Máquinas e Equipamentos

8 de junho de 2009

Injetoras – Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

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Publicado por: Marcio Azevedo
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    Plástico Moderno, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Heinen: Himaco deixa de lado as elétricas, por enquanto

    Valeu. Essa foi a sensação dos fornecedores de injetoras que participaram da Brasilplast 2009, unânimes em confirmar o bom clima para negócios e novos projetos detectado na feira, apesar da cautela em decorrência dos efeitos da crise mundial no Brasil. Depois do impacto mais profundo nas vendas, sentido entre outubro do ano passado e março desse, o ensaio de uma pequena recuperação no mercado brasileiro de injetoras foi suficiente para atrair clientes interessados em

    Plástico Moderno, Cristian Heinen, gerente-comercial da Himaco, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Heinen: Himaco deixa de lado as elétricas, por enquanto

    novas máquinas, e ainda, dispostos a retomar planos congelados pelo medo do furacão financeiro e a discutir novas ideias.

    Até as tradicionais vendas realizadas durante a feira, mais intensas quando a economia vai bem, foram anunciadas – apesar de uma certa desconfiança que esse tipo de informação costuma gerar. Mais uma vez, os visitantes conferiram ao vivo diversas máquinas para a produção de embalagens, utilidades domésticas e peças técnicas, com a predominância de modelos hidráulicos, mas com a presença de diversas injetoras totalmente elétricas e algumas híbridas. O IML (in mold labeling), assim como na última edição da feira, foi uma aplicação escolhida por vários expositores para demonstrações no pavilhão do Anhembi. A tecnologia, embora ainda engatinhe no país, parece estar se disseminando mais rapidamente, na avaliação de alguns produtores de injetoras. A injeção em máquinas acionadas por servomotores é outra das famosas tendências que foi martelada na Brasilplast, mas fica evidente que o escopo da sua utilização não é consenso nem entre os fabricantes. Há quem ache que elas virão para ficar; alguns dizem que já vieram, enquanto outros não vêem grande futuro para esse tipo de injetora no Brasil.

    A Himaco, pioneira brasileira nesse equipamento, engavetou seus planos para máquinas elétricas. Cristian Heinen, gerente-comercial da Himaco, afirma que, no universo da empresa, a máquina 100% elétrica ainda é 40% a 50% mais cara que o modelo hidráulico de mesmo porte, uma diferença que, aliada à questão da resistência cultural à mudança, contribuiu para que a injetora elétrica da Himaco não decolasse. Os mercados potenciais para essa máquina, na visão de Heinen, seriam aplicações farmacêuticas e hospitalares, mas a empresa de Novo Hamburgo-RS não deve pensar no assunto nos próximos dois anos.

    Desperta mais esperança de sucesso o rebento introduzido na feira: uma injetora vertical com o conjunto de injeção

    Plástico Moderno, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Injetora vertical foi criada para automobilística

    posicionado por cima da máquina e que leva a um processamento muito preciso, desenvolvido para atender aos requerimentos de um cliente do setor automobilístico. O sucesso inicial do produto no cliente que o requisitou provocou as consultas de outros clientes do segmento de automóveis, que se configura como o primeiro potencial consumidor da novidade. A injetora não possui, diz Heinen, similar nacional, apenas importado, e também não é muito comum no mercado mundial. O gerente-comercial crê que há até um certo déficit por equipamentos do tipo, que pode favorecer as vendas da empresa.

    O grande sucesso de vendas da Himaco, no entanto, é a família Atis de máquinas hidráulicas, representada na feira por dois modelos, de 160 t e 200 t, lançados durante o evento. A linha conta com máquinas dotadas de bombas com maior galonagem, para conseguir maior velocidade no ciclo de produção sem o emprego de acumuladores, combinando preço e condição de venda que têm se mostrado muito atraentes para fabricantes de utilidades domésticas, principalmente, e brinquedos.

    O estande da empresa gaúcha também abrigou um modelo Dinamic 2200, com 220 t de fechamento, e que se soma às outras máquinas com acumulação da família, com 170 t e 180 t. Trata-se de outro modelo com vocação para as utilidades domésticas, em virtude da necessidade desse segmento por moldes maiores e com mais cavidades e da decorrente demanda por mais pressão na injeção. O gerente-comercial da Himaco informa, no entanto, que a clientela ainda resiste a esse tipo de injetora, porque “quer comprar com um preço mais barato, sem levar em conta a redução no consumo de energia que movimentos simultâneos, bombas de vazão variável e ciclos menores proporcionam”, afirmou.


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