Máquinas e Equipamentos

27 de outubro de 2007

Impressoras – Tendência mundial se confirma no País e abre mercado para modelo sem engrenagem

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Lançada no mercado brasileiro há poucos anos, sem muita repercussão entre os usuários, a impressora flexográfica sem engrenagens dá sinais de ter, finalmente, caído no gosto dos convertedores nacionais, como demonstram os depoimentos a seguir. Nos rastros do mercado mundial, o fabricante brasileiro decidiu apostar mais fichas na tecnologia e começa a se beneficiar com os resultados.

    Plástico Moderno, Reinaldo Fantozzi, diretor da Plasfan, Impressoras - Tendência mundial se confirma no País e abre mercado para modelo sem engrenagem

    Fantozzi prefere máquina flexográfica nacional

    Aficionado por flexografia, o empresário do ramo de conversão e impressão de embalagens flexíveis, Reinaldo Fantozzi, diretor da Plasfan, concretiza tudo e mais um pouco do que almejam os fabricantes nacionais de impressoras flexográficas: viaja algumas vezes por ano rumo às maiores feiras internacionais do setor plástico, acompanha as novidades, conhece novas matérias-primas, observa o funcionamento de novas máquinas e acessórios, mas, na hora de fechar negócios, dá preferência aos equipamentos nacionais.

    E por razões muito fáceis de compreender. “A qualidade da impressão flexográfica nacional está muito boa e nos últimos anos contou com muitas melhorias”, observou Fantozzi.

    Na última feira setorial de Milão, Itália, ele até planejou adquirir uma flexográfica projetada com tecnologia italiana, mas acabou optando pela compra de duas flexográficas nacionais Beta, uma sem engrenagens e outra com engrenagens, fabricadas pela FlexoPower.

    A máquina sem engrenagens é a primeira produzida com essa tecnologia pelo fabricante, e esteve em exposição na última Brasilplast.

    Plástico Moderno, Impressoras - Tendência mundial se confirma no País e abre mercado para modelo sem engrenagem“Foi a nossa primeira negociação para a aquisição da nova impressora sem engrenagens, não só motivada pela qualidade excepcional do equipamento, totalmente computadorizado e comparável aos mais modernos existentes no mercado internacional, mas também foi decisivo para a compra a assistência técnica integral oferecida pelo fabricante”, comentou Fantozzi.

    Em quatro meses de operação, as novas máquinas trouxeram resultados bastante positivos à Plasfan. A produção do equipamento sem engrenagens é praticamente dobrada em relação a um convencional e o diretor já planeja adaptar futuramente o kit de componentes gearless no modelo Beta com engrenagens. Os diferenciais de velocidade das máquinas gearless são compensadores, segundo observa o usuário. A máquina alcança níveis de impressão de 300 metros por minuto, enquanto o modelo convencional produz entre 220 e 250 metros/minuto. A máquina mais veloz, segundo comprovou Fantozzi, consome a metade do tempo para realizar as trocas de cores e vem com sistema de troca automática de bobinas.

    Proprietário de um parque industrial integrado, composto por dez extrusoras e co-extrusoras de filmes mono e multicamadas e sete impressoras flexográficas, todas nacionais, Fantozzi prepara terreno para futuras expansões no ramo de embalagens flexíveis, já tendo iniciado processo de diversificação na fábrica com a produção de embalagens em PEBDL para comportar 8 quilos, 15 quilos e até 25 quilos de ração animal.

    Plástico Moderno, Impressoras - Tendência mundial se confirma no País e abre mercado para modelo sem engrenagem

    Fantozzi Junior aposta nas vendas de produtos com alto valor agregado

    Experiente no ramo, ele não vê possibilidades de crescimento significativo no mercado brasileiro de embalagens flexíveis, a não ser diversificando a oferta para abranger novos setores. Ele se mantém alerta e busca contratos em novos segmentos até então não trilhados pela Plasfan.

    Além das flexográficas, a preferência de Fantozzi por equipamentos nacionais também se manifesta no setor de extrusão e se concretiza até com negócios que acabam sendo fechados fora das fronteiras brasileiras, mas com fornecedores do Brasil.

    Na última feira setorial de Milão, ele acabou adquirindo uma co-extrusora para sete camadas da Carnevalli, completando um time já formado por duas co-extrusoras de três camadas com tecnologia desenvolvida pelo mesmo fabricante brasileiro. Entusiasmado com a nova aquisição, Fantozzi afirmou: “Trata-se da nossa primeira máquina para sete camadas que estará voltada à produção de filmes com propriedades de barreira, confeccionados em náilon e EVOH, PET, entre outras matérias-primas, utilizadas na produção de embalagens especiais, direcionadas ao setor frigorífico e que apresentam shelf-life para 90 dias.”

    Reinaldo Fantozzi Junior, representante da segunda geração da família Fantozzi, afirmou que o importante nesse momento é aumentar o leque de oferta de embalagens para o mercado brasileiro, principalmente nos setores de produtos com maior valor agregado, que utilizam embalagens produzidas com filmes técnicos e laminados em BOPP, PET, náilon/EVOH, PP, PE/PE, incluindo estruturas metalizadas.

    Com área fabril de 15 mil m² integrada aos 100 mil m² adquiridos em Itapecerica da Serra-SP, a fábrica da Plasfan começou a operar nas novas instalações em janeiro de 2005, projetada em ambiente climatizado pelo processo de pressão positiva e estruturada para assegurar total higiene na fabricação de embalagens para o setor de alimentos, para o qual os diretores destinam pelo menos 70% da produção atual da empresa.

    Rotogravura aliada à flexografia – As primeiras embalagens laminadas e decoradas pela Cromus, de São Paulo, começaram a ser produzidas em 1993 para embalar ovos de Páscoa e chocolates artesanais, produtos de grande demanda, mas relativamente sazonais.

    Os negócios cresceram com filmes técnicos e rótulos, produzidos em diversas estruturas flexíveis, em BOPP, PP, PE, em mono e multicamadas, incluindo co-extrudados, que podem ser adaptados aos mais diversos sistemas, como flow packs e envases verticais.

    Em 2001, Eduardo Aguila Cincinato, diretor-presidente, inaugurou uma nova empresa, a Arco Convert, para produzir embalagens impressas e laminadas, atendendo às necessidades do setor de terceirização. No início de 2008, ele irá desativar a unidade fabril de São Paulo e levar a Cromus para um novo parque industrial de mais de 16 mil m², em Mauá-SP.


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