Máquinas e Equipamentos

29 de novembro de 2008

Injetoras – Moldador se queixa da assistência pós-venda

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Injetoras - Moldador se queixa da assistência pós-venda

    Unipac fábrica de embalagens e peças de precisão, entre outras

    Por mais simples que seja o projeto da peça a ser produzida, a compra de uma ou algumas injetoras não é tarefa das mais fáceis. A escolha passa por vários critérios até o momento do transformador bater o martelo com o fornecedor eleito. Certos projetos requerem equipamentos com alta tecnologia agregada, de alta confiabilidade, precisão de ciclo e repetibilidade, entre diversos parâmetros. Outros, menos exigentes, não necessitam de tão alto desempenho ou grandes recursos da injeção. Da produção das peças mais simples às mais complexas, algumas observações dos moldadores, porém, soam no mesmo tom, tais como considerar fundamentais às máquinas embutir dispositivos de segurança e operar com o menor consumo energético possível. Uma assistência técnica ágil e eficiente no pós-venda, profissionais bem treinados e capazes de auxiliar o usuário a tirar o máximo proveito do equipamento adquirido, e garantia de peças para reposição também somam altos pontos pró ou contra a marca disposta a entrar nas dependências dos transformadores.

    Plástico Moderno, Luiz Afonso Cortez, diretor-operacional da Indeplast, Injetoras - Moldador se queixa da assistência pós-venda

    Cortes: faltam técnicos com mais conhecimento sobre os processos

    Para começar, o construtor brasileiro de máquinas ainda derrapa no atendimento pós-venda. “As empresas nacionais devem melhorar o nível”, pedem Marcos Antonio Ribeiro, vice-presidente, e Yujiro Kenmochi, diretor-industrial da Unipac, de Pompéia-SP, uma empresa com mais de trinta anos de atuação no setor, dona de 125 máquinas de transformação de plástico (entre injeção e outros processos), distribuídas por três unidades fabris em São Paulo (Pompéia, Regente Feijó e Santa Bárbara). Atua em diversos segmentos de mercado, entre os quais embalagens e peças de precisão. “A agilidade na assistência técnica e senso de urgência dos representantes credenciados são fatores considerados na escolha da marca”, declara Kenmochi.

    Diretor-operacional da Indeplast, Luiz Afonso Cortes também aponta falhas na pós-venda brasileira. Na opinião dele, faltam aos fabricantes de máquinas nacionais dispor de profissionais especializados em processo. “Alguns fabricantes europeus oferecem linhas voltadas para o mercado de embalagens e contam com uma equipe dedicada a isso”, ressalta.

    Para Cortes, a indústria brasileira ainda não desenvolveu uma tecnologia bem definida para o mercado de embalagens e não dispõe de pessoal especializado nessa área, capaz de apontar os recursos incorporados aos equipamentos e de auxiliar o cliente a explorá-los. “Não raro, os fabricantes têm muitos técnicos formadores, mas sem capacidade de regular a máquina e colocá-la em operação”, declara.

     

    Plástico Moderno, Injetoras - Moldador se queixa da assistência pós-venda

    Injeção de ciclo rápido em fábrica da Indeplast

    A Indeplast dispõe de capacidade para transformar cerca de 600 toneladas mensais em sua divisão de injetáveis, uma empresa do grupo chamada Costaplastic, situada em Pirassununga-SP. Operam nessa unidade 40 equipamentos, com 90% da produção destinada à injeção de tampas. O restante se refere a potes. Os conta-gotas são o carro-chefe da unidade. “Planejamos trocar cerca de dez equipamentos nos próximos cinco anos, à média de dois por ano”, revela o diretor.

    A intenção dele é a de optar por uma marca nacional e outra importada. “As européias, em particular, são mais confiáveis”, declara. Mas a escolha estará mais atrelada à tecnologia solicitada pelo projeto. Requisições de alto desempenho, confiabilidade, durabilidade, precisão de ciclo e repetibilidade direcionam a compra para as importadas.

    A configuração da fábrica aponta para a menor diversificação possível de máquinas. A concentração em poucas marcas minimiza problemas de manutenção e de processo, visto que os projetos das injetoras são diferentes: a hidráulica, o comando e outros recursos variam de um equipamento para outro. Portanto, a exigência de conhecimento cresce na mesma proporção da variedade. Quanto mais homogênea a fábrica, mais fácil será proceder à manutenção, à troca de moldes e executar o set up dos equipamentos, entre outros benefícios.

     

    Plástico Moderno, Marcos Antonio Ribeiro, Injetoras - Moldador se queixa da assistência pós-venda

    Ribeiro pede melhor nível nos serviços de atendimento técnico

    Hoje, informa Cortes, operam na unidade injetoras hidráulicas e híbridas. Apenas seis, no entanto, têm bandeira internacional: da suíça Netstal e da canadense Husky, dedicadas às produções de ciclo rápido, peças de parede fina e outros itens considerados críticos em precisão. O restante do parque industrial contempla injetoras da Romi e da Sandretto brasileira.

    “Na injeção de parede fina usamos moldes de múltiplas cavidades, moldes com acionamentos hidráulicos auxiliares e com supervisão dos movimentos, que exigem máquinas muito precisas, com manutenção dos parâmetros do processo, caso contrário, há muita geração de refugo”, explica o gerente de produção, Glênio G. Mares Guia Jr. Essas necessidades, na opinião dele, justificam a opção pelas máquinas européias.

    Reposição de peças é outro problema. “Se eu não for atrás de um terceiro, fico até 60 dias com a máquina parada”, reclama Cortes. A questão atinge principalmente peças críticas, como motor hidráulico, roscas, bombas e válvulas proporcionais. “Geralmente, não têm disponibilidade.”


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