Embalagens

16 de julho de 2010

Flexografia – Setor se renova para seguir evolução das embalagens

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Os investimentos na compra de flexográficas para a impressão de embalagens plásticas flexíveis estão em alta. Com tantos incentivos para financiamento a juro baixo, o momento é dos mais propícios para os empresários modernizarem as linhas de produção providas por modelos adquiridos há mais de uma década.

    Atenta à evolução do mercado de embalagens, a Antilhas adquiriu recentemente duas novas flexográficas sem engrenagens (gearless) para impressão de oito cores, investindo um total de R$ 6 milhões em seu parque industrial instalado em Tamboré-SP.

    “Desde 1995, atuamos com embalagens impressas em flexografia e, ao longo desse período, fomos adquirindo novos equipamentos e observando que um dos atributos mais importantes dessa tecnologia é o input da máquina e sua capacidade de armazenar receitas e garantir repetibilidade no processo”, afirmou Samuel Lopes Oliveira, gerente industrial da Antilhas.

    Após instalar os primeiros modelos, naquela época ainda com mandris metálicos, a empresa passou a selecionar impressoras com eixos fixos e, com isso, conseguiu acelerar as trocas constantes de serviços.

    Dos equipamentos iniciais, que alcançavam velocidades de 250 metros por minuto, Oliveira lembra que a empresa passou a adquirir máquinas para operar à velocidade de 350 metros por minuto, e que agregam controles de registro de imagem, além de viscosímetros eletrônicos, para garantir a estabilidade das cores, desde a primeira prova até a última impressão.

    “Operávamos com flexográficas com grau de resolução de imagem de 36 linhas por centímetro linear e, pouco tempo depois, passamos a imprimir com equipamentos que apresentavam capacidade de resolução de imagem de 52 linhas por cm. Hoje, com os novos equipamentos gearless, alcançamos níveis de resolução das imagens ainda mais altos e correspondentes a 60 linhas por cm.”

    As novas flexográficas permitem ir além, e podem promover impressões com grau de resolução superior a 60 linhas por cm. Outras condições, porém, devem ser observadas, segundo bem lembrou Oliveira, como o tipo de gerador de imagem do clichê, gravados a laser, a estabilidade oferecida pelo equipamento, a qualidade das tintas e a qualidade do cilindro anilox, enfim, é necessário contar com um conjunto de fatores para se alcançar níveis superiores de resolução de imagem, muitas vezes extrapolando um único critério que leva apenas em conta a qualidade da impressora.

    “O alto nível de qualidade da impressão flexográfica surgiu desde o momento em que a flexografia começou a competir com o sistema offset e com a rotogravura, deixando de ser o patinho feio das artes gráficas”, considerou o gerente-industrial da Antilhas.

    Segundo ele, hoje as máquinas operam com configuração total, contam com registro de cores automático, viscosímetros eletrônicos, tratadores corona, detectores de defeitos e com sistema de troca automática de bobinas. “Também conseguimos realizar um set-up completo em apenas 30 minutos ou, no máximo, em 50 minutos, retirando da máquina todos os conjuntos de sleeves, reposicionando todos os clichês até efetuar a nova prova de impressão, enquanto que, com flexográficas mais antigas, o set-up pode demandar pelo menos duas horas para ser finalizado”, comparou Oliveira.

    Os atuais domínios da flexografia por essas boas razões seguem além da linha do horizonte, e põem por terra as impressões sem maiores compromissos com a qualidade e a nitidez das imagens realizadas no passado. Vale lembrar que territórios de mercado antes exclusivos da rotogravura estão hoje completamente tomados pela flexografia, como das embalagens de BOPP do tipo cut-size, formadas por envoltórios para papéis sulfite, 100% impressas com flexográficas entre cinco e seis cores, segundo Oliveira.

    A impressão flexográfica já conquistou as embalagens de produtos de higiene pessoal como fraldas descartáveis e absorventes higiênicos e, no presente, também vem fechando o cerco sobre o mercado de alimentos, no qual a sua participação cresce consideravelmente graças à qualidade dos equipamentos e à alta nitidez das imagens.

    Plástico Moderno, Flexografia - Setor se renova para seguir evolução das embalagens

    Nova tecnologia propicia cores muito mais intensas

    Contudo, para ganhar mais espaço no mercado de embalagens de produtos alimentícios, segundo Oliveira, faltava identificar uma tecnologia diferenciada que pudesse agregar mais expertise à flexografia e oferecer maior intensidade às cores impressas e maior produtividade a esse tipo de impressão. Desde que a Antilhas começou a operar também com a nova tecnologia de secagem de tintas curadas por feixes de elétrons (electron beams), Oliveira acredita ter encontrado o elo que faltava para promover a evolução mais rápida da flexografia no setor de embalagens para alimentos. ”Essa nova tecnologia de secagem das tintas utilizadas na impressão flexográfica propicia cores muito mais vivas e intensas, e posiciona a flexografia exatamente no mesmo nível da impressão offset e da rotogravura”, observou.

    Disponível há pouco mais de um ano na empresa, a impressão flexográfica adaptada ao equipamento de cura de tintas por feixe de elétrons vem ajudando a conquistar novos clientes ainda mais exigentes dos mercados de embalagens plásticas flexíveis de BOPP, na produção, por exemplo, de sacolas acondicionando cosméticos e com imagens impressas em altíssima resolução, incluindo também a fabricação de embalagens do tipo flow-pack para biscoitos, ricamente ilustradas e impressas em flexografia com tintas curadas por EB.

    Segundo Oliveira, a cura das tintas por feixes de elétrons contribui para posicionar a impressão flexográfica em novo patamar. Por propiciar reduções de 50% no consumo de energia e não liberar compostos orgânicos voláteis (voc) para a atmosfera, eleva o conceito de qualidade e de sustentabilidade da impressão flexográfica.


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