Máquinas e Equipamentos

27 de novembro de 2007

Máquinas – Extrusoras – Altas produções e recursos de ponta balizam as compras de extrusoras para tubos

Mais artigos por »
Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
+(reset)-
Compartilhe esta página

    O bom desempenho de importantes segmentos, como construção civil e indústria automotiva, aliado a perspectivas promissoras de investimentos de peso em saneamento básico e infra-estrutura, e, ainda, o aprimoramento tecnológico que resultou no desenvolvimento de resinas capazes de conferir resistência mais elevada à pressão no transporte de fluidos como água e gás, alavancaram a produção de tubos e incentivaram investimentos em linhas de extrusão. “O mercado de tubos se aqueceu e o momento é oportuno para investir”, atesta Roberto Marcelo Gadotti, diretor-comercial da Sóllitta, grupo gestor da FGS, de Cotia-SP, produtora de tubos de polietileno e conexões para gás, água e saneamento. No entender dele, o mercado de infra-estrutura tem enorme potencial para a instalação de tubos, perspectiva que o levou a investimentos da ordem de R$ 6 milhões. A injeção de recursos contemplou a aquisição recente de duas linhas de extrusão e a implantação de uma nova fábrica, que deve ocupar cerca de 8 mil m² para acomodar a expansão.

    Plástico Moderno, Roberto Marcelo Gadotti, diretor-comercial da Sóllitta, Máquinas - Extrusoras - Altas produções e recursos de ponta balizam as compras de extrusoras para tubos

    Gadotti planeja produzir diâmetros até 1.200 mm

    A maior das células produtivas, com negócio alinhavado no Brasil e concluído na Alemanha, durante a feira K, realizada no final de outubro, absorveu quase um milhão de dólares. Fabricada pela austríaca Cincinatti, tem 97 metros de comprimento e capacidade para processar em torno de 570 toneladas mensais de tubos com até 400 mm de diâmetro. O diretor da FGS conta que o projeto de aquisição estava previsto para 2009, porém, surgiu a oportunidade de pronta-entrega do equipamento, que ele considerou bastante interessante, e fechou o negócio. “Devemos recebê-la no início do ano”, comemora Gadotti. A ampliação também contou com uma nova linha de frente (equipamentos de vácuo, resfriador, corte etc.) adquirida da italiana Bausano, que ao chegar será incorporada à linha de co-extrusão já em operação na fábrica, empregada na produção de tubos com três camadas (polietileno na parte externa, adesivo e poliamida no interior), específicos para a condução de combustível. A empresa dispõe atualmente de duas linhas de co-extrusão para produzir tubos desde 12,7 mm de diâmetro. Com a entrada em operação, no início do próximo ano, das linhas da Cincinatti e da Bausano, a capacidade instalada da empresa subirá de 400 t mensais para 650 t mensais. Em julho deste ano, a FGS efetivou um contrato com a Comgás e investiu na compra de novo cabeçote para a produção de tubos de 250 mm. O aumento de diâmetros para até 400 mm tem novos endereços: “Penetraremos com maior força em mineração e saneamento”, planeja Gadotti, que considera sua empresa uma das mais bem preparadas do mercado. “Nossos produtos possuem diversas certificações nacionais e internacionais.”

    Questões de ordem tecnológica embasam a opção do diretor por equipamentos importados. Na opinião dele, os nacionais não conseguem atingir o nível de capacidade de produção dos estrangeiros. “Nem a Bausano tem máquina para processar 800 quilos por hora, que é a capacidade da nova linha da Cincinatti”, comenta.

    Diâmetros maiores – De olho nos segmentos de mineração e água, os projetos de crescimento vão além. Estão nos planos de Gadotti: investir ainda em mais duas outras linhas de extrusão, uma para elevar os diâmetros a 800 mm e outra a 1.200 mm. Com a nova capacidade produtiva e amplitude maior nos diâmetros, o diretor pretende também elevar as exportações e atingir novos mercados. “A América Latina, a África e o Caribe têm consumo para esses diâmetros e não têm produção local”, vislumbra. Nos cálculos de Gadotti, os negócios de tubos da FGS cresceram cerca de 12% neste ano. Dentre os segmentos usuários, o que despontou com maior demanda foi o de tubulações para gás. A propósito, a extrusão de tubos representa cerca de 30% dos negócios da empresa, que também atua com rotomoldagem e produção de acessórios metálicos (conexões, válvulas, flanges etc.). “A extrusão é a área que exige maior investimento.”

    Plástico Moderno, Aldo Passos Batista, diretor da Poly Easy, Máquinas - Extrusoras - Altas produções e recursos de ponta balizam as compras de extrusoras para tubos

    Batista optou por máquinas da marca do seu parceiro

    Ingresso nos tubos – Depois de dez anos de atividades no mercado de tubulações poliolefínicas (PE e PP) com a oferta de conexões, máquinas, acessórios, ferramentas, treinamento e tecnologia de instalação, a Poly Easy, de Barueri-SP, firmou um acordo com a italiana Nupi e incorporou à fábrica os únicos produtos que não dispunha: os tubos.

    Os primeiros traçados do projeto surgiram quando a Nupi, com reconhecimento mundial por seu know-how na produção de tubos, propôs à empresa brasileira licenciar a sua tecnologia e agregar negócios novos ao grupo. O diretor da Poly Easy, Aldo Passos Batista, gostou da idéia e aproveitou a oportunidade.

    A implantação da joint venture ocorreu ao longo de 2006 e o início das operações da nova empresa, denominada Nupi Brasil, ocorreu em maio deste ano. A capacidade da nova fábrica atinge algo em torno de 100 a 150 toneladas mensais, dependendo do mix de produtos, que abrange tubos de polietileno ou de polipropileno com diâmetros de 20 mm até 125 mm, alguns de co-extrusão dupla, outros, tripla.

    A nova fábrica exigiu investimentos da ordem de US$ 500 mil na aquisição de uma linha para co-extrusão de até três camadas da alemã Krauss Maffei, além de todos os acessórios necessários à produção dos tubos, que inicialmente atingiam diâmetro máximo de 110 mm. “Recentemente incorporamos novas matrizes para diâmetros de 125 mm”, informou Batista.


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *