Máquinas e Equipamentos

3 de junho de 2007

Impressoras – Flexografia nacional entra na era das máquinas sem engrenagens e assegura mais precisão e qualidade

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    A indústria local de máquinas impressoras flexográficas e rotográficas deixou claro na Brasilplast que é possível produzir no País em sintonia com princípios e tecnologias sofisticados. Os equipamentos expostos primaram pela automação, segurança e ganharam velocidade de impressão, tudo isso para atender à ampla gama de pedidos diversificados e escalonados característicos dessas atividades.

    Os recentes conceitos e recursos incorporados à nova geração de impressoras tornaram as máquinas mais eficientes, seguras, velozes e aptas a reproduzir com maior definição as imagens em todos os tipos de substratos plásticos, incluindo estruturas laminadas e co-extrudadas. Fabricado pela Flexopower, de Diadema-SP, e exibido ao público em nova versão, sem engrenagens, o modelo Beta CNC/SE/1200/8 exibiu alto nível de automação e imprimiu, na feira, à velocidade de 320 metros por minuto.

    A estratégia da Flexopower, comum a outros grandes fabricantes, é atrair maior número de compradores exigentes e dedicados à produção em altos volumes, principalmente convertedores que pretendem buscar no exterior tecnologias para abastecer suas fábricas. Para convencer compradores com esse tipo de perfil, a flexografia nacional ingressou na era “sem engrenagens” e de altíssima velocidade, utilizando recursos avançados, a exemplo do equipamento exibido pela Flexopower.

    Até ser concretizado, porém, o projeto da flexográfica Beta sem engrenagens consumiu dedicação técnica durante quatro anos. “Em 2003, na 9ª Brasilplast, apresentamos ao mercado a versão Beta com engrenagens, informando aos nossos compradores que havíamos iniciado o projeto da versão sem engrenagens, cujos componentes poderiam ser adaptados às máquinas que estavam sendo adquiridas naquele momento”, informou Ruy Mendes Vita, diretor-industrial da Flexopower.

    Na época, ele recorda, poucos acreditaram, mas, quatro anos depois, a promessa cumprida surpreendeu a todos, principalmente os compradores das primeiras flexográficas da série Beta 8, predecessora da atual.  “Hoje, basta adquirir o kitgear-less e adaptá-lo à máquina”, afirmou Mendes. Para operar com esse equipamento de maior velocidade e alto nível de automação, o investimento, agora, está bem mais acessível, o que representa vantagem oferecida pelo fabricante ao comprador que adquiriu a Beta, no decorrer dos últimos quatro anos, sem risco de ser ultrapassada em curto período de tempo.

    “Temos 25 impressoras da série Beta com engrenagens colocadas no mercado nacional e que agora podem ser transformadas em máquinas sem engrenagens”, diz Mendes, confiante na realização de novos negócios.

    Concebida para operar sem engrenagens, a atual Beta oferece comando numérico computadorizado (CNC) e conta com servomotores para posicionamento de cada unidade de impressão, bem como softwareespecial para troca de serviços sem parada de máquina. Quatro motores propiciam ajustes automáticos da pressão de impressão, sendo substituídos todos os sistemas de engrenagem dos porta-clichês, dos cilindros anilox e da central por servomotores.

    Além de operar sob alta velocidade, esse tipo de equipamento ainda propicia outra vantagem: operar com qualidade constante, sem variação nas impressões.

    Plástico Moderno, Impressoras - Flexografia nacional entra na era das máquinas sem engrenagens e assegura mais precisão e qualidade

    Vita ressalta o set-up de apenas meia hora na nova impressora

    Segundo Mendes, a flexografia sem engrenagens mantém a qualidade ao longo do tempo. “Quando novas, as flexográficas com engrenagens apresentam boa qualidade de impressão, mas, com o passar dos anos, os desgastes que ocorrem nas engrenagens acabam interferindo na qualidade de registro das imagens”, constatou o diretor.

    Para Mendes, outro benefício dos equipamentos sem engrenagens é a rapidez na realização dos set-ups, o que também representa menores custos de produção.  “Com máquinas sem engrenagens, oset-up consome de 30 a 35 minutos, contra uma hora, ou até uma hora e meia necessária no set-up das máquinas com engrenagens”, calculou.

    Entre as possibilidades oferecidas pela nova impressora, o fabricante também destaca a viabilidade de se promover pequenas correções e ajustes para mais ou para menos, da ordem de 2%, no passo de impressão, aspecto muito importante principalmente para as indústrias que dispõem de linhas de empacotamento automático.

    Contra emissões e explosões – Único fabricante nacional de impressoras rotográficas de banda larga, a Profama, de Mairiporã-SP, destacou na Brasilplast recursos de última geração, recentemente incorporados à sua linha de máquinas.
    Graças à atualização contínua, as impressoras da série Prisma se encontram na sexta versão. Lançadas em 2002, a primeira inovação dessa série contemplou o sistema de insuflação e exaustão. Na segunda versão, foram remodelados os carros de troca rápida. Na terceira, o fabricante acrescentou aplicador de vernizes e selantes (cold-seal). A partir da quarta versão, o comprador se beneficiou ainda mais pela introdução no equipamento de eixo eletrônico, painel de comando e sistema de controle lógico programável (CLP). Na quinta versão, o equipamento teve renovado todo o sistema do desbobinador, simplificado o sistema de troca automática de bobinas, e ganhou troca rápida de correias.

    O eixo eletrônico, também conhecido como “shaft less”, propicia maior precisão e menor tempo de set-up. Já a eficiência do sistema de secagem deve ser medida pela baixíssima taxa de retenção de solventes, enquanto outros recursos asseguram maior qualidade. Esse é o caso do rolo pressor do tipo camisa (sleeve), desbobinador e rebobinador com troca automática para bobinas, gerenciador por CLP, com memorização de trabalhos, e troca de serviços por meio de carro móvel intercambiável.


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