Ferramentaria Moderna

2 de julho de 2012

Ferramentaria Moderna – Stackmold dobra a produção no mesmo ciclo de injeção

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Embora poucos segmentos de mercado empreguem na atualidade moldes de múltiplas faces, ou sobrepostos (stackmolds), essa tecnologia oferece diversas vantagens, como comprovam seus usuários. Diferentemente de um molde convencional, projetado com um único conjunto de macho e matriz, os stackmolds mais simples, dois níveis de injeção, possuem duplicata desses conjuntos, além de um sistema de câmara quente, imprescindível nesses casos. A construção dessas ferramentas demanda, obviamente, maior injeção de recursos. Portanto, como exige todo investimento, deve ser pesada a relação custo/benefício.

    Plástico, Ferramentaria Moderna - Stackmold dobra a produção no mesmo ciclo de injeção

    Plastek fabrica tampas com uso da tecnologia

    Eleita por unanimidade entre fornecedores de moldes e usuários, a possibilidade de dobrar a produção no mesmo ciclo de injeção é a maior vantagem do stackmold. Sinônimo de redução de custos, com economia de máquina e de espaço físico na fábrica, e maior competitividade para a indústria de transformação. O molde pode ter ainda mais faces. Há

    Plástico, Paulo Carmo, gerente de negócios de embalagens da Husky, Ferramentaria Moderna - Stackmold dobra a produção no mesmo ciclo de injeção

    Paulo Carmo cita vantagens em produções que exigem maior número de cavidades

    relatos de até quatro. Mas o investimento sobe nessa proporção.

    “O principal benefício do stackmold é multiplicar a capacidade produtiva do sistema de injeção, utilizando a mesma dimensão de uma máquina injetora, com a mesma distância livre entre colunas”, assevera Paulo Carmo, gerente de negócios de embalagens da Husky, fabricante de sistemas de câmaras quentes e de injetoras, além de moldes para pré-formas de PET e tampas.

    É possível duplicar a produção na mesma injetora porque, como as cavidades estão sobrepostas, as forças geradas durante o preenchimento se anulam (são iguais em sentidos opostos). Assim, a força de fechamento para as múltiplas aberturas do molde é a mesma que a necessária para um molde convencional. “Na injeção de peças grandes, é comum ter espaço na placa da injetora, mas força de fechamento insuficiente para duas ou mais cavidades, situação que o stackmold resolve”, exemplifica Ney Kaiser, diretor da Delkron. A empresa produz molde quase completo. A única exceção são as cavidades.

    Ele também aponta como interessante para o transformador investir em múltiplas faces na fabricação de peças que formam conjuntos, pois a técnica assegura idêntica coloração em todos os produtos. Casos de assentos e tampas de vaso sanitário (uma face injeta o assento e a outra, a tampa); telefones (fundo, base discadora, fone e gancho); ou conjunto de talheres descartáveis (colheres de sobremesa e de sopa, faca e garfo), moldados no mesmo ciclo de injeção. O transformador produz mais, ressalta Kaiser, ao mesmo tempo e na mesma injetora. Como são peças diferentes, com volumes desiguais de injeção, o balanceamento é feito na câmara quente, como detalha Kaiser, nos diâmetros de passagem do material, que reduzem ou aumentam o fluxo da resina de acordo com a necessidade.

    “O stackmold é especialmente vantajoso e indicado quando a demanda de produção requer um maior número de cavidades; e a possibilidade de sobreposição das faces de injeção permite que se utilize uma injetora já existente ou mesmo o investimento em uma máquina de menor porte do que a que seria requerida por um molde de mesmo número de cavidades de apenas uma face de injeção”, opina Carmo.

    José C. de Oliveira , Engenheiro de processo da Plastek, indústria de transformação e ferramentaria, Ferramentaria Moderna - Stackmold dobra a produção no mesmo ciclo de injeção

    Esse conceito de molde, diz Oliveira, reduz o consumo energético da máquina

    Não se trata apenas de economizar o montante equivalente à aquisição de outra injetora. Como argumenta Alexandre Fix, diretor da Polimold, tradicional fabricante de porta-moldes, câmaras quentes e outros componentes para moldes, o custo da hora/máquina também compõe os custos do produto transformado. “Está relacionado ao tamanho da injetora. Logo, se podemos produzir o dobro utilizando a mesma máquina, estamos baixando o custo do produto.”

    Luiz Cortes, diretor comercial na América do Sul da produtora coreana de câmaras quentes Yudo Suns, com fábrica em Joinville-SC, lembra que, além de dobrar a produção em menos espaço físico, ainda diminui a necessidade de periféricos, traduzido em menos manutenção e mão de obra. “Se colocarmos essas economias na ponta do lápis, vamos conferir uma expressiva redução de custo e consequente aumento na competitividade.”


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