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24 de dezembro de 2007

K 2007 – Fabricantes mostram máquinas “verdes”, velozes e com novas funções no molde

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    A maioria dos 242 mil visitantes da última edição da K, a mais importante feira da indústria do plástico e da borracha, ocorrida de 24 a 31 de outubro em Düsseldorf, na Alemanha, tinha um interesse em comum muito bem definido. Além da vontade de saborear os imensos copos de weissbier, a cerveja de trigo alemã servida em vários estandes, duas de cada três pessoas consultadas por pesquisa da organização do evento afirmaram estar ali principalmente para ver as novidades em máquinas e equipamentos.

    O interesse só confirmou o que a cada vez mais internacional e bem-sucedida exposição já tinha conhecimento há muitas edições. A prevalência dos expositores do ramo mecânico continua em alta, seguindo uma tradição motivada tanto por causa da maior diversificação de tecnologias como pela consciência dos organizadores de que se trata de uma demanda crescente. Das 3.130 empresas, 1.900 eram produtoras de máquinas e sistemas fabris. Dos 17 pavilhões, 12 eram dedicados ao setor, representando uma ocupação de 115 mil m2 dos 170 mil m2 totais da feira. Com relação à K 2004, a ocupação de dois terços da área total de exibição representou um acréscimo de 2 mil m2 para os fabricantes de máquinas.

    As estatísticas econômicas explicaram também a forma de organizar a feira. Isso porque o mercado mundial de máquinas para plásticos e borrachas registra bom desempenho quase permanente. Levantamento da Associação da Indústria de Máquinas para Plásticos e Borrachas, ligada à federação alemã de engenharia industrial (VDMA), revela que as vendas globais do setor, em 2006, foram de 19,6 bilhões de euros, cerca de 6% a mais do que no ano anterior.

    E a tendência é de continuidade das boas perspectivas, tendo em vista que o processamento de plásticos cresce anualmente. Em 2006, de acordo com a associação dos produtores de plásticos europeus, a PlasticsEurope, foram processadas mundialmente 205 milhões de toneladas de materiais poliméricos, cerca de 15 milhões de toneladas a mais do que em 2005. Em uma faixa de comparação maior, de 1995 a 2005, o consumo global aumentou em dois terços e, até 2015, crescendo a uma média de 5% ao ano, o mesmo deve ocorrer. Já em 2007, a VDMA prevê 7% de incremento na produção global de máquinas para o setor. Com ganhos evidentes para o país anfitrião, visto que a Alemanha é o produtor-líder mundial, com market share de 25% e com desempenho recente, em 2007, acima da média, com crescimento acentuado no consumo interno de máquinas (23% a mais no primeiro semestre) e nas exportações (13%).

    Para todos os gostos – O cenário de prosperidade deve ter feito todos os visitantes (inclusive a minoria que afirmou na pesquisa estar lá por outro motivo) ficarem impressionados com a grande sinfonia de injetoras, sopradoras e extrusoras processando ao vivo toneladas de resinas, transformadas em baldes, cadeiras e vários outros artefatos oferecidos como brindes. Havia ofertas apropriadas ao gosto de um público bastante heterogêneo, formado por pessoas de mais de 100 nacionalidades, com demandas específicas a cada região de origem, desde as altamente tecnológicas até as mais rudimentares.

    Mas a vantagem de visitar a K é se atualizar com os avanços da tecnologia, o que deve ter sido possível mesmo para os visitantes mais interessados no simples e barato, demanda atendida pela grande quantidade de expositores da China, desde 2006 o segundo maior país fabricante de máquinas para plásticos e borrachas, com 13,7% do mercado, ultrapassando pela primeira vez a Itália (12,4%).

    Com a presença dos grandes fabricantes mundiais, que aguardam muitas vezes os três anos de intervalo da K para fazer anúncios importantes, houve novidades em todos os tipos de máquina. Mas, pela relevância, as três famílias mais importantes da transformação plástica – injetoras, extrusoras e sopradoras – merecem destaque. Não só porque basicamente são essas máquinas as responsáveis pelo grosso do processamento de materiais poliméricos, mas também em virtude do constante aperfeiçoamento a que estão sujeitas.

    Em injetoras, depois de consolidada a tendência das máquinas totalmente elétricas, o que vem ocorrendo na última década e ficou evidente com o aumento da oferta delas na K 2007, o destaque ficou por conta de novas tecnologias de aplicação, com a integração de etapas extras na célula do molde, para gerar artefatos complexos e com mais de um material agregado.

    Em extrusão, um ponto comum entre os expositores foi a busca por ciclos rápidos ao mesmo tempo em que modificações em cabeçotes e roscas proporcionavam melhor distribuição das resinas no filme, reduzindo consumo de matéria-prima e de energia, com a redução das temperaturas de fusão. Já em sopro, as novidades foram a repetição de tendência já amadurecida entre as injetoras, ou seja, a construção de unidades totalmente elétricas e, no caso da tecnologia de stretch blow-molding (SBM), a produção de garrafas PET mais leves e a conquista de ciclos mais rápidos.

    A reportagem de Plástico Moderno, presente na feira com a difícil tarefa de filtrar o imenso universo das máquinas apresentadas, relata a seguir os principais lançamentos e tendências dos três segmentos-chave do setor, começando pelas injetoras, em seguida pelas extrusoras e, por fim, pelas sopradoras.

    INJETORAS

    No campo da injeção, sempre há uma expectativa muito grande em torno dos lançamentos das empresas mais investidoras em tecnologia. E, como não poderia deixar de ser, foi outra vez entre elas que ficaram em evidência os desenvolvimentos envolvendo a integração de novas funções na moldagem, a principal tendência da K 2007 no segmento. Com o uso de processos robotizados, e complexos projetos de pesquisa com o apoio de universidades e outras corporações, várias amostras de integração de novas funções e operações na moldagem por injeção puderam ser vistas em meio à grande quantidade de injetoras “modernas mas convencionais” expostas nos estandes dos megagrupos.


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