Máquinas e Equipamentos

25 de agosto de 2016

Injetoras: Distribuição da demanda local aponta concentração nos extremos das linhas oferecidas

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    As agruras enfrentadas pela indústria nacional – especialmente pelos produtores de máquinas e demais bens de capital – revelam-se de maneira nítida nas análises sobre o atual momento de seu mercado, feitas pelos representantes dos fornecedores de injetoras (fabricantes aqui instalados, ou empresas presentes no país via operações comerciais e de serviços). Nelas, surgem qualificações como momento “péssimo” ou “parado”, entremeadas com prenúncios, às vezes um mero desejo, de uma possível retomada de um ritmo mais regular de negócios que decorreria das recentes mudanças no comando do governo federal. Retomada, porém, cujos efeitos aparentemente não serão sentidos até o final deste ano.

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    E para ouvir alguém falar em situação “péssima” do mercado brasileiro de injetoras basta recorrer, por exemplo, a Udo Löhken, diretor da operação brasileira da multinacional austríaca Engel. “A indústria automobilística brasileira é responsável por cerca de 50% de nossos negócios, mas hoje fabrica quase a metade dos carros que fabricava em 2013; também não vão bem outros setores importantes, como construção civil e indústria de eletroeletrônicos”, detalha. “O único mercado com alguma movimentação é o das embalagens, muito utilizadas como apelos de marketing na atual conjuntura”, acrescenta.

    A Engel, projeta Löhken, deve este ano realizar um volume de negócios cerca de 30% inferior ao registrado em 2015 (que não foi um ano nada bom). “Acho difícil fazer um prognóstico para os próximos meses: até vejo o mercado no fundo do poço, mas ainda continuo pessimista com o restante deste ano”, lamenta.

    Cássio Saltori, diretor-geral da Wittmann Battenfeld do Brasil, também não divisa situação mais favorável para o setor no decorrer de 2016, cujo primeiro semestre foi um dos piores visto por ele em mais de vinte anos de atuação nesse mercado. “O ano passado foi ruim, mas esse provavelmente será muito pior”, calcula. “Há apenas uma ou outra demanda em algum segmento específico, como agronegócios ou indústria alimentícia, e ao menos até o final deste ano a coisa deve seguir assim, não vejo possibilidades de aquecimento”, complementa Saltori. Mas, para ele, a recente troca de comando no governo federal já sinaliza uma “luz no fim do túnel” dessa difícil trajetória nacional.

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    Por sua vez, William dos Reis, diretor da unidade de negócios de máquinas para plásticos da Romi, fala em “leve mudança de comportamento do empresário brasileiro”, que já consideraria uma possível retomada da atividade econômica. “O número de pedidos mensais de orçamentos de máquinas novas está aumentando levemente, especialmente de empresas que desejam modernizar seu parque industrial, buscando maior produtividade e maior competitividade, com economia no consumo de energia elétrica e qualidade do produto injetado”, explica. Porém, segundo Reis, “ainda é cedo para falar em aumento de negócios de forma sistêmica”.


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