Embalagens

1 de fevereiro de 2017

Influência do tipo de cera em blendas poliolefínicas para fabricação de sacolas plásticas

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Texto: Silvio Hendez Euzébio Jr. e Drª. Ruth M. C. Santana

    O PEAD (polietileno de alta densidade) utilizado para a produção de filmes para sacolas plásticas apresenta uma alta massa molar, que propicia uma elevada resistência mecânica mesmo para espessuras menores. Um dos principais processos de transformação de polietilenos é o de extrusão tubular de filmes, realizado em larga escala por empresas dos mais variados portes que buscam seu espaço na demanda de produtos, utilizando-se de blendas poliméricas com vários aditivos com a finalidade de promover caraterísticas desejadas ao produto final. O objetivo deste trabalho é avaliar a influência do tipo de cera de PEAD oxidada na processabilidade e nas propriedades finais de blendas poliolefínicas. Foram avaliadas as propriedades físicas, ópticas, térmicas e de processabilidade das amostras. Resultados preliminares mostraram facilidade no seu processamento e melhor desempenho mecânico de sacolas, especialmente com a cera parafínica.

    Plástico Moderno, Influência do tipo de cera em blendas poliolefínicas para fabricação de sacolas plásticas

    Introdução – A evolução da tecnologia permitiu aplicar o plástico de várias formas. Isso porque ele reúne inúmeras propriedades dificilmente encontradas em outros materiais (resistência mecânica e ao calor, flexibilidade, leveza, atraente relação custo/benefício), tornando-o muito versátil para desempenhar muitas funções como embalagens de alimentos, proteção de produtos. [1]

    As embalagens plásticas são obtidas de polímeros sintéticos, que têm como principal matéria-prima os derivados do petróleo (nafta) e do gás natural (etano ou condensados). [2]

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    Um dos polímeros mais conhecidos é o polietileno, cuja produção comercial começou na década de 1950 e, dentre os vários polímeros sintéticos, é o que apresenta a maior capacidade produtiva instalada, para suprir o consumo global em torno de 97 milhões de toneladas em 2012, com previsão de chegar a 110 milhões de t em 2013. O polietileno é produzido por vários processos, originando produtos para diversas aplicações, como filmes, artigos soprados, peças injetadas, produtos rotomoldados, chapas, tubos, fios e cabos, etc. [3]

    Os tipos de polietileno mais comuns são: PEAD (polietileno de alta densidade), PEMD (polietileno de média densidade), PEBDL (polietileno de baixa densidade linear) e PEBD (polietileno de baixa densidade). Dentre os polietilenos, o PEAD é o de maior produção mundial, alcançando em 2007 o volume aproximado de 30 milhões de t. No Brasil, a produção do PEAD em 2008 foi de aproximadamente 925.000 t, representando 43% dos polietilenos. O seu principal uso consiste na fabricação de filmes, que correspondem a cerca de 40% de seu volume; enquanto artigos soprados representam 35%, peças injetadas 12% e outras aplicações 13%. [4]

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    Devido à grande produção industrial do PEAD, o entendimento e o controle de sua degradação durante o processamento e o estudo de blendas que auxiliem em um processo mais rápido de obtenção de filmes plásticos de maior reciclagem é um importante objeto de estudo, tanto para a indústria como no âmbito acadêmico. A degradação do PEAD pode ocorrer em qualquer estágio, desde a sua produção até o seu uso final, mas, para a maioria das aplicações, a fase em que ocorre a maior degradação e de forma mais rápida é durante o processamento, quando o polímero é exposto a condições severas de cisalhamento e temperatura. Essa degradação foi muito estudada na literatura, existindo diferenças de acordo com sua tecnologia de obtenção (reatores de polimerização, pressão, temperatura, catalisador utilizado, etc) e também sendo influenciada por fatores como temperatura de processamento, cisalhamento, quantidade de oxigênio presente, resíduos catalíticos e tipo de estabilizantes utilizados. [5]

    O uso de aditivos em compostos poliméricos traz inúmeros benefícios, entre os quais podemos citar: melhor condição de processamento, aumento da estabilidade da resina à oxidação, melhor resistência ao impacto, aumento ou diminuição da rigidez, controle de tensão superficial, controle de aderência (blocking), redução de custos, propriedades de barreira, etc. [6]

    Os lubrificantes são uma classe de aditivos usados na composição de blendas de PEAD para produção de sacolas. São compostos que afetam as propriedades reológicas dos polímeros e reduzem a tendência destes materiais em aderir às superfícies. Lubrificantes comuns são ésteres e aminas de ácidos graxos e ceras de polietileno. Este último é usado em larga escala em filmes flexíveis de PVC. [7]


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