da A. Schulman melhoram a cultura

    De acordo com o diretor da Clariant, a empresa tem se destacado de maneira pioneira pela eliminação do uso de pigmentos com metais pesados, tais como cádmio, cromo e chumbo, e por substituí-los por pigmentos e corantes orgânicos de ótimo desempenho. “Também foi a primeira na introdução de agentes espumantes para plásticos que contribuem para reduzir o consumo de matéria-prima e o de energia”, acrescenta. Neste ano, a empresa também investiu para oferecer um portfólio completo de soluções voltadas para reduzir o impacto ambiental, entre elas um pacote de soluções para atender a quatro dos sete “erres” da sustentabilidade: reduzir, reciclar, reusar e renovar.

    Além de uma linha que inclui corantes e aditivos 100% de fonte renovável, a Clariant já disponibiliza outra linha de pigmentos e aditivos certificados para serem usados em bioplásticos para compostagem, como a linha de cores Renol-compostable, lançada em maio durante a 13ª Brasilplast. Juntamente com a linha de aditivos Cesa-compostable, atende às necessidades de colorido e funcionalidade para artigos de polilactato (PLA) e outros bioplásticos para acompanhar o processo de compostagem para sua biodegradação. Ambas as linhas são certificadas com o “OK Compost” da Vinçotte sob a norma EN 13432. Ainda para PLA, a Clariant conta com novas formulações de espumantes Hydrocerol e de extendedores de cadeia Cesa-extend. “Elas permitem a produção de embalagens para alimentos de peso leve, com baixo custo e ótima funcionalidade”, enfatiza Guzmán.

    Sérgio Bianchini, da Ampacet, explica que a empresa se dedica fortemente a prover soluções sustentáveis a seus clientes. “Nossa visão é estabelecer e apoiar políticas que contribuam para a redução da pegada de carbono para balancear nossa responsabilidade ambiental e o crescimento sustentável”, conta. “Como praticante nos quatro “erres”, nossa meta é continuar desenvolvendo produtos e processos que contribuam para um uso mais eficiente de energia, água e matérias-primas defendendo o uso econômico dos recursos renováveis.”

    Para atender a esse segmento, a norte-americana Ampacet conta com a linha Nature Blend Colors, com uma cartela de 17 cores, de carregadores renováveis, compostáveis e biodegradáveis que usam pigmentos não tóxicos atendendo às normas EN13432 e ASTM6400D. “Eles são compatíveis com a maioria das famílias dos plásticos compostáveis, como poliésteres, polímeros à base de amidos, PLAs aplicados a filmes e produtos rígidos moldados”, esclarece Bianchini.


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