Máquinas e Equipamentos

27 de novembro de 2007

Máquinas – Sopradoras – Fornecedores de equipamentos confirmam bom momento

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Newton Zanetti, diretor-comercial, Máquinas - Sopradoras - Fornecedores de equipamentos confirmam bom momento

    Zanetti: 25% a mais de unidades vendidas

    Os investimentos realizados pelos transformadores de peças sopradas se traduzem em bons negócios para os fornecedores de equipamentos. Maior fabricante do País, a Pavan Zanetti, localizada em Americana-SP, e que está completando quarenta anos em 2007, é um exemplo do momento favorável.

    “O ano foi bastante bom. Houve uma queda preocupante nos negócios no meio do ano, mas nos últimos três meses voltamos a um patamar de vendas muito interessante, devemos fechar o ano com em torno de 25% a mais de unidades vendidas do que em 2006”, revela Newton Zanetti, diretor-comercial da empresa. O bom resultado se deve principalmente à procura do mercado interno, uma vez que as exportações sofreram queda pelas dificuldades cambiais.

    De acordo com o dirigente, os modelos mais procurados se encontram entre as máquinas para peças sopradas com volume entre dois e cinco litros, usadas especialmente para embalagens de produtos de limpeza. “Também podemos destacar as máquinas para sopros de autopeças, setor aquecido graças ao bom momento da indústria automobilística, e para as voltadas à produção de galões de 20 litros”, emenda.

    Uma das preocupações de Zanetti é de que o aquecimento das encomendas prejudique o prazo de entrega das máquinas. “Por enquanto, nossa capacidade instalada está dando conta do recado”, revela. Para enfrentar esse desafio, a empresa pensa em construir uma nova planta. O projeto pode ser concluído dentro de dois ou três anos. “Onde estamos não dá mais para fazer grandes ampliações”, diz.

    A maior novidade da empresa em 2007 foi o lançamento na Brasilplast do modelo BMT 5.6D/H, da série Bimatic. A máquina é dotada com duas estações de sopro, rosca de 70 mm (com proporção L/D de 1:24), motor 40CV com inversor de freqüência, rebarbação automática, saídas laterais e programador digital de espessura de 100 pontos. Ela tem capacidade para moldes de até cinco litros, ou para moldes duplos de dois litros, quádruplos de um litro e quíntuplos de 500 ml.

    Importadas – Entre os importadores, a sensação também é de que o mercado passa por um bom momento. Hans Lüters, sócio-gerente da Kal Internacional, explica o momento atual da sua empresa. “O ano não foi ruim, mas não foi tão bom quanto eu pensava. O que a gente viu foi um aumento de projetos no segundo semestre e a perspectiva de excelentes negócios para os próximos meses, temos vários pedidos fechados para fevereiro, março e abril”, revela.

    No campo das sopradoras, a Kal representa as marcas Jomar, Davis-Standard e Knauf. Os equipamentos mais procurados são os de injection-blow da norte-americana Jomar. “São máquinas sem similares no Brasil, totalmente automáticas e que fazem desde o sopro das pré-formas até a garrafa já etiquetada”, conta Lüters. Graças à tecnologia de que dispõe, o equipamento permite o sopro de frascos com paredes bem definidas, sem rebarbas e com gargalos dotados com medidas de boa precisão. “Um dos segmentos que mais procuram essas máquinas é o de cosméticos”, revela.

    As máquinas da Davis-Standard são sopradoras com cabeças de acumulação, voltadas para a produção de tambores, grandes brinquedos, grandes caixas e outras peças de volume elevado. “Esse é um mercado que se encontra meio parado no Brasil”, revela Lüters. Os equipamentos da Knauf são voltados para o sopro do PET. “São máquinas com capacidades para frascos menores, de 700 mililitros a dois litros. É um nicho que no Brasil está um tanto saturado”, diz.

    Outra empresa que não tem do que se queixar é a italiana Techne, que possui no Brasil um escritório próprio de representação. “Estamos tendo um ano muito bom, tanto no Brasil quanto no mercado internacional. Não posso falar em números, mas batemos recordes de vendas nos últimos três anos”, conta Valdemar Salles, diretor da filial Brasil.

    O dirigente explica que a empresa não vende apenas sopradoras, tem como principal objetivo a comercialização de linhas completas de produtos soprados. “Construímos fábricas, se necessário em regime turn key”, revela. O grande objetivo da empresa nos próximos meses é o de divulgar no Brasil a linha de máquinas lançada na K, em Düsseldorf. O diferencial do equipamento se encontra no fato de ele ser 100% elétrico. “A máquina ocupa menos espaço, economiza 40% de energia e é ecológica, não utiliza óleos”, resume.

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