Embalagens

10 de abril de 2014

Filmes biorientados: Ano agitado com as eleições e a copa de futebol promete reaquecer as vendas do setor

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, A Limer-Cart distribui bobinas com larguras de 24 mm até 2.100 mm

    A Limer-Cart distribui bobinas com larguras de 24 mm até 2.100 mm

    Dotado de excelentes propriedades, como barreira a gases e umidade, resistência mecânica à tração e à elongação, entre outras, boa parte delas por conta do processo de estiramento em suas duas dimensões, o filme de polipropileno biorientado também agrega ótimo aspecto visual às embalagens, abrindo espaço para uma ampla gama de aplicações, em versões monocamadas ou em composições de variados tipos de estruturas. Em razão de suas características e apelo visual, esses filmes têm por principal endereço a indústria alimentícia, embora confiram suas vantagens também a aplicações industriais, rótulos e etiquetas, entre diversos usos.

    Plástico Moderno, Botton considera exagerada a parcela de produtos importados

    Botton considera exagerada a parcela de produtos importados

    Mesmo com tantos benefícios, esse mercado avançou pouco nos últimos tempos. Após amargar um crescimento pífio, da ordem de 2% sobre 2012, a demanda brasileira de filmes de polipropileno biorientado (BOPP), estimada entre 140 mil e 150 mil toneladas no ano passado, deve acelerar a marcha em 2014, impulsionada pelos reflexos da realização da Copa Mundial de Futebol e das eleições.

    O excesso de produtos importados, que tem castigado diversos segmentos da indústria do plástico, também dificultou os negócios de BOPP, consistindo numa das mais fortes razões para o seu desempenho aquém do esperado, como relata Davide Botton, diretor superintendente da Polo, uma das principais fabricantes brasileiras de filmes de BOPP, pertencente ao grupo Unigel.

    Em sua opinião, o volume de filmes advindos do exterior equivale a uma fatia por demais generosa. “Em torno de 30% da demanda é suprida pelas importações, é um exagero”, lastima. Também a entrada no país de biscoitos, chocolates e outros produtos prontos, portanto já embalados, “rouba” mercado, transferindo para o exterior esse consumo de filmes de BOPP.

    Além disso, a oferta de produto nacional, que já superava bastante as necessidades domésticas com apenas dois competidores locais (Polo e Vitopel), sofreu uma remexida com a entrada de uma terceira produtora – a Videolar –, que iniciou as suas operações em janeiro de 2013, elevando o tom na disputa entre os concorrentes.

    Para se ter uma ideia, só a fábrica da Polo, instalada em Monte Negro, no Rio Grande do Sul, nos arredores do polo petroquímico de Triunfo, comporta uma produção de 78 mil toneladas anuais de filmes de BOPP, volume capaz de suprir mais da metade das necessidades brasileiras.

    A esse número somam-se os produtos processados pela Vitopel na planta brasileira, igualmente acima de 70 mil toneladas anuais, e os da caçula do mercado, que só da sua primeira linha em operação atinge mais de 32 mil toneladas anuais. A segunda linha, em processo de homologação, e a terceira, em construção, são dotadas de capacidades equivalentes.

    “Trata-se de um mercado muito competitivo e de concorrentes muito competentes; então, com a oferta bem acima da demanda, todos nós estamos procurando um espaço no mercado e ninguém quer abrir mão de sua fatia”, adverte Botton.

    Mas este ano promete ser melhor. Por entender que a Copa Mundial deva elevar as vendas de salgadinhos, chocolates, refrigerantes e outros alimentos, Botton vislumbra um crescimento entre 4% e 6% no consumo dessas películas em 2014. “Estou otimista, espero para este ano uma demanda melhor, porque uma parte dos nossos filmes será direcionada a produtos que são característicos desses eventos. Imaginamos que haverá muitas promoções e isso ajudará a impulsionar o nosso crescimento, principalmente no primeiro semestre”, aposta.

    A indústria de alimentos ocupa a pole position entre os mercados consumidores dos filmes de polipropileno biorientado, empregado nas variadas composições de embalagens flexíveis que os acondicionam, muito embora o BOPP também seja encontrado em produtos diversos como sabonetes, CDs e DVDs, cigarros, em rótulos e etiquetas adesivas, entre outras aplicações.

    Os negócios da Polo acompanham esse perfil de mercado. Como conta Botton, 70% da sua produção abastece a indústria de embalagens voltadas para alimentos. Entre os outros mercados atendidos pela fabricante, destacam-se as fitas adesivas, a laminação sobre papel para livros, os catálogos e as embalagens de cigarros.

    Aplicações consolidadas – A realidade do mercado de BOPP é que inexiste um potencial de crescimento em termos de novos usos. Sua evolução depende do aumento do consumo per capita, ainda considerado baixo no mercado brasileiro. “A migração da classe D para C nos ajuda bastante, porque as pessoas buscam itens de consumo de maior valor, um biscoito ou um chocolate diferente, o mercado de refrigerantes cresce”, exemplifica o diretor da Polo.


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