Máquinas e Equipamentos

29 de novembro de 2008

Injetoras – Mesmo afetado pela desordem financeira, o setor comemora uma forte expansão

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    A situação econômica adversa provocada pela contração no crédito desencadeou um clima de apreensão entre os fornecedores de injetoras, que agora revêem as taxas de crescimento. Com as vendas em alta até a eclosão da turbulência financeira, a grande maioria evita palpites para o desempenho nos próximos meses. A única certeza no momento é de que os transformadores, antes dispostos a substituir equipamentos obsoletos, modernizar ou ainda expandir o seu parque fabril, puxaram o freio de mão.

    De janeiro a setembro, os negócios corriam solto para brasileiros e estrangeiros, com índices de expansão na casa dos dois dígitos sobre idêntico período do ano passado. A Battenfeld registrou alta de 15%. A Engel comercializou em torno de 60 máquinas e o crescimento bateu na casa dos 20%.

    A Arburg comemora o melhor ano de sua história de oito de operação como filial brasileira, com estimativa de um aumento de 60% em volume de vendas contra os anos 2007 e 2006. “O mercado interno forte no Brasil e a indústria automotiva produzindo no limite geraram uma grande procura por equipamentos. Também a questão cambial facilitou para os transformadores a aquisição de equipamentos de alta tecnologia”, avalia o diretor Kai Wender. Mas as vendas devem encolher nos últimos meses do ano. De qualquer modo, na opinião dele, o mercado brasileiro não é tão dependente do exterior.

    Otimista, Wender consegue até enxergar reflexos positivos no olho do furacão econômico, como a tendência de algumas empresas que importam, principalmente do mercado asiático, optarem por nacionalizar os equipamentos a fim de obter melhor competitividade com o dólar alto. “Em alguns setores podemos ver vantagens nesta situação.”

    Maior fabricante latino-americana de injetoras, detentora de cerca de 35% do mercado brasileiro, a Romi informa ter elevado em 9,8% as vendas de máquinas para plástico no acumulado do ano e depressão de 5,3% neste último trimestre, índices comparados com iguais meses do ano passado. Instalou 240 equipamentos desde janeiro, volume muito próximo ao do contabilizado em 2007, considerado um ano excepcional.

    A julgar pelos números declarados, a chinesa Haitian comanda as vendas no país neste ano, com 390 injetoras. Além dessas, ainda instalou outras cem, fruto dos negócios fechados em 2007, que chegaram a 670 injetoras, nas contas do gerente de vendas da Haitian América do Sul, Clécio R. Azevedo. “Lideramos o mercado brasileiro há quatro anos”, diz ele, certo de deter entre 36% e 38% do setor e disposto a conquistar 45%.

    Outra concorrente asiática do mercado, a Deb’Maq traz com exclusividade para o país as injetoras fabricadas pelo grupo Cosmos CML, considerado pelo importador um dos mais antigos e tradicionais da China. O gerente-comercial da representante brasileira, Venceslau Salmeron, estima que o crescimento nas vendas atingiu 50%, em volume de máquinas e em valor. Mas teme os reflexos da recessão mundial que já se avizinha: “Nosso mercado de bens de capital é sempre o primeiro a sentir o início de qualquer turbulência.”

    Contra as garras dos tigres – A forte concorrência em âmbito global, pressionada em particular pelos fabricantes asiáticos, impôs um redesenho drástico à indústria de injetoras para plástico, que buscou nas aquisições, fusões e parcerias o caminho para fortalecer posições, ganhar músculo competitivo e expandir mercados. No primeiro semestre do ano, esse enfoque conduziu empresas vetustas e pesos pesados do setor a trilhar novos caminhos: a alemã Krauss Maffei e a japonesa Toshiba firmaram um acordo de cooperação; também alemã, a Demag passou para as mãos da Sumitomo, outra companhia japonesa; e o grupo Wittmann incorporou a tradicional Battenfeld, ambos sediados na Áustria. Antes mesmo de virar o semestre, a brasileira Romi surpreendeu o mercado com o anúncio da aquisição dos ativos da Sandretto italiana (ver as edições de PM nº 402, de abril, pág. 84, e nº 404, de junho, pág. 56)

    Plástico Moderno, Marcos Cardenal, Engenheiro de vendas da Battenfeld do Brasil, Injetoras - Mesmo afetado pela desordem financeira, o setor comemora uma forte expansão

    Cardenal: periférico integrado à injetora reduz os custos

    A Krauss Maffei e a Toshiba apostam na cooperação estreita e integração entre o que de melhor cada uma oferece nos vários campos de atuação para desenvolver projetos conjuntos. A idéia é criar equipamentos com inovações que atendam às expectativas da transformação perante as atuais exigências do mercado globalizado.

    A disposição de avançar no mercado europeu pautou a decisão da Sumitomo, que manteve no mercado a marca Demag. O empreendimento complementou e ampliou as opções da japonesa, que só tinha em seu portfólio máquinas totalmente elétricas, acrescendo à sua produção anual 3 mil máquinas. Assim, sua capacidade subiu para 7,5 mil injetoras por ano, composta por modelos hidráulicos, híbridos e elétricos.


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