Aditivos e Masterbatches

4 de maio de 2007

Masterbatch – Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, Hermann Schumacher, gerente de marketing da Cromex, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica

    Para Schumacher, linha de aditivo cresce 12% ao ano

    A 11ª Brasilplast – Feira Internacional da Indústria do Plástico confirmou o avanço do masterbatch para aplicações técnicas. Grande parte dos fabricantes buscou no segmento a fórmula para destoar nesse mercado, configurado hoje por uma relação desigual entre oferta e procura. Por isso, os principais lançamentos se destinaram à indústria do plástico de engenharia. No quesito cor, a especialidade também se sobressaiu.

    Apesar do concentrado de efeitos especiais se sustentar em nichos considerados nobres, seu consumo se ampliou, a ponto de motivar diversos lançamentos nessa área. Cerca de 140 fabricantes compõem o mercado brasileiro de concentrados. Esse número se refere às indústrias registradas como tal, no entanto, nem todas têm no master seu principal negócio. De acordo com o gerente de marketing da Cromex, Hermann Schumacher, esse fato reduz a quantidade de empresas relevantes no setor. Por isso, apesar da avalanche de novas empresas, o mercado está longe de mostrar-se saturado. Pelo contrário, tem atraído novos investimentos e planos de expansão.

    Aumento da capacidade – Prova dessa abertura se viu nos novos negócios da Clariant. A empresa comprou a PlastiColor, na Guatemala, e inaugurou, no ano passado, nova planta no Chile. Nesse último caso, a iniciativa representa o interesse do grupo em atender, sobretudo, as indústrias de embalagens, bens de consumo e fibras, no que tange aos masters de cor e efeitos especiais para poliolefinas.

    Plástico Moderno, Varlei Vieira, gerente nacional de vendas em masterbatches, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica

    Vieira aposta em setor para produto de alto desempenho

    Os investimentos também contemplaram o País, de forma direta, pois a empresa expandiu a capacidade produtiva da planta de Suzano-SP, com três novas linhas de produção e melhorou a automatização da unidade. Essa ampliação do negócio também se traduziu em mais produtos.

    A empresa lançou um concentrado de alto desempenho personalizado à necessidade dos clientes, a fim de ajudá-los a reduzir o consumo de material e energia. A empresa chamou esse conceito de combibatches. De acordo com o gerente nacional de vendas em masterbatches, Varlei Vieira, são combinações de alto desempenho desenvolvidas segundo morfologia, distribuição do peso molecular e energia superficial do polímero, com o objetivo de personalizar o produto na medida da aplicação do cliente.

    O fabricante afirma poder diminuir a temperatura do processamento em até 20%, sem afetar as propriedades mecânicas do produto final. “Queremos ser reconhecidos por apresentar soluções”, enfatiza Vieira.

    Líder do setor, a Cromex vive um momento de transição, pois está prestes a dar partida a uma nova planta, na Bahia, e encerrar as atividades de uma unidade localizada em São Paulo. “Teremos uma fábrica mais moderna e, por conseqüência, mais produtiva”, afirma o gestor de produtos da Cromex, Anderson Maia. O lançamento, previsto para julho, será direcionado à produção do master preto. Continuarão três plantas: além dessa nova, uma em São Paulo, onde são produzidos masters coloridos e especiais, e a de Simões Filho-BA, para concentrados de aditivos e brancos. A capacidade produtiva total da Cromex chega a 84 mil t/ano. Segundo Maia, a empresa tem 65% do market-share do mercado de masterbatches.

    Plástico Moderno, José Gonzaga, diretor, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica

    Gonzaga destaca concentrado para uso do plástico de engenharia

    O anúncio de outros investimentos teve eco nos corredores do Anhembi. A DryColor divulgou estar em fase de construção de uma nova planta. Hoje a unidade, localizada, em Campinas-SP, possui 3,5 mil m² enquanto a sua substituta terá 10 mil m².

    A fábrica deve entrar em operação no segundo semestre deste ano, no mesmo local da atual. A Allcolor, de São Paulo, também anunciou aumento da capacidade produtiva. O incremento da ordem de 25% se deu no segundo semestre do ano passado.

    A Coreplas, de Guarulhos, São Paulo, não apresentou lançamentos, mas endossou o aumento do setor, com a divulgação de suas mais recentes aquisições. Em 2006, obteve a ISO 9001 (intento de três anos) e aumentou a capacidade produtiva em cerca de 40%, além de abrir nova unidade para concentrar a fabricação de preto e branco. Essas ações traduzem as expectativas otimistas do diretor da empresa, José Gonzaga, na reativação do mercado. Para ele, 2006 foi um ano fraco, mas a reação veio nos primeiros meses de 2007 e ainda pode melhorar. “Com a feira, a tendência é de expansão das vendas”, afirma. Confiante nessa premissa, ele prevê aumento do faturamento de 20% a 30%, sobre os resultados do ano passado.

    Plástico Moderno, Julio Carlos Isola, gerente-comercial da Termocolor, Masterbatch - Fabricantes tentam driblar a concorrência com novos desenvolvimentos dotados de alta exigência técnica

    Isola prevê aumento das vendas superior a 10%

    Com a expectativa de crescer 10% só nesse primeiro semestre, o gerente-comercial da Termocolor, Julio Carlos Isola, aposta não só na visibilidade da Brasilplast, mas sobretudo no retorno de seus investimentos recentes. No ano passado, a empresa comprou nova linha de extrusão com capacidade para produzir mais de 7 mil t/ano e planeja inaugurar nova fábrica. Em fase de terraplenagem, a unidade está sendo construída, em Cabreúva-SP, para se somar à matriz, localizada em Diadema-SP. A primeira etapa do projeto prevê a produção de cerca de 6 mil toneladas ano. Ao contrário da tendência atual, a Termocolor preza pelo mercado de grandes volumes. Por isso, o foco do negócio está na commodity. De acordo com Isola, a empresa não tem planos de operar na área de plásticos de engenharia.

    Os projetos da Resimax, de Vargem Grande Paulista, também indicam aumento da demanda nacional. A empresa estuda triplicar a produção atual em 1,5 ano. Esse incremento deverá resultar, em parte, da inauguração de uma nova planta até o fim do ano. “Queremos atingir o mercado de colorido de grande quantidade”, diz o gerente de marketing Rodrigo Monsó. A unidade contará com duas novas máquinas alemãs.


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