Embalagens

25 de novembro de 2014

Flexografia: Demanda firme por embalagem aponta para recuperação das vendas da tecnologia gráfica

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Plástico Moderno, Flexografia: Demanda firme por embalagem aponta para recuperação das vendas da tecnologia gráfica

    Plástico Moderno, Impressora exposta pela Kromia Label Press

    Impressora exposta pela Kromia Label Press

    O resultado da primeira feira exclusiva de flexografia no Brasil foi excelente, apesar de ter sido promovida em um ano atípico, combinando Carnaval tardio, Copa do Mundo, eleições majoritárias e economia em crise. Essa foi a avaliação de Evaristo Nascimento, presidente da Nascimento Feiras e Eventos, organizadora da Flexo Latino América 2014 – Feira Internacional de Flexografia, Papelão Ondulado e Conversão Digital, realizada de 7 a 10 de outubro no Transamérica Expo Center. Até 2012, o setor flexográfico participou de feiras bianuais promovidas com outros segmentos.

    A feira reuniu 125 marcas que exibiram, em 5 mil m2, cerca de 280 lançamentos, produtos e serviços nas áreas de pré-impressão, clicheria, máquinas impressoras de banda larga, banda estreita e papelão ondulado, acessórios e periféricos, substratos, tintas, vernizes, solventes, adesivos, publicações técnicas, entre outros. 4.600 pessoas visitaram o evento, sendo 54,8% ligados à atividade industrial, 23,5% à comercial, 19,6% ao setor de serviços e 2,1% a outros ramos.

    Apesar das incertezas reinantes nos campos político – naquele instante, se sabia apenas que a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves disputariam o segundo turno – e econômico, Nascimento comentou que bons negócios foram concretizados e outros serão gerados nos próximos meses.

    Fundador e atual consultor de marketing da Abflexo/FTA Brasil (Associação Brasileira Técnica de Flexografia), Júlio Cezário da Silva Filho, declarou que o segmento de flexografia costuma ter um poder de recuperação rápida, pois cerca de 70% das embalagens flexíveis e rígidas, além de rótulos e etiquetas impressas nos produtos dos supermercados utilizam esse processo de impressão.

    Segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), esse segmento movimentou no ano passado ao redor de R$ 52 bilhões. Silva revelou que, nos últimos anos, houve um crescimento médio em flexografia de 8% a 12%. Esse ano, não deve passar de 4%, mas nos próximos dois anos deverá atingir o patamar de 6%.

    O clima entre os empresários presentes foi de otimismo, testemunhou Silva. “A Feira foi uma pequena vitrine da tecnologia flexográfica, um setor vibrante e dinâmico por natureza.”

    Inédito – Pela primeira vez no mundo, foi apresentado pela Water Revolution o processo de impressão de embalagens com nanopartículas de tinta. Uma ilha de produção instalada na feira antecipou o futuro ao imprimir, in loco, diferentes tipos de substratos (polipropileno e alumínio) com nanotinta. Além disso, exibiu um vídeo para demonstrar o processo sobre papelão ondulado.

    A diretora de marketing da empresa, Katia Coelho, explicou que, por ser à base de água, o processo patenteado pela Water elimina os solventes químicos e proporciona outras vantagens em relação ao sistema convencional: maior aderência em diversos substratos, secagem mais rápida, alta resistência ao atrito, maior brilho, suporte a amplas variações de temperatura (de -40 a 300ºC), aumento da velocidade de produção, atoxicidade e sustentabilidade (embalagens ecológicas).

    Plástico Moderno, Silva: setor aumentará ritmo de negócios a partir de 2015

    Silva: setor aumentará ritmo de negócios a partir de 2015

    O diretor-técnico da Water, Paulo Hashimoto, explicou que essas características foram obtidas por meio da diminuta escala das partículas dos nanopigmentos (corante) e nanopolímeros (resina) da composição. Enquanto as partículas das tintas convencionais medem em torno de 5 micrômetros (5 milésimos de milímetro), as da nanotinta ficam em 300 nanômetros (0,3 milésimos de milímetro). Quanto menor a partícula, maiores a distribuição, interação e contato com a superfície, que garante a maior adesão.

    Na palestra “Nanotintas: o futuro chegou primeiro aqui no Brasil”, Katia destacou que “o principal problema das tintas à base de água é a baixa aderência, que impede a sua utilização em alguns substratos. A nanotinta resolve esse problema por apresentar aderência, resistência e brilho equivalentes às tintas com solventes químicos e, em alguns casos, dispensa até o verniz”.

    A Water Revolution deu seus primeiros passos em São Paulo, em 2012, como fornecedor de resinas e agora está lançando a nanotinta, resultado de parceria com um grupo gaúcho que fabrica nanopolímeros (e não quer se identificar) e a PUC-RS. A empresa é 100% nacional e adquiriu experiência no desenvolvimento de nanopigmentos para as indústrias de couro, têxtil e automotiva, entre outras, até que decidiu olhar para o segmento de flexografia. Atualmente, possui escritório e laboratório na capital paulista e fábrica em Cachoeirinha-RS.


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