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22 de setembro de 2016

Interplast: Bons ventos mudam clima da feira e prenunciam retomada de negócios

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Interplast 2016 - Prévia: Boa localização e foco em tecnologia atraem visitação qualificada

    Plástico Moderno, Interplast: Bons ventos mudam clima da feira e prenunciam retomada de negócios

    Uma injeção de ânimo não faz mal a ninguém, em especial nestes tempos bicudos. A realização da Interplast e da Euromold Brasil, realizadas entre 16 e 19 de agosto em Joinville-SC, despertou otimismo entre representantes das mais de 380 marcas presentes, ligadas aos setores de plásticos, moldes e ferramentaria. A expectativa, entre os negócios fechados in loco e as conversas iniciadas durante a exposição, é de que no período de um ano sejam gerados negócios na casa dos R$ 350 milhões.

    Os eventos têm a assinatura do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina (Simpesc) e são organizados pela Messe Brasil. O mercado de Santa Catarina é o segundo maior entre os estados brasileiros quando o assunto é indústria do plástico, ficando atrás apenas de São Paulo. Lá se encontram perto de mil indústrias de transformação e são processadas cerca de um milhão de toneladas por ano de resinas.

    Plástico Moderno, Spirandelli: supresa positiva ao contabilizar os resultados

    Spirandelli: supresa positiva ao contabilizar os resultados

    Para Richard Spirandelli, diretor da Messe Brasil, a feira foi uma surpresa agradável, em especial pelo atual momento econômico. “Encerramos esta edição muito confiantes e com a certeza de que a economia está aos poucos se recuperando”. Para ele, o retorno positivo dos expositores mostra a força do Sul do Brasil, em especial de Santa Catarina, como polo transformador e mercado consumidor da cadeia de fornecimento do plástico.

    Alguns números são apresentados pela organização para justificar a sensação positiva. Ao todo, os dois eventos receberam 22 mil visitantes, dos quais 50% tinham cargos de decisão (gerente, diretor, sócio, coordenador). A maioria ligada aos setores de embalagens (alimentos, bebidas, farmacêuticos, produtos de limpeza e cosméticos), engenharia, construção civil e automotivo. Além do público vindo de quase todos os estados do País, destaque para representantes de dezessete países de todos os continentes.

    Entre as pessoas que conferiram os produtos exibidos, 27% procuraram por novos fornecedores e 45% por novos produtos. “Os dados corroboram o fato de que as empresas estão procurando por tecnologias, novidades e novos parceiros”, observa Spirandelli. Outro dado de destaque são os setores de interesse dos visitantes. Na Interplast, o motivo de maior interesse entre os visitantes foram máquinas e equipamentos, matérias-primas e produtos plásticos. Na Euromold, chamaram a atenção as novidades sobre moldes (injeção, extrusão termoformagem, sopro), componentes de moldes e matrizes, design, digitalização e prototipagem. “Na Euromold encontramos o processo de desenvolvimento de produtos. Nesta edição percebemos uma grande procura por esses expositores, o que aponta para novo ciclo de investimento”, comenta.

    Em paralelo às exposições, cerca de 600 pessoas acompanharam as doze palestras técnicas e os quatro minicursos oferecidos pelo Cintec Plásticos – Congresso de Inovação Tecnológica. Especialistas em suas áreas debateram as novidades do setor, falaram dos desafios, tendências e abordaram evoluções em produtos e processos. Outra atividade, a 2ª Rodada de Negócios do Setor Plástico reuniu 31 fornecedoras para negociarem com dez empresas âncoras. O evento foi realizado em um dia e a expectativa é de que gere em torno de R$ 1 milhão em negócios nos próximos 12 meses.

    Repercussão, parte I – Profissionais com cargos elevados de algumas das principais empresas participantes da Interplast deram depoimentos positivos sobre os resultados obtidos durante o evento. Glauco Machado, gerente de vendas de máquinas para processamento de plástico da Romi, mostrou-se muito satisfeito. “Temos participado da Interplast desde a primeira edição e, neste ano especificamente, fomos surpreendidos positivamente pelo movimento, que está muito maior do que na edição anterior. Recebemos novos clientes e fechamos bons negócios.” A Romi apresentou em seu estande a injetora EN 220, a sopradora P 5L e o centro de usinagem vertical D800.

    Para Newton Zanetti, diretor comercial da Pavan Zanetti, fabricante de sopradoras e injetoras, a Interplast é uma feira com apelo tecnológico, com visitações voltadas a interesses técnicos e normalmente os expositores trazem novidades. “Trata-se da segunda maior feira brasileira em porte e importância no setor plástico, em uma região que tem muitas indústrias e ferramentarias voltadas à injeção e ao sopro, o que nos incentiva a participar do evento”.


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