Máquinas e Equipamentos

3 de junho de 2007

Injetoras – Máquinas elétricas e híbridas consolidam atuação no mercado

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Publicado por: Simone Ferro
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    Plástico Moderno, Injetoras - Máquinas elétricas e híbridas consolidam atuação no mercado

    Roboshot injetou copo em ciclo de 2,9 segundos

    Nas duas últimas edições da Brasilplast, as injetoras elétricas ou híbridas ocuparam posição de destaque em quase todos os fabricantes nacionais e estrangeiros. Este ano, teve menos “oba-oba” em torno dessas tecnologias, porém o mercado se apresentou mais consolidado, principalmente para as marcas com tradição na área.

    De acordo com o gerente-geral da Milacron, Hércules Piazzo, o aumento da escala de produção levou à conseqüente redução de custo. “Esse é um dos fatores para o avanço da injeção elétrica.” Outras vantagens estão relacionadas à redução do consumo energético, ausência de óleo, estabilidade e precisão do processo, entre outros.

    As injetoras elétricas respondem por 95% das vendas da empresa no Brasil.
    “Há cinco anos, as aplicações ficavam restritas a nichos específicos, como a telefonia celular, hoje o uso está difundido em diversos segmentos.” A desvalorização do dólar ajudou a impulsionar as importações. “Estamos otimistas com o aquecimento do mercado.”

    Plástico Moderno, Hércules Piazzo, gerente-geral da Milacron, Injetoras - Máquinas elétricas e híbridas consolidam atuação no mercado

    Piazzo: aumento da escala de produção permitiu reduzir custo

    A Milacron expôs a injetora elétrica Roboshot 165 S2000iB. A máquina produziu na feira copo de 0,3 mm de espessura, injetado em poliestireno, em molde de 8 cavidades e ciclo de 2,9 segundos. De acordo com Piazzo, a velocidade de injeção atinge 330 mm por segundo.

    Um dos diferenciais é o tempo de aceleração, estimado em 25 milésimos de segundo. “Em peças de parede fina, o tempo de aceleração é muito importante, ou seja, quão rápido a máquina atinge a velocidade de injeção.”

    Com colunas – A Engel, tradicional marca de injetoras sem colunas, apresentou o modelo 100% elétrico com colunas. A máquina estava em exposição no estande da HDB, de Cotia-SP, representante exclusivo da empresa no Brasil, e foi lançada em 2006, na Europa.

    Plástico Moderno, Injetoras - Máquinas elétricas e híbridas consolidam atuação no mercado

    Buschle vê boas perspectivas para a nova série elétrica com colunas de 55 t até 380 t (esq.)

    A linha da Engel já incluía injetora híbrida (injeção elétrica e fechamento hidráulico), sem colunas. A máquina elétrica de 280 t de força de fechamento moldou pequenas bobinas de PP com inserto e sobreinjeção. De acordo com o diretor-presidente da HDB, Herbert Buschle, a linha de elétricas com colunas vai de 55 t a 380 t de força de fechamento. “Até 150 t, temos a mesma máquina sem colunas”, explica.
    Otimista com os resultados da feira e o potencial do mercado nacional de eletroeletrônicos, telefonia, embalagens e produtos médico-hospitalares, Buschle vê boas perspectivas comerciais para a nova linha de elétricas. “Garantem precisão, repetibilidade e redução no consumo de energia elétrica.” O empresário ressalta ainda o aquecimento do mercado nacional, impulsionado principalmente pela indústria automotiva. “Esperamos superar os resultados comerciais de 2006 e crescer 20% neste ano”, diz.

    Plástico Moderno, Injetoras - Máquinas elétricas e híbridas consolidam atuação no mercado

    Preços acessíveis atraíram a Hylectric 300, da Husky

    A Arburg, de São Paulo, também expôs injetora elétrica para ciclos rápidos. A máquina foi automatizada com manipulador Wittmann.

    A ilha de produção demonstrou a aplicação de in mold labeling (IML), sistema de rotulagem dentro do molde, em ferramenta de quatro cavidades e pote de 12,5 gramas com parede de 0,5 mm. “Os ciclos ficaram em torno de quatro segundos”, afirma o gerente-geral da filial brasileira, Kai Wender.

    A Sunnyvale, de São Paulo, mais conhecida pela representação das injetoras elétricas Dr. Boy, da Alemanha, aproveitou a Brasilplast para divulgar outra representada: a Sumitomo, do Japão. “É a marca de injetora mais vendida no mercado japonês desde 2004, liderando o segmento de CD e DVD com equipamentos até 450 t de força de fechamento”, afirma Marcelo Nishikawa, do departamento de vendas.

    A linha da empresa é composta por modelos elétricos e hidráulicos. Dentre as características, Nishikawa ressalta a velocidade de injeção. “O modelo elétrico alcança 800 mm por segundo”, diz. Na hidráulica, esse índice fica em torno de 2.000 mm por segundo. “As elétricas representam 99% das vendas da Sumitomo no Japão.”

    Plástico Moderno, Injetoras - Máquinas elétricas e híbridas consolidam atuação no mercado

    Injetora elétrica Dr. Boy move os negócios da Sunnyvale

    Na avaliação de Nishikawa, o mercado brasileiro de máquinas elétricas tem grande potencial de crescimento. “Durante muito tempo, o alto custo dos equipamentos freou esse avanço. Outro entrave era a limitação na velocidade de injeção, questão tecnológica já superada.”

    Por isso, ele acredita na consolidação da tecnologia também no País. “É muito empregada na Ásia, Europa e Estados Unidos. O transformador brasileiro já começa a avaliar a relação custo/benefício e não apenas o preço final do equipamento.” Em exposição, o modelo SE-180 DU garante alta precisão no controle da injeção e repetibilidade, segundo o fabricante.

    No Brasil, as elétricas da Dr. Boy ainda representam a principal força de vendas da Sunnyvale. Na feira, a empresa expôs a injetora horizontal, com 35 t de força de fechamento. Nishikawa destaca o painel de controle Procan CT, com visor colorido touch screen. A máquina produziu na feira lentes acrílicas. “A peça exige tempos de recalques longos.” A extração foi feita com manipulador da Harmo, a terceira representada da empresa.

    Híbridas – A injetora Híbrida 1500-740 da Himaco, de Novo Hamburgo-RS, apareceu remodelada. “As modificações visam a atender às solicitações dos clientes”, diz o gerente-comercial Cristian Heinen. Com 150 t de força de fechamento, possui distância entre colunas de 440 mm x 440 mm, capacidade de injeção de até 600 gramas e CLP Atos. “Processa resinas de maior fluidez, como o PP, o PE e o PS, pois o acionamento na dosagem é elétrico com utilização de inversores de freqüência.” A máquina conta ainda com bomba hidráulica dupla e promete reduzir o consumo energético em torno de 30%.


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