Máquinas e Equipamentos

27 de novembro de 2007

Máquinas – Sopradoras – Economia aquecida eleva procura por máquinas com maior produtividade

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Produtividade elevada, robustez, assistência técnica pós-venda, confiança na marca. Vários são os itens avaliados pelos transformadores de plástico dentro do segmento do sopro na hora de comprar máquinas. Para os fornecedores ou importadores de equipamentos, cabe ficar atento às expectativas dos fabricantes de embalagens, peças técnicas, brinquedos e outros produtos soprados. Adquirir a confiança dos clientes é o segredo de um duradouro sucesso.

    Tal cenário ganha importância no momento atual, no qual a economia aquecida favorece os investimentos em novas sopradoras por parte das transformadoras. A boa fase atinge tanto as empresas que trabalham com o sopro convencional quanto as que processam o PET. Esta matéria-prima, além dos bons frutos trazidos pelo consumo em alta, continua a conquistar mercados antes dominados por outros materiais, em especial o das embalagens de vidro.

    Quase todas as principais fabricantes de peças sopradas estão aproveitando o momento para ampliar suas capacidades produtivas, seja pelo aumento do número de máquinas em suas plantas, seja pela substituição dos modelos mais antigos por outros modernos.

    Não existem estatísticas oficiais que demonstrem a dimensão do mercado dos transformadores de sopro. Alberto Gama, diretor-industrial da Allplas, transformadora no mercado desde 1981 e que conta com duas plantas industriais, situadas no Estado de São Paulo, uma na capital e outra no município de Cotia, faz uma avaliação com base na grande experiência que apresenta sobre este mercado. Ele acredita que por volta de 70 empresas do ramo sejam responsáveis pela transformação de 70% a 80% dos materiais soprados no País. Para ele, deve haver em torno de seiscentas empresas pequenas que se responsabilizam pelo resto da produção. “Mas esses números são apenas uma estimativa”, reforça.

    Plástico Moderno, Alberto Gama, diretor-industrial da Allplas, Máquinas - Sopradoras - Economia aquecida eleva procura por máquinas com maior produtividade

    Gama: escolha do equipamento é feita conforme o retorno desejado

    Nacionais e importados – O perfil de empresas permite a divisão do mercado em diferentes nichos, atendidos ou pelos importadores ou pelos fabricantes nacionais de sopradoras. Quando o assunto é matéria-prima, a divisão é bem nítida. Os transformadores de produtos de PET ou fabricados em outras resinas processadas por injection-strech-blow e injection-blow não contam com equipamentos nacionais.

    “Em geral, essas máquinas são bastante sofisticadas e vêm dos Estados Unidos e da Ásia, em especial do Japão. A Europa também vende equipamentos do gênero por aqui, mas em menor número”, avalia Gama. Os fabricantes de peças de PEAD, PEBD, PP e outras resinas têm a opção de equipamentos nacionais. “Temos alguns bons fabricantes por aqui”, emenda.

    Um outro perfil do mercado pode ser traçado de acordo com os segmentos atendidos. As empresas que produzem para os mercados de higiene e limpeza e de cosméticos têm características comuns. Os transformadores que atendem as grandes companhias ligadas a esses nichos e também os representantes desses produtos que verticalizam a produção de embalagens adquirem equipamentos muito sofisticados, importados. Os que abastecem os clientes menores, sujeitos a produções de quantidades de embalagens mais modestas, têm a opção de escolher entre máquinas importadas ou nacionais.

    Também similares são as características dos transformadores atuantes nas indústrias farmacêuticas e alimentícias, ou as empresas desses setores produtoras de suas próprias embalagens. “Por serem segmentos nos quais os produtos precisam ser fortemente protegidos contra contaminação, todos os fabricantes de produtos soprados, quaisquer que sejam os seus portes, precisam atuar dentro de limites de qualidade bastante rígidos”, explica Gama. Mais uma vez, os equipamentos importados ficam com a principal fatia do mercado.

    Transformadores ligados a outros setores, como os de embalagens para produtos agrícolas, automobilístico, de brinquedos ou fabricantes de autopeças, escolhem as sopradoras de acordo com a característica das encomendas de seus clientes. São setores nos quais, conforme o caso, máquinas nacionais e importadas concorrem mano a mano.

    Por enquanto, a incômoda concorrência das máquinas chinesas, que está atrapalhando vários segmentos da indústria de base nacional – caso das fabricantes de injetoras para plásticos, por exemplo – não perturba os produtores nacionais de sopradoras. Há, entre os compradores de máquinas, uma desconfiança em relação aos equipamentos do gênero vindos da terra de Mao Tsé-tung.

    Entre os entrevistados, é unânime a opinião de que o sopro exige conhecimento técnico e proximidade para resolver possíveis problemas nas linhas de produção. Eles afirmam que não se pode correr o risco de paralisações por problemas como defeitos nos equipamentos e falta de peças de reposição.

    “Recebemos propostas de empresas chinesas, coreanas, mas achamos preocupante adquirir essas máquinas, não podemos correr o risco de paralisar o fornecimento de peças para os nossos clientes”, resume João Carlos Bobadilla, gerente de qualidade da transformadora Farmaplast. “Existem algumas máquinas da China e da Coréia do Sul com boa aparência. O preço é bom, mas elas não nos transmitem segurança, não sabemos se no final a economia valerá a pena. No Brasil, existem boas máquinas, com qualidade e assistência técnica satisfatórias, que compramos de olho fechado”, reforça David Perez, gerente de marketing da transformadora Poly-Blow.

    Soluções tecnológicas – O impressionante avanço da tecnologia transformou de forma significativa a capacidade de produção das sopradoras. Hoje, um equipamento de qualquer marca ou modelo fabrica um número de peças muito acima dos similares fabricados há dez anos. E com repetibilidade de ciclos mais eficiente.


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