Máquinas e Equipamentos

13 de junho de 2009

Impressoras – Mercado prima por modelo capaz de reduzir os custos de produção e investe em processo otimizado

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, Impressoras - Mercado prima por modelo capaz de reduzir os custos de produção e investe em processo otimizado

     

    O convertedor reafirmou seu interesse em modelos com maior valor agregado nesta 12ª Brasilplast. A tendência anunciada há alguns anos de que a tecnologia embutida nas impressoras tomaria a dianteira na disputa com o seu preço está mais perto de se confirmar. Esse cenário, de certa forma, reflete as sofisticações das embalagens plásticas. Todos os elos da cadeia se esforçaram para falar a mesma língua e assim obter ganhos de produtividade e se tornar mais competitivos. Em meio às turbulências do setor, as margens ficaram reduzidas e o mercado de impressão de flexíveis carente de mais qualidade e disposto a minimizar os custos de produção com investimentos em processos otimizados.

    No segmento da flexografia de banda larga, a tecnologia gear-less (sem engrenagens) não se definiu com precisão. No país

    Plástico Moderno, Impressoras - Mercado prima por modelo capaz de reduzir os custos de produção e investe em processo otimizado

    Beta CNS/SE chegou à velocidade de 500 metros por minuto

    ainda se restringe a nichos de mercado. Mas mesmo assim o evento apresentou desenvolvimentos tanto dos fabricantes nacionais como dos estrangeiros. Uma impressora sem engrenagens foi o destaque do estande da Flexopower. Fabricante de impressoras há mais de quinze anos, a empresa lotava os corredores do Anhembi de pessoas interessadas em acompanhar a demonstração da Beta CNC/SE. Apesar de a máquina ter sido lançada na edição da feira de 2007, o modelo trouxe novidades.

    O principal diferencial era proclamado à exaustão durante a apresentação: o modelo imprime 500 metros por minuto. “É a maior velocidade atingida por uma máquina nacional”, ressaltou o diretor Ruy Mendes Vita. A versão apresentada no passado chegava à velocidade de 320 metros por minuto.

    Também foram feitas alterações nos sistemas de camisa e de secagem, além de ter sido aumentada a potência dos motores. Vita confirmou que a alta velocidade varia de acordo com o tipo de operação, ou seja, não são todos os serviços capazes de alcançar esse patamar. No entanto, garantiu que independentemente disso o nível da máquina está de igual para igual com os desenvolvimentos internacionais.

    A rapidez na troca de camisa impressionou os visitantes. A máquina conta com sistema sleeve, além de sistema automático de registro e controle numérico computadorizado (CNC). Sendo assim, o demonstrador pôde mudar sete camisas porta-clichê em pouco mais de três minutos, usando 26 metros de material para fazer o acerto, ou seja, com uma economia de filme bastante significativa. Esse tempo gasto na troca da camisa não se refere ao serviço completo, que inclui a limpeza, por exemplo. A experiência do diretor revela que uma máquina convencional faz a troca de serviço entre três e quatro horas e o gasto do material pode ser de 400 metros.

    A tecnologia gear-less surgiu na Alemanha em 2008 e já se consagrou na Europa entre 2003 e 2005; no Brasil, ainda é um recurso considerado muito caro. No entanto, esse cenário começa a mudar: de 2007 para cá, a Flexopower tem produzido somente impressoras sem engrenagens. Em dois anos, a fabricante emplacou dez máquinas gear-less novas no mercado nacional.

    Segundo estimativa de profissionais da área, as máquinas flexográficas sem engrenagem custam cerca de três vezes a mais do que uma tradicional, com engrenagens. No entanto, Vita aposta que o preço não pode ser um empecilho para a incorporação dessa tecnologia. Para ele, as máquinas da marca Flexopower podem ter as engrenagens substituídas por servomotores. “Quando lancei a Beta em 2003, previa a tecnologia gear-less no futuro, e hoje podemos atualizar os equipamentos sem um alto investimento”, avisou. A empresa já transformou sete impressoras mecânicas em Beta gear-less, de um universo de 21 modelos.

    Essa nova versão da Beta hoje representa a grande promessa da Flexopower. O modelo evolui, paulatinamente, até chegar a essa configuração atual. Lançada em 2003, a máquina ainda era mecânica, e passou a adotar o sistema CNS dois anos depois.

    Plástico Moderno, Gustavo Virginillo,   representante da Flexotecnica no país,  Impressoras - Mercado prima por modelo capaz de reduzir os custos de produção e investe em processo otimizado

    Virginillo destacou gear-less FX para impressão de até 8 cores

    Em 2007, o desenvolvimento era bem próximo do apresentado nesta Brasilplast, porém menos veloz. Essa rápida troca de serviço reflete a necessidade do convertedor de atender a pedidos fracionados.


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