Máquinas e Equipamentos

14 de fevereiro de 2017

Injetoras: Injeção por compressão faz peças de paredes finas em moldes multicavidades

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Máquina da linha Elion, elétrica, foi exposta na K’2016

    Máquina da linha Elion, elétrica, foi exposta na K’2016

    A tecnologia foi mostrada pela primeira vez na feira de Fukuma, no Japão, em outubro de 2015, e chamou a atenção dos especialistas. Na edição da K’ deste ano, na Alemanha, provocou muitos comentários. A injeção com compressão feita em stack-molds surge como passo importante dado em direção ao aumento da produtividade dos transformadores. O público-alvo alvo principal é formado pelos fabricantes de embalagens, em especial os de potes de paredes muito finas.

    A injeção por compressão em moldes comuns já está disponível há algum tempo e seu uso agora está ganhando fôlego com o surgimento de máquinas com movimentos a cada dia mais rápidos. A técnica consiste em começar o processo de injeção com o molde ainda aberto – em torno de um ou dois milímetros, conforme a peça a ser fabricada. Todo o material é introduzido nas cavidades e em seguida o molde é fechado, ainda com o material derretido que é “esmagado”, de modo a comprimir o material para que ocupe homogeneamente o molde inteiro. Toda essa operação é feita em elevada velocidade, coisa de décimos de segundo. Vale lembrar: na injeção convencional o material só começa a ser introduzido após o molde estar totalmente fechado.

    Os stack-molds – em português, “moldes empilhados” – em vez de ter uma placa com cavidades, tem duas placas com cavidades, cujos orifícios são montados de forma espelhada. Com eles é possível fabricar o dobro de peças na mesma injetora, com base em ciclos de produção com duração superior (cerca de 10% a 15%, em média) aos do molde convencional. Existe a possibilidade de os moldes serem projetados com três ou até quatro placas, mas esse recurso é pouco utilizado porque aumenta muito a altura do conjunto.

    Com a possibilidade de se usar o stack-mold, a injeção por compressão ganha competitividade até em relação à termoformagem, muito utilizada pela indústria alimentícia para obter peças com paredes finas. Três empresas trabalharam em conjunto e são pioneiras do desenvolvimento do processo. São elas a suíça Netstal, braço do grupo Krauss Maffei cuja especialidade é a fabricação de injetoras para a indústria alimentícia, e as francesas Plastisud, produtora de moldes, e Pagès, especializada em automação.

    “O processo lançado na Fakuma permite uma série de vantagens em relação à injeção convencional usada para o mesmo fim”, garante Ítalo Zavaglia, gerente da divisão Netstal do escritório brasileiro da Krauss Maffei. Com ele, é possível obter peças com redução de peso próxima dos 20%. “Com a compressão conseguimos paredes muito finas sem o perigo presente na injeção comum de o plástico se solidificar antes do total preenchimento das cavidades”.

    Plástico Moderno, Injetora Elios para 750 t de força de fechamento

    Injetora Elios para 750 t de força de fechamento

    Como a etapa de preenchimento começa com a ferramenta ainda aberta, a pressão necessária para a injeção cai e a operação pode ser realizada em máquina de menor porte. “A injetora pode contar com força de fechamento 30% menor do que na injeção convencional”. Também é possível trabalhar com matérias-primas com menor índice de fluidez. O tempo do ciclo sofre redução de 5% e a economia de espaço na fábrica fica em torno de 15%. Zavaglia arredonda as contas e fornece o número que mais sensibiliza os potenciais compradores. “Juntando todas as variáveis, o custo final da peça cai cerca de 10%”.

    Para realizar a injeção por compressão em stack-molds, a Netstal sugere o uso das injetoras de sua linha Elion, no mercado há seis anos. São máquinas basicamente elétricas, para essa operação dotada com alguns componentes hidráulicos. “Para esse processo, elas necessitam de algumas adaptações em relação aos modelos convencionais”. O maior segredo, no entanto, se encontra no projeto dos moldes, que precisam contar com características diferenciadas para esse tipo de trabalho.

    Para mostrar a técnica aos visitantes da K’, a empresa montou em seu estande uma injetora com 280 toneladas de força de fechamento. Ela trabalhou com stack-mold e sistema de in mold label. Em ciclos de cinco segundos, produzia oito potes de margarina nas dimensões de 137mm x 92mm x 63mm. O peso de cada pote era de 10,7 gramas. A linha era totalmente automatizada, com sincronização de 99,98%. “Em 95% das fábricas brasileiras, não se obtém por termoformagem potes com a espessura de parede que conseguimos produzir na feira”.


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