Embalagens

15 de dezembro de 2009

Garrafas de PET viram tintas e vernizes

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Há quase oito anos, um projeto empreendido pela Basf contribui para retirar anualmente cerca de 50 milhões de garrafas de PET do meio ambiente e transformá-las em esmaltes e vernizes. Desde então, a empresa já reaproveitou mais de 20 mil toneladas da resina, ou 400 milhões de garrafas.

    Cada galão de 3,6 litros de esmaltes ou vernizes leva cinco garrafas de PET em sua composição. A empresa Clean Pet, recicladora do material em flocos, atua com a Basf desde o início do projeto, em 2002. Com material adquirido de associações, entidades filantrópicas e condomínios, entre outros mercados, a recicladora processa cerca de 500 toneladas mensalmente.

    Além de benefícios sociais, como geração de empregos em toda a cadeia de fornecimento do PET e de capital para empresas recicladoras, em termos ambientais, a medida contribui para reduzir o volume de efluentes em 40% – correspondente a cerca de 350 mil litros de água de reação gerada na produção de resinas que deixam de ser enviadas para o tratamento de efluentes –, propicia o uso de material reciclável de alta disponibilidade e de forte impacto ambiental, e ainda, promove a redução no consumo de matérias-primas não renováveis. No quesito econômico, a tecnologia melhora o desempenho do produto com menores custos, até mesmo de gastos com o consumo de insumos de origem fóssil.

    Reciclagem de PU – A empresa também desenvolveu uma tecnologia para reaproveitamento de resíduos de poliuretano proveniente de seus clientes produtores de solados desse material. A técnica permite a reincorporação das sobras no próprio processo produtivo, gerando valor para o moldador. Em dois anos, a atividade recuperou cerca de 450 toneladas de resíduos.

    O processo de reciclagem começa com a separação, limpeza e classificação das sobras, que são moídas até atingirem tamanhos específicos, adequados para possibilitar um processo de glicólise – o material é fundido junto com uma resina em alta temperatura, formando um xarope. Na fase seguinte, o material resultante é resfriado e está pronto para uso. O poliol ecológico é reutilizado no início da cadeia de produção de solados.



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