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22 de abril de 2010

FMU – Seminário discute uso correto das ferramentas

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Publicado por: Plastico Moderno
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    A utilização de ferramentas apropriadas para a usinagem de moldes foi outro aspecto bastante explorado na FMU 2010, especialmente durante a realização do 5º Seminário de Soluções e Tecnologia, coordenado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, de Joinville-SC.

    Plástico Moderno, FMU - Seminário discute uso correto das ferramentas

    Santos mostrou como evitar prejuízos causados por usinagens malfeitas

    A palestra inaugural do seminário, proferida por Aldeci dos Santos, especialista da Sandvik, levou ao conhecimento do público como é possível evitar uma série de prejuízos causados por usinagens malfeitas que, inevitavelmente, irão ocasionar prejuízos aos moldes, sujeitando-os a vibrações, irregularidades no acabamento superficial, entre outras ocorrências, que interferem na sua construção e podem causar variações dimensionais nos manufaturados plásticos.

    Conectadas às máquinas operatrizes, como centros de usinagem CNC ou tornos CNC, as ferramentas para torneamento, fresagem e furação de metais cumprem, portanto, funções primordiais no processo de construção de moldes, garantindo sua eficiência e durabilidade. Entre as tecnologias mais recentes, destacadas por Santos, estão as ferramentas com função antivibratória, desenvolvidas por meio de parceria entre a Sandvik e a Teeness, da Noruega.

    Outra tecnologia recente é a de pastilhas alisadoras, conhecida como wiper. Constituídas de pastilhas com pontas fabricadas com metais duros (carbonetos cementados), essas ferramentas de corte avançadas deixam as superfícies trabalhadas completamente planas, e operam sob velocidades bem mais altas quando comparadas com as ferramentas construídas com pastilhas convencionais.

    Outra inovação comentada por Santos foi a nova geração de coberturas para pastilhas utilizadas em ferramentas de corte, destacando a realização de processos químicos de jateamento das superfícies, visando eliminar a última camada de nitreto de titânio e, consequentemente, as tensões residuais dos moldes.

    “Das três camadas que recobrem as pastilhas, formadas por carbonitreto de titânio, óxido de alumínio e nitreto de titânio, a última é retirada parcialmente, sendo conservada apenas nas laterais, para produzir efeito positivo de resistência ao desgaste, favorecendo o maior rendimento da pastilha e melhorando o fluxo do cavaco”, explicou Santos.

    As pastilhas de nitreto cúbico de bório (CBN), com novas modificações geométricas, para o aumento de sua vida útil, também foram apresentadas como alternativas para a usinagem de metais duros, tratados termicamente, como aços-ferramenta e aços para engrenagens, matrizes e punções.

    As operações de acabamento de moldes também podem ser mais precisas com o emprego de sistemas de fixação de pastilhas pelo método de intertravamento.

    “Nos últimos anos, nosso foco de pesquisas também se voltou para os sistemas high pressure (alta pressão), tecnologias desenvolvidas para tornos e fresas projetados para trabalhar sob altas pressões de fluidos de corte para refrigeração, e que promovem o direcionamento dos jatos de fluidos para pontos estratégicos, como área da formação do cavaco e interface entre o cavaco e a peça”, acrescentou o especialista.

    O maior benefício da tecnologia high pressure é propiciar maior rendimento e qualidade às operações de usinagem de materiais construídos com ligas de titânio, duplex, entre outros, considerados de mais difícil execução.

    Ao elenco de novidades, Santos ainda acrescentou as máquinas multitarefas para corte, fresagem e furação, que operam com ferramentas de corte conjugadas, de duas até quatro, utilizando a mesma fixação.

    Outra palestra de destaque no seminário, proferida por Cristiane Brasil Lima Ulbrich, diretora da BCS Tecnologia, de Campinas-SP, abordou os recursos de engenharia reversa, processo de reconstrução de um objeto que parte de modelo físico para chegar a um modelo virtual.

    “O modelo físico pode ser um protótipo de um novo produto, construído pelo modelador, de forma artesanal, com suas formas e funcionalidades, que será entregue à engenharia para a construção de um modelo virtual do desenho tridimensional em CAD”, resumiu Cristiane.

    Segundo lembrou a especialista, um produto novo também pode ser criado com a junção de vários protótipos, como uma embalagem do tipo galão com alça. “A engenharia pode propor vários modelos e optar por um modelo de alça, encaixado em outro modelo de corpo do galão, e também a um terceiro modelo de fundo, resultando em três protótipos físicos que serão integrados para se criar o modelo virtual final.”

    Outro exemplo citado por ela também pode ser verificado no chão de fábrica de uma empresa que operava com um ferramental de estampo para a confecção da lateral de um automóvel.

    “Com o passar dos anos, vários ajustes foram realizados nesse ferramental, como alívio em um canto, solda em outro, ou um novo furo de processo, e a demanda pelo modelo acabou sendo tão alta que um novo ferramental precisou ser criado para dobrar a produção, constatando-se que, embora todos os desenhos do produto tenham sido atualizados, a forma do ferramental não passou por modificações, havendo nesse, como nos demais casos citados, a necessidade de um novo modelo físico para gerar a documentação visual em desenhos 2D ou modelos tridimensionais”, explicou Cristiane.

     

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