Plástico

25 de outubro de 2011

Flexografia – Petroquímica apresenta novas resinas para assegurar alta qualidade na impressão

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Cada vez mais sofisticadas, as embalagens flexíveis, produzidas com filmes laminados finíssimos, avaliados microscopicamente, em processos de extrusão envolvendo até 12 camadas, exigem também filmes de alto desempenho, com altíssima produtividade nas selagens e que propiciem alta qualidade na impressão flexográfica. E foi justamente pensando em agregar maiores atributos aos filmes para embalagens que a Braskem, em seu Centro de Tecnologia e Inovação, vem desenvolvendo novas resinas. Uma delas é a Pluris, um polietileno linear de baixa densidade (PEBDL) da geração dos quaterpolímeros, com propriedades mecânicas e de rigidez superiores, e que permitem a fabricação de embalagens com menor espessura, além da coextrusão, sem incorrer em delaminações. A outra resina é a Flexus 9212XP, um polietileno linear de baixa densidade (PEBDL) metalocênico, com maior estabilidade no coeficiente de fricção cinético (CoF), após a laminação, além de elevada resistência à perfuração e ao impacto, bem como baixa temperatura de selagem e excelente hot-tack.

    A nova resina Flexus 9212 XP (extraperformance) foi desenvolvida para extrusão do tipo balão, e resulta em filmes para embalagens laminadas com melhor estabilidade ao deslizamento, mesmo prevendo a sua estocagem em bobinas. As duas novidades foram apresentadas ao público durante o evento de flexografia, em conferência proferida por Fábio Agnelli Mesquita, da área de engenharia de aplicação de polietilenos da unidade Polímeros da Braskem.

    Plástico Moderno, Flexografia - Petroquímica apresenta novas resinas para assegurar alta qualidade na impressão

    Mesquita: PEBDL torna filme mais resistente

    “O coeficiente de fricção cinético (CoF) é uma propriedade muito importante para a cadeia de filmes flexíveis, pois representa uma medida utilizada como indicativo da facilidade de deslizamento do filme em linhas de extrusão, impressão, laminação e, principalmente, em máquinas de empacotamento automático, sendo que esse mercado também necessitava de uma opção capaz de manter estável o valor do CoF dos filmes laminados durante todas as etapas de transformação, impressão, transporte e armazenagem”, informou Mesquita.

    Segundo ele, os filmes laminados produzidos com a nova resina apresentam excelente estabilidade do CoF, mesmo após exposição a temperaturas mais elevadas, entre 40ºC e 60ºC, simulando condições críticas de transporte e armazenagem. Além de propiciar excelente selagem em máquinas de altíssima produção, os filmes fabricados com a nova resina também apresentam excelente transparência, resistindo ao impacto e a perfurações.

    Inertes quimicamente, os polietilenos possuem estrutura química apolar com baixa tensão superficial, características que, segundo o especialista, fazem com que esses polímeros apresentem baixa ancoragem das tintas de impressão e dos adesivos de laminação. Por esses motivos, os polietilenos necessitam receber um pré-tratamento superficial – uma leve queima na superfície do filme, conhecida como tratamento corona, compreendendo uma das etapas do processo de extrusão – antes de passarem pelos processos de impressão e/ou de laminação. “O tratamento corona é o método convencional para aumentar a tensão superficial dos filmes de polietileno e de polipropileno e é considerado fundamental para se ter uma boa qualidade de impressão flexográfica, pois melhora a ancoragem das tintas nos filmes que serão impressos e também a ancoragem dos adesivos nos filmes que serão destinados à laminação”, comentou Mesquita.

    Para alcançar sucesso nas impressões flexográficas, os substratos plásticos, segundo ensinou, devem ter um nível de tensão superficial correspondente a 10 pontos acima da tensão superficial das tintas, que costumam estar enquadradas na faixa de ~28 Dinas/cm2; mas os polietilenos convencionais apresentam nível de tensão superficial de ~31 Dinas/cm2.

     

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