Máquinas e Equipamentos

19 de abril de 2010

Injetoras – Fornecedores querem retomar ritmo de negócios pré-crise

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    De volta para o futuro. A frase, título de uma trilogia de sucesso no cinema, combina com as expectativas dos fornecedores de injetoras. Em 2008, até setembro, as vendas estavam em patamar excelente. Com o estouro da crise mundial, elas despencaram nos meses seguintes. Começaram a se recuperar no segundo semestre do ano passado e no final de 2009 os resultados superaram as expectativas. O ano de 2010 começou aquecido. A torcida, para os próximos meses, é de retornar ao patamar pré-crise. Ou talvez, levando-se em conta as estimativas mais otimistas, ultrapassar o momento vivido antes das dificuldades proporcionadas pela economia.

    A velha pendenga entre nacionais e importadas continua na pauta. No mercado de injetoras básicas, os fabricantes nacionais disputam as vendas palmo a palmo com os asiáticos. No segmento das sofisticadas, a disputa é com as marcas europeias. Um trunfo dos representantes locais tem sido o pacote de crédito criado pelo Finame em meados do ano passado. Pelo projeto, as empresas interessadas em adquirir equipamentos brasileiros contam com juros de 4,5% ao ano, bastante inferiores aos cobrados normalmente pelo mercado.

    Criado na hora crítica da crise como forma de combater a recessão, o projeto de financiamento tinha término previsto para o final de 2009. Graças aos bons resultados obtidos e ao apelo da indústria de base, ele foi prorrogado até o final de junho. Para os empresários brasileiros, o ideal seria que os juros “amigáveis” se prorrogassem até o final do ano. Eles defendem essa estratégia como ideal para competir em igualdade de condições com os equipamentos de “olhinhos puxados”. A prorrogação ajudaria a enfrentar a valorização da moeda nacional, uma das dificuldades para combater as importações.

    Sofisticadas – Importadores de injetoras atuantes no segmento de máquinas sofisticadas acreditam no sucesso das vendas em 2010. “O primeiro trimestre foi bom, nossa perspectiva é melhor do que a do ano passado”, conta Hercules Piazzo, gerente-comercial da Milacron. A expectativa do executivo para 2010 é de crescer em torno de 5%. Pode parecer pouco, mas não é. Em 2009, depois de um primeiro semestre fraco, a empresa apresentou ótimo desempenho. “O ano passado foi o segundo melhor de nossa história no Brasil”, diz.

    A Milacron importa máquinas de pequeno porte, com forças de fechamento de 15 até 6.000 toneladas. No Brasil, 95% dos equipamentos vendidos são elétricos. “Nossa empresa é pioneira em injetoras elétricas, fabricamos essas máquinas desde 1984”, informa. Para Piazzo, o uso dessa tecnologia está se expandindo no Brasil. “Os clientes se mostram interessados na série de vantagens que elas proporcionam”, revela. A procura se espalha por clientes representantes de diferentes segmentos econômicos. “As consultas são equilibradas, vêm de todos os segmentos”, explica. Os setores atendidos pela empresa com maior frequência são os de embalagens e automotivo.

    Para Christoph Rieker, gerente-geral da Sumitomo Demag, o ano de 2009 não foi dos melhores. Até setembro, por problemas de falta de crédito, as vendas não entusiasmaram. Mas os negócios fechados no último bimestre melhoraram de forma significativa. “O mercado deu uma bela recuperada”, resume. Melhor ainda tem sido o desempenho nos primeiros meses do ano. “O ano começou bem e acredito muito em resultados positivos nos próximos meses. Acho que será possível voltarmos ao índice de vendas anterior ao da crise de 2008, que foi um ano muito bom”, avalia.

    O gerente-geral também não aponta um segmento econômico como destaque do ano. “O crescimento tem sido bastante homogêneo, engloba em especial os segmentos automobilístico, eletroeletrônico, de embalagens e de cosméticos”, revela. Para exemplificar, dá um panorama dos clientes ligados ao setor de autopeças. “Em 2009, a queda das vendas para os fornecedores da indústria automobilística foi de 18% a 20%. Esse ano, a recuperação está na casa dos 12%.”

    Plástico Moderno, Marcos Cardenal, Engenheiro de vendas, Injetoras - Fornecedores querem retomar ritmo de negócios pré-crise

    Cardenal: bom momento para nichos técnicos e de ciclo rápido

    Um outro aspecto do mercado ressaltado pelo executivo se mostra bem interessante para a empresa. “No mercado interno, mesmo as empresas de menor porte estão procurando por máquinas de primeira linha. A qualidade do equipamento, a repetição dos ciclos que ele proporciona e a confiabilidade são fatores que proporcionam melhor custo/benefício, em longo prazo proporcionam economia. Os compradores estão descobrindo isso”, resume.

    Situação muito parecida vive a Wittmann/Battenfeld. “O ano de 2009 foi ruim, mas a partir de outubro se iniciou uma recuperação. Esse ano está muito bom, existe ótima perspectiva para os nichos de injeção técnica e de ciclo rápido”, explica o engenheiro de vendas Marcos Cardenal. A perspectiva de crescimento para 2010 é das melhores. “Queremos voltar aos patamares de 2008, antes da crise, quando as vendas estavam muito boas”, diz.

    Desde que a austríaca Wittmann, especializada em robôs e periféricos, adquiriu a Battenfeld, tradicional fabricante alemã de injetoras, uma das táticas da multinacional tem sido a de oferecer aos clientes equipamentos com soluções integradas. Nos pacotes, são oferecidos, além das injetoras, robôs, secadores, alimentadores e todos os demais periféricos necessários para variadas linhas de produção. Outra atração das máquinas oferecidas é o sistema Break Energy Power Supply, dotado com gerador capaz de armazenar energia durante a frenagem dos componentes. “Essa energia é liberada na retomada dos movimentos, proporcionando economia de até 10%”, revela Cardenal.


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