Plástico

25 de outubro de 2011

Flexografia – 3ª conferência internacional de flexografia

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Plástico Moderno, Flexografia - 3ª conferência internacional de flexografia

    A impressão flexográfica de substratos plásticos avançou em qualidade graças à nova oferta de insumos, resinas e de recursos para exposição e gravação de polímeros, consagrando-se como o processo mais competitivo do momento em relação ao offset e à rotogravura. O comentário leva em conta as várias novidades apresentadas na 3ª Conferência Internacional de Flexografia, realizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, em parceria com a Associação Brasileira Técnica de Flexografia (Abflexo), de 1 a 2 de setembro, no centro de eventos Fecomercio, em São Paulo. A conferência reuniu dezenas de profissionais pertencentes às mais importantes corporações atuantes nesse setor, além da grande presença de convertedores, que foram conferir em palestras e exposições as principais tendências e aprimoramentos oferecidos atualmente pelos fabricantes ao mercado.

    Plástico Moderno, Allan Carlos dos Santos, Responsável pela área de suporte técnico da MacDermid, Flexografia - 3ª conferência internacional de flexografia

    Santos mostrou processo para gerar resoluções de imagens mais nítidas

    Sob vários aspectos, a flexografia vem oferecendo vantagens competitivas desde a fabricação de clichês, passando pela nova oferta de tintas e contempla até os novos adesivos. Ao lançar novo processo de produção de chapas, integrado pela laminação Lux, a MacDermid investiu em tecnologia que propicia aumentar a qualidade de impressão, permitindo produzir menores pontos impressos, e reduzir os custos operacionais.

    “Agregamos ao sistema a laminação de membrana sobre as chapas digitais de modo que elimine o oxigênio, fazendo com que os pontos do clichê permaneçam planos, obtendo-se, com isso, lineaturas maiores e resoluções de imagens mais nítidas e perfeitas”, informou Allan Carlos dos Santos, responsável pela área de suporte técnico da MacDermid, unidade de Jandira-SP.

    Em comparação com os resultados apresentados pelas chapas digitais tradicionais, o novo processo permite não só melhorar a qualidade da impressão, como também produzir tiragens mais altas. Várias clicherias instaladas nas regiões Sudeste e Sul do país já contam com a nova tecnologia de produção de chapas da MacDermid, cujo desenvolvimento se deu nos Estados Unidos, podendo oferecê-la ao mercado de impressão.

    A MacDermid oferece ao mercado brasileiro chapas digitais processadas com solventes ou com sistemas térmicos, mas o carro-chefe de vendas é representado pelas chapas digitais Max, fotopolímeros de alta dureza (60 Shore A) e com alta resiliência, apropriados para altas velocidades de impressão, e que possibilitam rápida confecção de clichês, podendo, agora, também ser beneficiados pelo sistema de laminação Lux, com vantagens para a impressão de embalagens flexíveis, etiquetas e rótulos.

    O público participante da conferência também teve a oportunidade de conhecer neste ano um novo sistema desenvolvido pela Apex de transferência de tintas do cilindro para os clichês por canais e com geometria em “S” patenteada, configuração totalmente diferente daquela apresentada pelas células ou retículas conhecidas, e que possibilita imprimir com somente quatro cores – cyan, magenta, amarelo e preto – e gerar ilimitadas combinações, eliminando-se a necessidade de uso de cores adicionais.

    A nova tecnologia, inventada na Holanda, na sede da empresa, recebeu o nome de GTT (Tecnologia de Transferência Genética), em virtude de estar baseada em geometrias encontradas na natureza, assemelhando-se à forma helicoidal do DNA genético, que aproveita o alto poder de fluxo hidráulico propiciado pelo novo desenho dos canais.

    “A tecnologia GTT de transferência de tintas do cilindro para o clichê é superior à tecnologia convencional de célula anilox hexagonal porque a nova geometria em curva dos canais em S permite que a tinta flua com maior eficiência, resultando na sua transferência uniforme ao clichê, comportando-se diferentemente, portanto, das células fechadas hexagonais anilox, basicamente constituídas de cavidades mais profundas e nas quais as tintas são retidas antes do contato com o clichê, causando bolhas, espumas e uma distribuição desigual das tintas, que acabam levando à ocorrência de manchas, falhas e sombras”, explicou Dercílio Oliveira, diretor da Apex para as Américas.

    Ao eliminar as células hexagonais fechadas, elimina-se também a aeração das tintas, que formariam espumas, o que resultou num processo de transferência mais controlado e em pontos mais chapados e densos.

    “Os canais abertos e mais rasos, agora, diminuem em 66% a área de parede em relação a uma célula hexagonal convencional, o que significa que uma área maior de cobertura estará sendo exposta ao clichê”, informou Martien Hendriks, diretor técnico da Apex Europe, que também prestigiou o evento brasileiro, apresentando palestra na programação da conferência.

    Além da nova geometria dos canais, o cilindro, de acordo com a tecnologia GTT, é composto de camada de cerâmica híbrida superdura (RelesAll V 1500), apresentando densidade mais alta e mais baixa porosidade, o que possibilita a mais perfeita liberação das tintas, que podem apresentar menor viscosidade para o clichê.

    Atualmente, os investimentos da Apex no mercado brasileiro estão em plena fase de concretização. A empresa holandesa está instalando subsidiária no Brasil, a Apex Latin America, em Curitiba-PR, onde dará início à fabricação de cilindros, tanto os tradicionais anilox como os GTT, a nova tecnologia que já responde pela comercialização de mais de 5 mil unidades mundialmente, segundo acredita o diretor Oliveira por vários fatores, como maior qualidade e economia de custos de produção, em torno de 30%, atribuídas ao menor uso de tintas e de cilindros e à diminuição dos tempos de parada de máquina.


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