Economia

28 de setembro de 2012

Interplast – Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões

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Publicado por: Rose de Moraes
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    O panorama internacional adverso e os indícios de uma recessão econômica no primeiro semestre surtiram efeitos positivos sobre a 7ª Interplast, a feira e congresso de integração da tecnologia do plástico, realizada de 20 a 24 de agosto nos pavilhões do Expoville, em Joinville, Santa Catarina. Potencializada pela realização da 1ª Euromold Brasil – Feira Mundial de Construtores de Moldes e Ferramentas, Design e Desenvolvimento de Produtos, promovida em paralelo, a 7ª Interplast cresceu em participação de expositores, visitantes e nas projeções de negócios pós-feira, que passaram a um montante de R$ 480 milhões. De acordo com a organizadora, a Messe Brasil, mais de 600 expositores e 28 mil visitantes, de 23 estados brasileiros e 23 países (em sua grande parte da América do Sul, Estados Unidos e Europa) prestigiaram a feira do plástico da cidade das 28 PLÁSTICO MODERNO – setembro, 2012 O flores, polo de transformação e metalmecânico, inserido na rota dos municípios brasileiros que mais deverão receber investimentos em capacitação técnica e infraestrutura, além de aportes de capital estrangeiro em unidades produtivas, planejadas por grupos europeus e asiáticos, interessados em investir em fábricas que garantam ganhos mais estáveis e duradouros e que possam ficar bem longe do centro da crise.

    Atraídos, enfim, por um caldeirão de oportunidades, muitas empresas estrearam na Interplast, movidas por poder participar da 1ª Euromold Brasil, a versão brasileira da feira de Frankfurt, na Alemanha, considerada a maior feira mundial de moldes, que se realizou neste ano em pavilhão anexo de 3.200 m 2 .

    “O Brasil precisa rever o modelo ultrapassado que está se exaurindo e que se baseia no estímulo ao consumo interno, promovendo novos investimentos e implementando inovações para alcançar avanços tecnológicos”, sentenciou em alerta o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico de Santa Catarina (Simpesc), Albano Schmidt. Segundo ele, as mostras acontecem num momento em que o setor plástico começa a revelar seu poder de recuperação, depois de um primeiro semestre fraco. Como ele informa, houve com uma queda na produção industrial de 2%, observada nos últimos doze meses, em comparação com o período anterior, enquanto o nível de emprego na indústria cresceu menos de 1% e os custos do trabalho aumentaram em 5,2%.

    “Os números acendem a luz amarela e nos fazem crer ainda mais na necessidade de educação em âmbito técnico, bem como na necessidade de promovermos uma revisão na legislação trabalhista, desonerando a mão de obra, de modo que a indústria brasileira se torne mais competitiva”, considerou o presidente do Simpesc.

    Também presente no evento, o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho, lamentou a queda no desempenho da produção de transformados plásticos em todo o país. “A produção vem caindo sucessivamente muito em decorrência do aumento dos custos produtivos das empresas brasileiras, o que leva muitas delas a enfrentar dificuldades na hora de competir com os concorrentes estrangeiros, que, além de penetrarem em mercados estratégicos ao redor do mundo, também aumentam a inserção de seus produtos no mercado doméstico”, afirmou.

    No ano passado, de acordo com dados estatísticos da Abiplast, o setor de transformação de plásticos respondeu pela criação de 4 mil novos postos de trabalho, 1,1% a mais em relação ao ano anterior, e consolidou sua posição como terceiro maior empregador da indústria no país. Mas, enquanto a demanda brasileira por transformados plásticos cresceu à ordem de 3% em relação ao ano anterior, as importações subiram 20%, no comparativo com o ano anterior, revelando, claramente, conforme afirmou Coelho, a perda de espaço para os concorrentes estrangeiros. “O setor de plásticos transformados, assim como toda a manufatura nacional, tem recebido duros golpes do Custo Brasil, com juros altos, impostos exagerados, deficiências de transportes e de logística, além da burocracia, sendo que tudo isso foi agravado, em 2011, pelo câmbio sobrevalorizado, que estrangulou ainda mais nossa capacidade de concorrer”, avaliou o presidente da Abiplast.

    “Internamente, porém”, continuou Coelho, “nossas fábricas são tão ou mais eficientes e competitivas do que as de numerosos países, mas, sob os efeitos danosos dos ônus que recaem sobre nossa produção, ficam em flagrante desvantagem”. Entretanto, para fugir do cenário negativo, ele recomenda atenção das empresas para as novas oportunidades que estão surgindo no Brasil nos próximos anos, abrangendo empreendimentos para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016, e, principalmente, decorrentes da exploração dos campos de petróleo localizados na área do pré-sal. “Para tanto, os empresários precisam se preparar para atender às novas demandas e isso só é possível com investimentos em máquinas e equipamentos mais modernos, e também em inovações, capacitação de funcionários e desenvolvimento tecnológico”, concluiu o presidente da Abiplast.


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