Máquinas e Equipamentos

27 de novembro de 2007

Máquinas – Extrusoras – Diferencial competitivo nas embalagens flexíveis, as co-extrusoras avançam entre os transformadores

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Reinaldo Fantozzi Junior, diretor, Máquinas - Extrusoras - Diferencial competitivo nas embalagens flexíveis, as co-extrusoras avançam entre os transformadores

    Fantozzi elogia máquina local e valoriza parceria

    Melhores condições de competitividade e maior produtividade ainda norteiam os investimentos em máquinas para extrusão de filmes. Com esses propósitos, a indústria de transformação aposta cada vez mais em tecnologias que proporcionem a produção de filmes de múltiplas camadas, de maior valor agregado: as co-extrusoras. Além do melhor desempenho, as películas resultantes desse processo oferecem amplo leque de empregos específicos e ainda podem se diferenciar em aplicações tradicionais como embalagens para leite, fraldas etc. “Não há o que se discutir, o momento é de investimentos maiores em filmes co-extrudados”, afirma Rogério Mani, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief). Por requerer investimento maior, a co-extrusão avança mais rapidamente nas grandes empresas de transformação. No entanto, injetar recursos nesses equipamentos de alto valor agregado pode significar um diferencial de mercado para transformadores de médio porte, como é o caso da Plasfan, de Itapecerica da Serra-SP, que adotou por estratégia a migração para materiais mais nobres. A empresa, que contava com sete máquinas para filmes monocamadas e duas linhas de co-extrusão para três camadas, em sua última aquisição, realizada neste ano, privilegiou um equipamento capaz de processar até sete camadas. “Se optasse pelo de cinco camadas, daqui a dois ou três anos teria que comprar o de sete, e com o de sete produzimos tanto filmes de cinco como de sete camadas”, pondera o diretor Reinaldo Fantozzi Junior.

    Plástico Moderno, Máquinas - Extrusoras - Diferencial competitivo nas embalagens flexíveis, as co-extrusoras avançam entre os transformadores

    Co-extrusão de sete camadas da Plasfan processa em torno de 200 quilos por hora (detalhe)

    Na opinião dele, essa é a tendência do mercado. Hoje, na estrutura de sete materiais, ele combina duas camadas de polietileno intercaladas com duas camadas de poliamida e adesivo (PE/adesivo/PA/adesivo/PA/adesivo/PE). O investimento teve por objetivo atender os clientes do setor frigorífico, mas hoje, além desse, supre também os mercados de massa e carne seca.

    Essa nova célula produtiva absorveu quase R$ 4 milhões. “Só as co-extrusoras exigiram cerca de R$ 3 milhões”, contabiliza Fantozzi. Capaz de processar em torno de 200 quilos por hora, o maquinário gera em torno de 160 toneladas mensais de embalagens e está com 60% da sua capacidade tomada. Entre os mercados potenciais, o diretor vislumbra a produção de embalagens multicamadas para leite, com vida de prateleira de três meses.

    Relação sólida – Todas as extrusoras e co-extrusoras em operação na Plasfan têm fabricante único: a brasileiríssima Carnevalli. Quesito dos mais importantes, a tecnologia responde a contento: “O equipamento trabalha bem, atende às necessidades”, diz Fantozzi. Na avaliação dele, a qualidade dos filmes se equipara à obtida em máquinas importadas. “Confere planicidade, homogeneização muito boa, ótima precisão e variação mínima”, elogia.

    Entre os diferenciais da co-extrusora, o diretor destaca o controle de matriz ativa Multipoint, dispositivo que controla e equilibra a oscilação de temperatura e evita variações de espessuras; e os alimentadores com dosadores gravimétricos equipados com quatro misturadores. “O equipamento faz a mistura automaticamente de até quatro materiais, dosando uniformemente as porcentagens, sem variações”, ressalta. Como resultado, são produzidos filmes com variação máxima na espessura de cerca de 3,5%.

    O transformador também acredita que a parceria o favorece nos aspectos de assistência técnica e reposição de peças, além de melhor relacionamento com o fornecedor e alguns benefícios do ponto de vista financeiro. “Ganhamos agilidade na assistência técnica e melhores negociações em novas compras”, comenta.

    Com a aquisição da co-extrusora, a capacidade nominal da Plasfan chega atualmente a mil toneladas mensais, mas deve ser expandida de novo em breve. Os planos de Fantozzi contemplam investimentos da ordem de R$ 1,5 milhão destinados a uma mono-extrusora de grande porte. “A capacidade em mono está muito apertada”, justifica o diretor. A máquina, ao que tudo indica, mais uma Carnevalli, deverá processar em torno de 300 quilos por hora, convertidos em capacidade adicional de 300 toneladas mensais.

    Os investimentos continuam, mas o mercado oscilou muito neste ano. O crescimento não tem sido contínuo, na opinião de Fantozzi, que tem o seu foco na indústria de alimentos. As embalagens para esse setor correspondem a 80% das vendas, puxadas pelo segmento frigorífico – o carro-chefe. E a intenção é manter esse mesmo rumo.

    Plástico Moderno, Ronaldo Mello, diretor da Itap Bemis, Máquinas - Extrusoras - Diferencial competitivo nas embalagens flexíveis, as co-extrusoras avançam entre os transformadores

    Mello: compra de extrusoras segue passos da sua matriz

    A estratégia da Plasfan é migrar para o segmento de embalagens especiais, onde a concorrência é muito menor. “A área de alimentos conta hoje com mais de seis mil fornecedores de embalagens, porém, as de maior valor agregado, de cinco camadas, com apenas cerca de quinze empresas”, estima. Na avaliação dele, o setor alimentício é o que hoje mantém melhor a rentabilidade e conta com poucos transformadores dispostos a investir em tecnologia para produzir embalagens de maior valor agregado.

    Tecnologia de ponta – Recursos de última geração em equipamentos europeus e americanos norteiam sempre os investimentos na Itap Bemis, unidade de flexíveis e encolhíveis da tradicional Dixie Toga, com diversas fábricas no País. Pautada pelos desenvolvimentos de sua matriz americana, a Bemis Company Inc., maior fabricante de embalagens flexíveis dos Estados Unidos, a transformadora brasileira tem por estratégia empreender constantes investimentos, ora com o objetivo de expandir a capacidade, ora com fins de modernização, informa Ronaldo Mello, diretor da Itap Bemis.


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