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24 de dezembro de 2007

K 2007 – Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

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Publicado por: Marcio Azevedo
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    Plástico Moderno foi à Alemanha e trouxe algumas das novidades lançadas em Düsseldorf. A cobertura se dividirá em duas edições, a começar pelas resinas e aditivos, passando, na próxima edição, às máquinas e aos expositores brasileiros.

    Plástico Moderno, Thomas Grimaud, gerente-geral do negócio de poliamidas, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

    Grimaud: Arkema lidera produção de PA renovável

    Nos estandes dos produtores de polímeros, além da incessante busca por aumento de desempenho combinada com redução de custos, identificou-se claramente a preocupação com o desenvolvimento de alternativas baseadas em fontes renováveis para os polímeros descendentes da cadeia petroquímica. Além dos produtos mais antigos destinados a embalagens, as resinas de engenharia começam a se tornar mais conhecidas, algo impensável há algum tempo em virtude dos requerimentos técnicos necessários a esses materiais.

    A Arkema, criada em 2004 oriunda da Atofina Chemicals, é “a líder indiscutível em poliamidas de alto desempenho com base em fontes renováveis”, nas palavras do gerente-geral do negócio de poliamidas, Thomas Grimaud. “Não se trata de PA 6 ou 6.6, plásticos de engenharia, com maiores volumes de vendas, mas de especialidades com alto desempenho e valor agregado”, diz.

    A Arkema se abastece de óleo de mamona no Brasil, Índia e China (é a maior compradora do mercado) e refina-o no sul da França, polimerizando as matérias-primas obtidas. Toda a produção da PA 11 Rilsan já é baseada em carbono renovável e a aplicação típica são os dutos para combustíveis em automóveis, incluindo biocombustíveis. A companhia alega que a produção do plástico emite 40% menos CO2 que a de poliamidas convencionais e ainda consome menos energia.

    Grimaud apresentou duas novas séries de produtos renováveis. São marcas já conhecidas do mercado – Pebax (elastômero termoplástico de alto desempenho, muito utilizado em roupas esportivas) e Platamid (adesivo hot melt com grande uso em têxteis) –, mas as primeiras com base em óleo vegetal. O Pebax Rnew é produto da química das aminas de 11 carbonos, usa a PA 11 Rilsan como bloco poliamida e suas propriedades mecânicas e de processamento são muito próximas das do polímero fóssil. Os mercados em que a demanda por renovabilidade está mais acentuada são o esportivo e o de eletroeletrônicos, segundo Grimaud, e é neles que a resina estará posicionada. O adesivo Platamid Rnew, também obtido integralmente do óleo de mamona, é destinado à indústria automobilística, pois atende a restrições quanto à emissão de compostos orgânicos voláteis (VOCs) do padrão de teste VDA 278 e possui propriedades semelhantes ao Platamid fóssil. O portfólio de polímeros técnicos também passa a oferecer o elastômero e a poliamida Pebax Clear e Rilsan Clear, em versões de alta transparência, em resposta à demanda crescente, em particular do mercado esportivo.

    A expositora francesa de fato atentou para essa tendência e lançou, por outra unidade de negócios, um PVC clorado (cPVC) obtido por pós-clorinação iniciada por radiação ultravioleta. Ele mantém as propriedades clássicas do cPVC (menor emissão de fumaça, maior resistência ao fogo e ao calor), além de alta transparência – uma qualidade nova para esse polímero, segundo Frédéric Loussayre, gerente do negócio de cPVC. As aplicações possíveis são embalagens para alimentos adequadas para pasteurização, ou cartões de créditos, entre outras.

    Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

    Aditivo melhora propriedade do PLA

    Melhorando o PLA – A Arkema, além de suas próprias biorresinas, ainda lançou aditivos para o ácido poliláctico (PLA). O material tem sido considerado um dos principais candidatos à substituição de resinas de origem fóssil como PET, PS, PE e PVC, principalmente em embalagens de alimentos (filmes e chapas). Mas suas propriedades mecânicas (baixa resistência ao impacto, baixa temperatura de distorção ao calor, baixa elasticidade do fundido e elevada sensibilidade ao cisalhamento) impedem que atenda a requerimentos técnicos, a menos que seja aditivado. A companhia lançou a linha Biostrenght de aditivos específicos para PLA. Há modificadores de impacto que melhoram as propriedades do plástico em temperatura ambiente e temperatura baixa e não prejudicam as características de transparência. Em breve, de acordo com Stéphane Girois, gerente de desenvolvimento de novos mercados, a linha será completada com soluções de alto impacto e alta transparência e também já estão disponíveis aditivos que duplicam a elasticidade do fundido, permitindo até a reciclagem do bioplástico. Esse grade, Biostrenght 700, também ataca os problemas de absorção de água e degradação durante o processamento comuns a poliésteres como o PLA, minimizando a necessidade da etapa de pré-secagem. São características, conforme Girois, muito desejáveis para as aplicações às quais o PLA se propõe, em particular em sopro e termoformagem.

    A DuPont deu grande destaque para a expansão do portfólio de polímeros com base em fontes renováveis na K. Além do apelo ambiental, a empresa tem descoberto, segundo o líder global da área de tecnologia, Dr. Nandan Rao, que as novas opções, em muitos casos, oferecem desempenho igual ou superior aos plásticos fósseis.

    A base para alguns desses desenvolvimentos foi a criação de um substituto renovável para o 1,3-propanodiol (PDO) e o 1,4-butanodiol, denominado Bio-PDO. Ele é utilizado nos termoplásticos reforçados com fibra de vidro da linha Sorona EP, com propriedades semelhantes às do PBT, porém com melhores estabilidade dimensional e acabamento da superfície. O Bio-PDO também entra na composição dos polióis usados na fabricação do TPE Hytrel RS, disponível apenas em amostras para testes, por enquanto, e o Biomax RS 1001, um politrimetil tereftalato (PTT) para a injeção de embalagens rígidas em substituição ao PP. O portfólio de biopolímeros ainda conta com o Selar VP, usado na produção de filmes permeáveis para embalagens em contato com alimentos que precisam “respirar”, como peixes frescos.


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