Máquinas e Equipamentos

26 de junho de 2014

Injetoras: Clientes querem economizar energia e ampliar produtividade

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Permanece indefinido e pouco promissor o panorama com o qual se defronta a indústria brasileira e, consequentemente, não se mostram muito animadoras as perspectivas de curto prazo da combativa produção de injetoras de plásticos, especialmente no decorrer deste ano de Copa do Mundo e eleições. Porém, quando avançam as suas análises além dos limites da conjuntura atual, os fabricantes dessas máquinas enxergam a consolidação de fatores capazes de assegurar a continuidade de seus negócios. Entre eles, o aprofundamento do processo de substituição de metais por plásticos em componentes utilizados pela indústria automobilística.

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    Na Europa, as montadoras de automóveis começam a usar plásticos em substituição a metais até mesmo em peças que, por segurança, devem se apresentar bastante resistentes, como os pedais de freios. “Nesse caso, uma resina plástica, geralmente uma poliamida, é injetada sobre uma camada orgânica – malha de fibra de carbono –, que lhe serve de estrutura”, conta Kai Wender, diretor-geral da Arburg. “Também se começa a trabalhar a aplicação de fibras longas, com cerca de 50 milímetros, em lugar de granulados, em peças que devem ter paredes finas e serão submetidas a alto esforço, como acontece nesse mesmo pedal de freio”, ele acrescenta.

    As injetoras se fortalecem nas aplicações automobilísticas também por permitirem a seus usuários economizarem não apenas a energia necessária para operação, mas também da resina utilizada nas peças produzidas. Isso acontece na injeção simultânea do plástico e de um gás – geralmente o nitrogênio –, da qual resulta uma espécie de espuma de alta resistência. “Essa solução já é adotada em maçanetas de automóveis, peças sempre sujeitas a solicitações mecânicas”, comenta Reinaldo Milito, diretor-geral da Wittmann Battenfeld do Brasil. Tal aplicação, ele relata, é feita com uma injetora convencional, à qual é acoplada uma saída de gás.

    De acordo com Milito, as montadoras de automóveis estimulam o desenvolvimento dos processos de injeção também porque, em sua busca pela substituição do metal por plástico, constantemente passam a trabalhar com novas resinas que podem exigir soluções diferenciadas, como uma rosca mais resistente, ou com desenho diferente: como endosso dessa afirmação, ele cita a resina PEEK (poliéter-éter-cetona), que recentemente começou a ser utilizada em aplicações altamente técnicas.

    E crescem também os processos de injeção simultânea de metais – como pó de aço extremamente fino – com plástico, dos quais resultam artigos como os aparelhos dentários cada dia mais comuns na boca dos brasileiros (quando coloridos, esses aparelhos contam com pó cerâmico). “Esse gênero de injeção se torna a cada dia mais comum”, diz Roberto Candido de Melo, gerente da Haitian.

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    Mais elétricas, menos energia – A evolução da demanda por equipamentos totalmente elétricos – que apesar dessa denominação têm no menor consumo de energia um de seus principais apelos mercadológicos – também colabora para conferir algum movimento à conjuntura hoje pouco aquecida da indústria de injetoras. Christoph Rieker, gerente geral da operação brasileira da Sumitomo Demag, classifica até como “surpreendente” a procura verificada no ano passado pelas injetoras elétricas de sua empresa.

    No caso específico da Sumitomo Demag, o interesse por esse gênero de injetoras é aditivado por um diferencial específico. “Além de serem essas máquinas muito precisas, nossa própria matriz produz seus motores, assim elas não precisam ser modificadas para receber motores de terceiros”. Atualmente, relata Rieker, injetoras elétricas da Sumitomo Demag são utilizadas no Brasil em atividades como produção de eletroeletrônicos e material hospitalar, entre outras. Mas, segundo ele, a expansão da demanda por injetoras elétricas tem hoje dimensões globais: “E elas começam a ser usadas mesmo na indústria automobilística, cujos ciclos são mais acelerados”, realça Rieker.

    E a economia de energia propiciada por essas máquinas parece justificar plenamente tal ampliação da demanda pelas injetoras elétricas, com seus respectivos servomotores: afinal, compara Gilberto Baksa, gerente de marketing da Sandretto do Brasil, com elas se consegue reduzir o consumo de eletricidade em índices que geralmente variam entre 15% a 30% (comparativamente a um equipamento hidráulico); em ciclos menos velozes, essa economia pode chegar a 60%.


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