Ferramentaria Moderna

10 de dezembro de 2014

Ferramentaria moderna: Sistemas de troca rápida de moldes aumentam a produtividade na injeção

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Placa magnética da Tecnomagnete, da linha da Comase

    Placa magnética da Tecnomagnete, da linha da Comase

    Uma injetora custa algumas centenas de milhares de reais. Para recuperar tal investimento, os transformadores precisam trabalhar em regime de alta produtividade durante o máximo de tempo possível. Realidade que não combina com paradas longas na hora das trocas de moldes. Para tornar mais ágil o processo de substituição, fabricantes de componentes diversos oferecem alternativas capazes de reduzir o tempo consumido na operação de forma considerável.

    São os casos da Stäubli, Brasfixo, Tecnomagnete e MC Components. Os representantes dessas empresas consideram dez minutos um bom tempo para se realizar a operação quando os transformadores atuam dentro de condições ideais, mesmo no caso de moldes com dezenas de toneladas de peso. Vale lembrar que as soluções oferecidas, recomendáveis em muitos casos, nem sempre são imprescindíveis. Para o transformador com máquinas dedicadas para a produção de determinada peça ou em que ocorrem poucas trocas, o desinteresse em investir na aquisição desses produtos tem lógica.

    Mesmo entre empresas que trabalham com número elevado de matrizes, a aceitação não é unânime. Há fatores que dificultam a adoção da estratégia. Um exemplo: algumas soluções oferecidas exigem padronização. É o caso, por exemplo, das placas traseiras dos moldes, que precisam se adequar às tecnologias mais avançadas de fixação nas máquinas.

    No caso de transformadores que trabalham para terceiros, usando os moldes dos clientes para produzir as peças, tal padronização é difícil. Para as empresas que usam moldes próprios, se estes forem antigos, os recursos necessários para atualizá-los são elevados. A idade das injetoras também influencia. As mais antigas nem sempre estão aptas a receber algumas das soluções indicadas.

    Entre as empresas com boas condições de fazer a automação, ainda há falta de conhecimento. Muitos empresários se assustam com os custos necessários para adquirir os produtos e se esquecem de calcular as vantagens proporcionadas por eles. Por isso, para os fornecedores dos componentes de automação, desde que haja a conscientização, esse mercado tem grande potencial de crescimento. Hoje está evoluindo de forma razoável. As vendas, no entanto, estão mais restritas aos transformadores de ponta, atentos ao retorno proporcionado pela tecnologia.

    Passo a passo – A troca de moldes envolve uma série de etapas e em cada uma delas podem ser tomadas medidas para tornar sua realização mais eficiente. Tudo começa com a movimentação dos moldes. Quem quer economizar minutos preciosos pode investir em um sistema especial com duas pontes rolantes, que permita a retirada do molde da máquina e o posicionamento do molde a ser instalado de forma quase simultânea. É um investimento que envolve construção civil e foge da alçada dos fornecedores de produtos para troca rápida.

    O modo mais simples de fixar os moldes às máquinas é por meio de garras presas por parafusos. O método exige, na hora da substituição, a trabalhosa rotina de retirar as garras para remover as ferramentas e depois recolocá-las para prender a ferramenta a ser utilizada. A estratégia está longe de apresentar padrões próximos do desejado. O uso de garras que funcionam a partir de componentes hidráulicos ou de placas magnéticas instaladas nas injetoras são soluções bem mais eficientes.

    A conexão de mangueiras de água para o resfriamento do molde durante os ciclos de injeção é outra etapa a ser simplificada. Em vez de se retirar as mangueiras dos moldes uma a uma, soltando parafusos de braçadeiras, para depois prender as braçadeiras no molde a ser utilizado, podem ser usadas conexões com encaixe fácil ou, melhor ainda, conexões que permitam a troca de todo o sistema em uma única operação de encaixe. Outra providência vantajosa, essa independente da existência de componentes voltados para a operação da troca, é o pré-aquecimento do molde a ser utilizado.

    Linha de produção – “A redução no tempo da troca do molde permite melhor planejamento da produção”, garante Ricardo Braghittoni, gerente de vendas da Stäubli, empresa suíça com forte atuação nessa área. Presente em 75 países, no Brasil a empresa possui suporte local de vendas e assistência técnica projetada para atender todo o país. Para justificar sua afirmação, o executivo se lembra dos primórdios da técnica de troca rápida.

    Tudo começou no final da década de 40 por intermédio dos engenheiros da japonesa Toyota. Na época a troca de um molde durava oito horas, em média. A tentativa de reduzir esse tempo pela metade, chegar às quatro horas, era sonho difícil de ser realizado. Eles achavam que se conseguissem tal redução, poderiam criar uma logística de produção mais lucrativa.

    Os trabalhos se desenvolveram ao longo de todos esses anos para tornar a operação “enxuta”. “Ao se efetuar a troca de um molde em oito ou nove minutos, se torna possível fabricar apenas as peças vendidas. Não se torna mais necessário produzir mil peças, pode-se obter cem e fabricar mais cem quando for necessário”. Com isso, o transformador perde a necessidade de criar estoques, reduz o “capital” parado em almoxarifados. Em paralelo, simplifica a logística necessária para movimentar peças nas fábricas e economiza espaço.


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      Um Comentário


      1. eduardo custodio

        boa noite trabalho em uma empresa de plástico no paragui, sou encarregado de ferramentaria e gostaria de umas dicas renovadoras sobre este sistema.



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