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14 de outubro de 2013

K 2013: Cadeia do plástico ganha uma injeção de ânimo na maior feira mundial do setor

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Plástico Moderno, K 2013: Cadeia do plástico ganha uma injeção de ânimo na maior feira mundial do setor
    Texto de Marcelo Furtado e fotos: divulgação

    Está tudo pronto para o maior evento mundial da indústria do plástico e da borracha, a feira alemã K, de Düsseldorf, marcada para o período de 16 a 23 de outubro no imenso pavilhão com 170 mil metros quadrados de área útil de exposição ocupados. Como jamais deixou de ocorrer, e mesmo com a crise econômica global, que começa a dar sinais de lenta recuperação, a K ampliou seu número de expositores. Apesar de representar apenas um pequeno acréscimo, neste ano 3.100 expositores, de 60 países, darão o ar da graça. Na última edição, de 2010, foram 3.094 empresas, de 56 países, que ocuparam 162 mil m2 da Messe Düsseldorf.

    A manutenção da grandeza da feira soa como alento para os organizadores, que esperavam no decorrer do intervalo desde a edição de 2010 um impacto negativo maior sobre os resultados conseguidos. Durante a apresentação da K aos jornalistas da imprensa internacional especializada, no começo de julho, para a qual a reportagem de Plástico Moderno foi convidada, era nítida a preocupação com a baixa na economia europeia. A menor produtividade de clientes importantes, como a indústria automotiva e a de construção, e o aumento nos preços da energia e das matérias-primas são os atuais “fantasmas” que rondam a Europa.

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    Mas o próprio descontentamento com o desempenho europeu motiva as expectativas com a K, a feira mais global do setor, que pode alavancar negócios em partes do mundo menos afetadas pela crise econômica. Essa é a esperança, pelo menos, do presidente da K 2013, Ulrich Reifenhäuser, que identifica oportunidades no Japão, em crescimento surpreendente, nos Estados Unidos, país que já demonstra sinais de recuperação, principalmente por causa da disponibilidade de energia barata por meio do gás de xisto, e até na China, que antecipou uma projeção de crescimento de 7% em 2013.

    A avaliação de Reifenhäuser, também um dos sócios-proprietários da fabricante homônima de máquinas extrusoras, não esquece o desempenho fraco da Europa. Segundo ele, é unanimidade entre os empresários do ramo a previsão de que 2013 no mínimo será estável, com pequena queda nas vendas na pior das hipóteses, e, mais provavelmente, na melhor, com ligeiro crescimento. Neste último cenário, para ele, a realização da K dará novo ímpeto ao setor, em virtude da grande quantidade de inovações previstas.

    Uma análise dos expositores da K 2013 revela que, entre os 60 países representados, os fornecedores da Alemanha, Itália, Áustria, Suíça e França continuam a ser os mais presentes. Uma característica da atual exposição que chamou a atenção de Reifenhäuser foi o fato de as empresas de países mais fortemente afetados pela crise do euro não terem desistido da exposição. “Percebemos que fornecedores espanhóis, italianos e gregos mantiveram participação estável em comparação com 2010 e, em alguns casos, registraram presença até mais importante”, disse.

    Mas o que chama mais atenção é a crescente participação de expositores asiáticos, o que para o presidente da K demonstra uma clara mudança no cenário global da indústria do plástico. A curva ascendente passou a se revelar de maneira mais rápida desde a K 2010. A área útil de exposição ocupada pelos cinco grandes países asiáticos (China, Taiwan, Índia, Japão e Coreia do Sul) crescerá quase 1/3 na próxima exposição, passando dos 18 mil metros quadrados de 2010 para 25 mil m2 em 2013.

    Outra participação que mereceu destaque na computação final dos expositores foi, em primeiro lugar, a das empresas norte-americanas, que, segundo Reifenhäuser, voltaram com carga total, ocupando 5.300 m2, contra os 4.400 m2 de 2010. Também vale citar o aumento da crescente indústria turca plástica, cujas fornecedoras estarão presentes em 4 mil m2 da Messe Düsseldorf, um aumento de mil m2 em comparação com 2010.

    Logicamente, a presença dos fornecedores alemães continua sendo a principal, com 43% da área total de exposição. Mantendo a tradição, apesar da crise forte local, a Itália aparece como a segunda mais representada na feira, com 26 mil m2, seguida pela China (9.600 m2), Áustria (8.100 m2), Suíça (6.400 m2), Taiwan (6.100 m2), Índia (5.300 m2), Holanda (4.700 m2) e França (4.500 m2). Os expositores brasileiros registrarão queda na participação, com somente dez expositores e 1.670 m2 de área ocupada, contra 14 e 1.433 m2 de 2010 (os estandes – possivelmente o da Braskem colaborará com isso – serão maiores).

    Como sempre, as áreas dedicadas a máquinas e equipamentos serão as maiores, o que não foge à regra neste ano. Os fornecedores do segmento ocuparão 119 mil m2, 4 mil a mais do que em 2010, ficando nos pavilhões de 1 a 4 e nos de 9 a 17. As empresas de matérias-primas ficarão com 37.500 m2 de área de exposição, enquanto as de bens semimanufaturados, componentes industriais e plásticos reforçados ocuparão 11 mil m2.


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